Inicio da década de 50, mês de Maio, tarde de nortada fresca, mais conhecida aqui no norte por Nortada de Maio ou do Senhor de Matosinhos, a sul, ao mar de Espinho, avista-se um lugre de quatro mastros, navegando de rumo ao porto de Leixões muito encostado à costa, propulsionado pelo seu motor auxiliar, e apesar de se debater contra a incomoda ondulação própria da nortada, graças à sua boa marcha em pouco tempo passa diante da barra do Douro, e atinge o farol do esporão do porto de Leixões, sendo abordado pela lancha de pilotar P1, a fim de receber o respectivo piloto da barra, acabando por demandar aquele porto indo de imediato atracar à doca 1 – lado sul, a fim de iniciar as suas operações comerciais. Pois esse lugre era nem mais nem menos do que o ALBATROSS, que procedia de portos do Mar Negro e do Mediterrâneo com escala pelo porto de Lisboa, de onde saíra no dia anterior e destinava-se a Gotemburgo, seu porto de armamento. Foi assim que pela primeira vez vi aquela unidade de treino dos futuros oficiais e marinheiros da potencial Marinha Mercante Sueca, particularmente do “Brostromskoncernens”, grupo armador ainda hoje em actividade.
O lugre-motor escola sueco ALBATROSS, 67,5m/1.052tb; 17/12/1942 entregue pelo estaleiro Lindholmens Mekaniska Verkstad, Gotenburgo, para Rederiet AB Albatross (Erik T. Christiansson, director geral do grupo Brostroms, Gotemburgo); Devido à guerra 1939/45 serviu como navio-escola da marinha mercante sueca estacionário até 1945, quando iniciou o tráfego comercial no Mar Báltico e Mar do Norte. Depois de três viagens à América do Sul e África do Sul, regressou a Gotemburgo e foi reconstruído como navio de expedição cientifica oceanográfica, e deixou aquele porto a 04/07/1947 fretado pela Gothenburg Academy of Sciences para uma viagem de circum-navegação, e durante 15 meses cobriu 45.000 milhas náuticas conduzindo a Expedição Albatross liderada por Hans Petersen, tendo a finalidade de estudar o fundo dos oceanos. O grupo Brostroms emprestou o navio, praticamente sem custos, sendo a expedição mantida através de doações privadas; 1949 passou a arvorar o pavilhão da Svenska Orient Line, grupo Brostroms, em viagens comerciais ao Mediterrâneo, altura em que passou a escalar os portos de Lisboa e Leixões, as quais serviam de treino a futuras equipagens da frota daquele importante consorcio de companhias de navegação; 1949 devido a colisão com um vapor de pesca, algures em Inglaterra, perdeu a sua figura de proa, um albatróz: 1967 DONNA, j. Bootsman, Panama, foram-lhe retiradas as velas e convertido em navio-motor e passou a realizar prospecção de óleos; 1967 DOROTHEA, Panama; 1970 MIRANDA, Board of Trade Sea Transport Branch, Inglaterra, gestores Ellerman Wilson Line, Hull; 1971 MIRANDA, Frederick Oldham, Ltd., Liverpool, e é sujeito a uma intensa reconstrução, que alterou o seu perfil, e desde 1970 foi utilizado como navio de apoio à frota pesqueira a fainar nos bancos de pesca do Noroeste da Islândia; 1981 ALBATROSS. Paul Iser, Hamburgo, que o converte em navio de cruzeiros; 1986 ALBATROSS, armador desconhecido de Lubeck; 2000 deixa de estar inscrito no Lloyd’s Register of Shipping.
Vindo de Marin e Vigo, no Primeiro de Maio, feriado do trabalhador, onde fora assistir ao evento náutico “Tall Ships Atlantic Challenge 2009” rodava o carro conduzido por meu filho, pela estrada nacional N13, e depois de passar S. Pedro da Torre, já perto do jardim marginal de Vila Nova de Cerveira, vislumbrou-se por entre o denso arvoredo marginal uma lancha de fiscalização da Marinha de Guerra Portuguesa, que era nem mais nem menos do que a NRP RIO MINHO (P370), que vindo de mais uma operação de patrulha, descia o rio que lhe deu o nome, desde Valença/Tui de rumo ao seu novo ancoradouro naquela localidade do Alto Minho. Saindo do carro comecei a tirar algumas fotos, que infelizmente não ficaram nenhuma maravilha, por não ter utilizado o zoom, devido à pressa de obter o melhor ângulo por entre o arvoredo.
Entretanto a NRP RIO MINHO (P370), rapidamente alcançou o referido ancoradouro de Castelinhos, onde numa rápida manobra acabou por acostar. Ancoradouro esse, que anteriormente servia de cais de atracagem e embarque ao antigo transbordador S. CRISTOVÃO, o qual assegurava o transporte de pessoas e veículos entre Vila Nova de Cerveira e a povoação galega de Goyan, perdendo a sua viabilidade depois da abertura da ponte pedo-rodoviária da Amizade, que liga aquelas duas localidades, e agora encontra-se acostado à margem, enquadrado num espaço de consensual beleza paisagística e fluvial, muito procurado por munícipes e visitantes, que alberga o Aquamuseu do rio Minho, ancoradouro das embarcações de pesca e de recreio, e ainda o parque do Castelinho, a poucos metros para montante, convertido pela autarquia local num aprazível café-bar flutuante com ligação permanente a instalações em terra. Primitivamente aquela lancha amarrava em Caminha, como o faziam as suas antecessoras, mas talvez por motivo de assoreamento local ou logística operacional, passou para Vila Nova de Cerveira.
Lancha NRP RIO MINHO(P370) /(c) desenho de Luis Filipe Silva/.
Em 1864, Portugal e Espanha assinaram o “Tratado de Limites” que estabeleceu que as águas, cujo curso determinam a linha internacional, passassem a ser de uso comum para ambos os países. Posteriormente o “Regulamento relativo aos rios limítrofes entre Portugal e Espanha” dispôs que a pesca e a navegação no rio Minho, fossem vigiadas por vasos de guerra de cada país.
Assim como outras unidades navais anteriores, também a NRP RIO MINHO (P370), dependente da Capitania do Porto de Caminha, colabora com a sua congénere da Armada Real Espanhola PVI CABO FRADERA (P201), que se encontra adstrita à Comandancia de Marina de Tui, em cuja localidade tem o seu ancoradouro, na regulação do uso público e manter a navegabilidade do curso internacional do rio Minho, que é navegável até um pouco a montante da velha ponte metálica Eiffel, que liga Valença a Tui, e assim marcar presença militar, velar e proteger os interesses nacionais garantindo o cumprimento do referido Tratado e posterior Regulamento assinados e acordados por Portugal e Espanha, e ainda as missões e funções de vigilância e fiscalização das actividades pesqueiras, caça e desportivas; detecção e vigilância de todos os trabalhos ou actividades nas margens e no curso do rio; colaboração com outros organismos e instituições do Estado, tais como salvamento marítimo, luta contra o narcotráfico, contrabando, imigração ilegal, terrorismo, vigilância da pesca e desembarque ilegal de peixe fresco, desastres ecológicos, etc.
Ignoro quantas e quais as embarcações da Armada Real Espanhola que têm operado na vigilância e fiscalização do rio Minho, mas além da actual PVI CABO FRADERA (P201) houve outras duas também denominadas CABO FRADERA, e também a lancha canhoneira PERLA, que com a sua gémea RUBI, já em tempos passados honrou a cidade do Porto visitando o seu porto marítimo.
PERLA – 19m/42tons, 110cv, 7 nós, metralhadora cal 42/25mm, 26 homens, bancas 5tons, raio de acção 400 milhas, casco de ferro, pertencia à classe “DIAMANTE” da qual faziam parte, além da própria DIAMANTE, também a RUBI, construídas em 1887/9 em Espanha para o serviço de patrulha em zonas de baixios e vias fluviais, e devido ao seu reduzido calado, mais tarde foi colocada no serviço de vigilância e fiscalização do rio Minho internacional, baseada na localidade de Tui. Em 1925 passou à disponibilidade, tendo então sido desmantelada algures em Espanha.
CABO FRADERA – 22m/44tons, 120cv, 11 nós, 1 canhão 47mm. Entregue à marinha de guerra em 1927 pelos Astilleros Union Naval de Levante, Valencia, para serviço no rio Minho. Durante a guerra civil de Espanha foi utilizada pelos Republicanos.
A lancha-canhoneira espanhola PERLA em Tui /Postal ilustrado - coleccção privada/.
PVI CABO FRADERA (P201) – 17,85m/28tons, 10 nós, calado 0,85m, lotação 9, 2 metralhadoras MG 42 DE 7,62mm, 2 motores Diesel Pegaso-Guascor 500cv, 1 hélices de passo constante de 3 pás. Entregue à marinha de guerra em Cádis a 25/02/1963 e conduzido ao porto de Vigo a bordo do transporte militar ALMIRANTE LOBO, que chegou a 26/04/1963, e encontra-se a prestar serviço no rio Minho com base em Tui, desde 10/09/1963.
Foi a primeira unidade naval de Espanha a ser comandada por uma mulher a partir de 2006, a 2Ten Anita Sanchez Pandal.
O seu nome é em honra do cabo de mar Esteban Fradera i Bohigas, da fragata RESOLUCIÓN, que morreu heroicamente na revolta ocorrida em Fevereiro de 1865, durante a estadia da esquadra espanhola no porto peruano de Callao.
A lancha espanhola PVI CABO FRADERA descendo o rio Minho a montante da velha ponte Eiffel, que liga Valença a Tui com visitantes a bordo, em 02/05/2009 /(c) foto de Luis Manuel Amaro/.
No que diz respeito à Marinha de Guerra de Portugal, fontes dizem terem sido cinco e outras apenas quatro, no entanto estou convencido que foram cinco as embarcações afectas às tarefas de vigilância e fiscalização daquele rio minhoto, a partir de 1864 para fazer cumprir o tratado e regulamento atrás referido, foram elas:
RIO MINHO (1) – Lancha canhoneira de fiscalização fluvial, 13,5m/35tons, 1 máquina de 60cv, 1 hélice, 8 nós, 15 tripulantes, 2 peças de bronze de carregar pela boca. Construída em Lisboa ????, Prestou serviço no rio Minho de 1864 a 1877. Gémea: GUADIANA, prestou serviço no rio Guadiana de 1865 a 1875.
Lancha canhoneira portuguesa RIO MINHO (1) /(c) desenho de Luis Filipe Silva/.
RIO MINHO (2) – Lancha canhoneira de fiscalização fluvial de madeira à vela, 13,5m/18tons, 0.80m calado, 13 tripulantes incluindo um segundo tenente como comandante, 1 peça de bronze calibre 8 de carregar pela boca, 103m2 de superfície vélica. Construído no velho Arsenal de Marinha de Lisboa e lançado à água em 09/07/1881 para serviço no rio Minho, onde serviu até 1905.
RIO MINHO (3) – Lancha canhoneira de fiscalização fluvial de aço, 24,60m pp/38tons, 0,70m calado, lançada água a 02/11/1905 no velho Arsenal de Marinha de Lisboa, baptizada de INFANTE D. MANUEL, equipada com uma máquina a vapor de 64cv, que accionava duas rodas de pás posicionadas lateralmente a meio-navio que lhe dava 7,5nós, 49 tripulantes incluindo um primeiro-tenente como comandante, uma peça Hotchkiss com o calibre de 37mm, montada em caça. Foi abatida ao efectivo dos navios da armada, por obsoleta, em 14/12/1948.
A lancha canhoneira portuguesa RIO MINHO (3) /(c) desenho de Luis Filipe Silva/.
A sua construção foi parcialmente paga com o que sobrara da subscrição aberta entre os emigrados portugueses no Brasil, como resultado do ultimato inglês, e de cujo produto se construíram cinco outros navios de guerra.
Com a mudança do regime político em Portugal em 05/12/1910, a INFANTE D. MANUEL teve o seu nome alterado para RIO MINHO.
A lancha-canhoneira portuguesa NRP RIO MINHO (3) /(c) gravura Encyclopedia Probert/.
RIO MINHO (4) – Lancha de fiscalização fluvial, 15m/13,5tons, 0,80m calado, 2 motores Diesel Alfa-Romeo 130cv no freio garantindo 9 nós de velocidade, 2 hélices, 2 metralhadoras de 7,62mm, 8 tripulantes. Foi construída em madeira com obras vivas revestidas por chapa de cobre e lançada à água a 03/03/1955 no Arsenal do Alfeite, estuário do Tejo, tendo sido aumentada ao efectivo dos navios da Armada em 06/02/1956, ficando baseada em Caminha até ser abatida ao efectivo dos navios da Armada em 1983. Possuia o número NATO P377 pintado a preto em ambos os costados e na popa.
Lancha portuguesa NRP RIO MINHO (P377) /(c) desenho de Luis Filipe Silva/.
RIO MINHO (5) – Lancha de fiscalização fluvial destinada, exclusivamente ao patrulhamento do rio Minho, 22,40m/70tons, calado 0,77m, autonomia 800 milhas à velocidade de 9,5 nós, construída pelo Arsenal do Alfeite, estuário do Tejo, e motivado pelo seu limitado deslocamento foi construída em cais e depois colocada na água por uma poderosa grua-flutuante a 27/03/1991, tendo sido entregue à Marinha de Guerra em Junho seguinte. Apresenta a característica muito especial de ser propulsionada por jactos de água omnidireccionais, pelo que não necessita de ter hélices, o que lhe confere excelente capacidade de manobra e permite um reduzido calado de água, como convém para navegar naquele rio internacional pouco profundo.
Construída em aço, é de convés corrido com uma superstrutura situada a meio navio e possui um bote pneumático Zebro II colocado no convés, a ré, além disso tem uma jangada pneumática de insuflação automática com capacidade para doze pessoas, também instalada no convés, á popa, a EB.
O casco é constituído por cinco compartimentos estanques, separados por quatro anteparas transversais de aço de 4mm de espessura, enquanto que a superstrutura é de chapa de aço 3,5mm, garantindo a sobrevivência da lancha mesmo com dois compartimentos contíguos alagados.
O armamento é constituído por uma metralhadora HK-21 calibre 7,62mm, duas pistolas Walter de 9mm e quatro espingardas G3.
O sistema propulsor, que como atrás se disse é por jacto, é constituído por dois motores Diesel KHD-DEUTZ, modelo SBA 6M816, cada um com a potência de 240 kW, que accionam duas bombas centrífugas de propulsão articulados. Os propulsores são orientáveis em 360 graus, dispensando a existência de portas de leme.
A lancha tem uma instalação eléctrica mista, com distribuição a 380 V/CA, 220 V/CA e 24 V/CC, sendo a energia produzida por dois grupos electrógeneos, cada um constituído por um motor diesel Cummins tipo marítimo, e um alternador tipo LSA 43 O L de quatro cilindros em linha com a potência de 47 CV no freio, A 1500 rotações por minuto.
Está equipada com um radar de navegação Furuno modelo 1505 DA, uma sonda de navegação Seafarer tipo 5; uma agulha magnética de governo instalada na ponte, com possibilidade de ligação ao radar; um odómetro marca Yokogawa tipo Novi III; um anemómetro e um projector de busca montado no tejadilho da ponte comandado do interior desta.
Tem dois ferros tipo Dantfortt (um pesando 75 kg e outro 50) e um pau de carga.
No que respeita a sistema de comunicações rádio, tem: um transreceptor portátil de VHF/FM Sailor-RT 2048 cobrindo as frequências de 144 a 165 MHZ; um transreceptor de HF da marca Harris modelo RF 2301 e um transreceptor portátil de VHF/FM – 425.
A lancha que tem o número NATO P370 pintado a preto nas amuras e na popa, possuindo espaçosos alojamentos para a guarnição, constituída por um oficial e um sargento, ambos com camarote privativo, e seis praças.
A lancha portuguesa NRP RIO MINHO (P370) descendo o rio Minho de rumo à sua base de Vila Nova de Cerveira em 01/05/2009/(c) foto de Rui Amaro/.
Símbolo Heráldico – Flâmula azul dividida em quatro bandas por listel de prata posto em banda, carregado da legenda “NRP RIO MINHO” em letras negras maiúsculas, de tipo elzevir, e a primeira partição do escudo carregada de uma lampreia de prata.
Flâmula da lancha NRP RIO MINHO (P370)
No ano de 2002 a NRP RIO MINHO (P370) esteve prestes a ser retirada das águas do rio Minho por desnecessária, no entanto as autarquias minhotas ribeirinhas, através do Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, José Manuel Carpinteira, convenceram a Marinha de Guerra a dar continuidade à presença militar naval, tão acarinhada pelas populações locais, que prevalece desde há cerca de 150 anos, e naquele mesmo ano participou nas operações de combate à poluição no mar, resultantes do desastre do navio-tanque PRESTIGE ao largo da Galiza, colocando barreiras de proteção.
Noticia do Jornal de Noticias de 20/10/2002
A lancha NRP RIO MINHO (P370) acabada de acostar à sua base de Vila Nova de Cerveira em 01/05/2009, vislumbrando-se ao fundo a nova ponte da Amizade /(c) foto de Rui Amaro/.
Lanchas semi-rígidas e patrulhas móveis da polícia marítima portuguesa e da sua congénere espanhola, certamente também contribuem para a vigilância e fiscalização daquele curso de água galaico-minhoto.
Fontes: Revista da Armada nº 237 – J. E. Ferreira dos Santos – Capitão da Marinha Mercante, membro do grupo de Amigos do Museu de Marinha;Jornal de Noticias; Correio de Cerveira; Falcão do Minho; Voz de Galicia; Faro de Vigo; Fórum Defesa; Blogue Vida Maritima; www.marinha.pt e www.spanamwar.com.
O MONSANTO demanda o porto de Leixões em 1969 / (c) Foto Mar, Leixões /.
O MONTE BRANCO saindo do porto de Leixões em 1976 / autor desconhecido - foto amavelmente enviada por Nuno Bartolomeu, de Almada /.
O MONTE BRANCO atracado a um dos cais do porto de pesca de Leixões em 03/1976, durante a sua permanência para assistência à acostagem dos petroleiros / foto de Rui Amaro /.
O Salvadego Português MONSANTO, 44,25m/613,32tb/motor diesel eléctrico/ 1.875HP/ uma hélice/ 13nós; 09/03/1942 entregue pelo estaleiro Levingston Shipbuilding Co., Orange, Texas, para US Navy como BAT-3 (ATA-128), também foi registado como USS CAADO, como pertencente à classe ATA-121 Sotoyomo, de rebocadores auxiliares de frota, se bem que destinado a "lend-lease" à Grã-Bretanha; 15/06/1942 entrou ao serviço da Royal Navy como HMRT FAVOURITE (W119); 27/03/1946 devolvido à US Navy; 1946 SUSAN A. MORAN, Moran Towing Corporation e finais do mesmo ano rebaptizado de EUGENE F. MORAN; 1947 MONSANTO, Companhia Colonial de Navegação, Lisboa; 1975 MONTE BRANCO, Rebosado – Rebocadores Fluviais do Sado, Setúbal; 1993 abatido e logo de seguida vendido a sucateiros de Setúbal para desmantelamento; Entre outras acções de auxilio a embarcações em dificuldade e assistência nas manobras de petroleiros no porto de Leixões nas décadas de 60 e 70, tanto como MONSANTO ou MONTE BRANCO, em 28/07/1949 participou, juntamente com o rebocador ESTORIL e a lancha RAMALHEIRA na reflutuação do navio-motor ALEXANDRE SILVA, encalhado na penedia, junto da capelinha do Senhor da Pedra, Francelos, quatro milhas a Sul da barra do Douro, após empresas estrangeiras da especialidade terem desistido do salvamento daquele navio, por inviável, tarefa bem sucedida e levada a cabo pelos técnicos do grupo CUF, do qual fazia parte a Sociedade Geral, armadora do ALEXANDRE SILVA.
PATRÃO CÉSAR MARTINS (UAM 671) - Classe Oakley - 14,50m/24tons/10nós - Construido em madeira em 1975 pelas Oficinas do ISN de Paço de Arcos - Fez estação no porto da Povoa de Varzim e em 15/09/2007 foi abatido ao efectivo - Historial subsequente desconhecido.
PATRÃO RABUMBA (UAM 661) - Classe Oakley - 09,50m/08,50tons/07nós - Construido em 19-- em madeira pelas Oficinas do ISN de Paço de Arcos - Fez estação nos portos da Povoa de Varzim e Esposende e em --/--/---- foi abatido ao efectivo, tendo sido recuperado pelo Forum Esposendense para servir com embarcação turistica no rio Cavado, onde continua a operar.
ALMIRANTE FERREIRA DO AMARAL (UAM 652) - 09,50m/08,50/07nós - Construido em 1952 em madeira pelas Oficinas de Porto Brandão - Fez estação nos portos de Viana do Castelo, onde sofreu um grave acidente com a perda de três elementos da sua equipagem e Fuzeta e em 2005 foi abatido ao efectivo - Actualmente encontra-se varado na lingueta da Fuzeta.
Fotos gentilmente cedidas pela Direcção do ISN - Instituto de Socorros a Náufragos, Paço de Arcos, a quem cumprimento e apresento os meus sinceros agradecimentos.
Imagens do navio-escola russo KRUZENSHTERN no porto de Vigo, a fim de tomar parte na regata "Tall Ships Atlantic Challenge 2009"
Os navios-escolas franceses BELLE POULE e ÉTOILE; inglês SPIRIT OF BERMUDA e um espanhol não identificado no porto de Vigo, a fim de tomarem parte na "Tall Ships Atlantic Challenge 2009".
O ketch inglês JOLIE BRISE no porto de Vigo, a fim de tomar parte na "Tall Ships Atlantic Challenge 2009".
A embarcação inglesa NORDWEST no porto de Vigo.
Patrulha espanhol P74 ATALAYA no porto de Vigo e as ilhas Ciés.
O transbordador local espanhol MAR VIGO no porto de Vigo.
O tansbordador local espanhol PIRATA DE ONS no porto de Vigo.
O transbordador local espanhol MAR DE ONS no porto de Vigo.
O transbordador local espanhol ARROIOS no porto de VIgo.
Vista do porto de pesca e serviços de Vigo.
A lancha dos Práticos CABO MAR BORNEIRA do porto de Vigo e uma segunda não identificada.
Navio balizador espanhol RIAS BAJAS do porto de Vigo.
A lancha de fiscalização fluvial portuguesa NRP RIO MINHO (P370) junto da sua base de Vila Nova de Cerveira, Rio Minho.
A antiga torre de vigia dos pilotos da barra de Viana do Castelo, que servia de estação dos mesmos.
O tão badalado e interessante transbordador português ATLANTIDA acostado ao cais de amarração do ENVC, Viana do Castelo, a aguardar a sua sorte.
Reformado da agência de navegação GARLAND, LAIDLEY / VESSELMAR (Administrativo e Caixeiro de mar) - PORTO.
Autor do livro "A BARRA DA MORTE - A FOZ DO RIO DOURO", cujo lançamento teve lugar a 14/04/2007 no estaleiro norte das obras da nova barra do rio Douro, à Foz do Douro - Porto