Bandeira das extintas corporações de pilotos da barra de Portugal.
H (Hotel) - Tenho piloto da barra a bordo.
Lanço este Blogue, sob o título O PILOTO PRÁTICO DO DOURO E LEIXÕES, como homenagem aos antigos pilotos da barra e seu pessoal eventual ou assalariado, nomeadamente a meu saudoso pai, o piloto prático José Fernandes Amaro Júnior, 1926/57, que me legou uma série compilada de narrativas escritas e verbais, que aqui serão divulgadas, e que servirão de subsídios para a história da pilotagem do Douro e Leixões, particularmente da CORPORAÇÃO DE PILOTOS DA BARRA DO DOURO E PORTO ARTIFICIAL DE LEIXÕES não esquecendo aqueles desditosos pilotos e seus auxiliares que perderam a vida em serviço, fosse na barra ou na costa ou mesmo a bordo. A minha homenagem também é dirigida aos pilotos da barra possuidores de novas tecnologias de pilotagem portuária sempre em evolução, aos quais desde já saúdo.
Além da descrição dos episódios de muitos acidentes, naufrágios, manobras, cheias, procelas, etc., acrescentarei também aqueles presenciados por mim e também o historial das várias embarcações envolvidas.
OBS - ver blogue O PILOTO PRÁTICO DO DOURO E LEIXÕES
Inicio da década de 50, mês de Maio, tarde de nortada fresca, mais conhecida aqui no norte por Nortada de Maio ou do Senhor de Matosinhos, a sul, ao mar de Espinho, avista-se um lugre de quatro mastros, navegando de rumo ao porto de Leixões muito encostado à costa, propulsionado pelo seu motor auxiliar, e apesar de se debater contra a incomoda ondulação própria da nortada, graças à sua boa marcha em pouco tempo passa diante da barra do Douro, e atinge o farol do esporão do porto de Leixões, sendo abordado pela lancha de pilotar P1, a fim de receber o respectivo piloto da barra, acabando por demandar aquele porto indo de imediato atracar à doca 1 – lado sul, a fim de iniciar as suas operações comerciais. Pois esse lugre era nem mais nem menos do que o ALBATROSS, que procedia de portos do Mar Negro e do Mediterrâneo com escala pelo porto de Lisboa, de onde saíra no dia anterior e destinava-se a Gotemburgo, seu porto de armamento. Foi assim que pela primeira vez vi aquela unidade de treino dos futuros oficiais e marinheiros da potencial Marinha Mercante Sueca, particularmente do “Brostromskoncernens”, grupo armador ainda hoje em actividade.
O lugre-motor escola sueco ALBATROSS, 67,5m/1.052tb; 17/12/1942 entregue pelo estaleiro Lindholmens Mekaniska Verkstad, Gotenburgo, para Rederiet AB Albatross (Erik T. Christiansson, director geral do grupo Brostroms, Gotemburgo); Devido à guerra 1939/45 serviu como navio-escola da marinha mercante sueca estacionário até 1945, quando iniciou o tráfego comercial no Mar Báltico e Mar do Norte. Depois de três viagens à América do Sul e África do Sul, regressou a Gotemburgo e foi reconstruído como navio de expedição cientifica oceanográfica, e deixou aquele porto a 04/07/1947 fretado pela Gothenburg Academy of Sciences para uma viagem de circum-navegação, e durante 15 meses cobriu 45.000 milhas náuticas conduzindo a Expedição Albatross liderada por Hans Petersen, tendo a finalidade de estudar o fundo dos oceanos. O grupo Brostroms emprestou o navio, praticamente sem custos, sendo a expedição mantida através de doações privadas; 1949 passou a arvorar o pavilhão da Svenska Orient Line, grupo Brostroms, em viagens comerciais ao Mediterrâneo, altura em que passou a escalar os portos de Lisboa e Leixões, as quais serviam de treino a futuras equipagens da frota daquele importante consorcio de companhias de navegação; 1949 devido a colisão com um vapor de pesca, algures em Inglaterra, perdeu a sua figura de proa, um albatróz: 1967 DONNA, j. Bootsman, Panama, foram-lhe retiradas as velas e convertido em navio-motor e passou a realizar prospecção de óleos; 1967 DOROTHEA, Panama; 1970 MIRANDA, Board of Trade Sea Transport Branch, Inglaterra, gestores Ellerman Wilson Line, Hull; 1971 MIRANDA, Frederick Oldham, Ltd., Liverpool, e é sujeito a uma intensa reconstrução, que alterou o seu perfil, e desde 1970 foi utilizado como navio de apoio à frota pesqueira a fainar nos bancos de pesca do Noroeste da Islândia; 1981 ALBATROSS. Paul Iser, Hamburgo, que o converte em navio de cruzeiros; 1986 ALBATROSS, armador desconhecido de Lubeck; 2000 deixa de estar inscrito no Lloyd’s Register of Shipping.
Vindo de Marin e Vigo, no Primeiro de Maio, feriado do trabalhador, onde fora assistir ao evento náutico “Tall Ships Atlantic Challenge 2009” rodava o carro conduzido por meu filho, pela estrada nacional N13, e depois de passar S. Pedro da Torre, já perto do jardim marginal de Vila Nova de Cerveira, vislumbrou-se por entre o denso arvoredo marginal uma lancha de fiscalização da Marinha de Guerra Portuguesa, que era nem mais nem menos do que a NRP RIO MINHO (P370), que vindo de mais uma operação de patrulha, descia o rio que lhe deu o nome, desde Valença/Tui de rumo ao seu novo ancoradouro naquela localidade do Alto Minho. Saindo do carro comecei a tirar algumas fotos, que infelizmente não ficaram nenhuma maravilha, por não ter utilizado o zoom, devido à pressa de obter o melhor ângulo por entre o arvoredo.
Entretanto a NRP RIO MINHO (P370), rapidamente alcançou o referido ancoradouro de Castelinhos, onde numa rápida manobra acabou por acostar. Ancoradouro esse, que anteriormente servia de cais de atracagem e embarque ao antigo transbordador S. CRISTOVÃO, o qual assegurava o transporte de pessoas e veículos entre Vila Nova de Cerveira e a povoação galega de Goyan, perdendo a sua viabilidade depois da abertura da ponte pedo-rodoviária da Amizade, que liga aquelas duas localidades, e agora encontra-se acostado à margem, enquadrado num espaço de consensual beleza paisagística e fluvial, muito procurado por munícipes e visitantes, que alberga o Aquamuseu do rio Minho, ancoradouro das embarcações de pesca e de recreio, e ainda o parque do Castelinho, a poucos metros para montante, convertido pela autarquia local num aprazível café-bar flutuante com ligação permanente a instalações em terra. Primitivamente aquela lancha amarrava em Caminha, como o faziam as suas antecessoras, mas talvez por motivo de assoreamento local ou logística operacional, passou para Vila Nova de Cerveira.
Lancha NRP RIO MINHO(P370) /(c) desenho de Luis Filipe Silva/.
Em 1864, Portugal e Espanha assinaram o “Tratado de Limites” que estabeleceu que as águas, cujo curso determinam a linha internacional, passassem a ser de uso comum para ambos os países. Posteriormente o “Regulamento relativo aos rios limítrofes entre Portugal e Espanha” dispôs que a pesca e a navegação no rio Minho, fossem vigiadas por vasos de guerra de cada país.
Assim como outras unidades navais anteriores, também a NRP RIO MINHO (P370), dependente da Capitania do Porto de Caminha, colabora com a sua congénere da Armada Real Espanhola PVI CABO FRADERA (P201), que se encontra adstrita à Comandancia de Marina de Tui, em cuja localidade tem o seu ancoradouro, na regulação do uso público e manter a navegabilidade do curso internacional do rio Minho, que é navegável até um pouco a montante da velha ponte metálica Eiffel, que liga Valença a Tui, e assim marcar presença militar, velar e proteger os interesses nacionais garantindo o cumprimento do referido Tratado e posterior Regulamento assinados e acordados por Portugal e Espanha, e ainda as missões e funções de vigilância e fiscalização das actividades pesqueiras, caça e desportivas; detecção e vigilância de todos os trabalhos ou actividades nas margens e no curso do rio; colaboração com outros organismos e instituições do Estado, tais como salvamento marítimo, luta contra o narcotráfico, contrabando, imigração ilegal, terrorismo, vigilância da pesca e desembarque ilegal de peixe fresco, desastres ecológicos, etc.
Ignoro quantas e quais as embarcações da Armada Real Espanhola que têm operado na vigilância e fiscalização do rio Minho, mas além da actual PVI CABO FRADERA (P201) houve outras duas também denominadas CABO FRADERA, e também a lancha canhoneira PERLA, que com a sua gémea RUBI, já em tempos passados honrou a cidade do Porto visitando o seu porto marítimo.
PERLA – 19m/42tons, 110cv, 7 nós, metralhadora cal 42/25mm, 26 homens, bancas 5tons, raio de acção 400 milhas, casco de ferro, pertencia à classe “DIAMANTE” da qual faziam parte, além da própria DIAMANTE, também a RUBI, construídas em 1887/9 em Espanha para o serviço de patrulha em zonas de baixios e vias fluviais, e devido ao seu reduzido calado, mais tarde foi colocada no serviço de vigilância e fiscalização do rio Minho internacional, baseada na localidade de Tui. Em 1925 passou à disponibilidade, tendo então sido desmantelada algures em Espanha.
CABO FRADERA – 22m/44tons, 120cv, 11 nós, 1 canhão 47mm. Entregue à marinha de guerra em 1927 pelos Astilleros Union Naval de Levante, Valencia, para serviço no rio Minho. Durante a guerra civil de Espanha foi utilizada pelos Republicanos.
A lancha-canhoneira espanhola PERLA em Tui /Postal ilustrado - coleccção privada/.
PVI CABO FRADERA (P201) – 17,85m/28tons, 10 nós, calado 0,85m, lotação 9, 2 metralhadoras MG 42 DE 7,62mm, 2 motores Diesel Pegaso-Guascor 500cv, 1 hélices de passo constante de 3 pás. Entregue à marinha de guerra em Cádis a 25/02/1963 e conduzido ao porto de Vigo a bordo do transporte militar ALMIRANTE LOBO, que chegou a 26/04/1963, e encontra-se a prestar serviço no rio Minho com base em Tui, desde 10/09/1963.
Foi a primeira unidade naval de Espanha a ser comandada por uma mulher a partir de 2006, a 2Ten Anita Sanchez Pandal.
O seu nome é em honra do cabo de mar Esteban Fradera i Bohigas, da fragata RESOLUCIÓN, que morreu heroicamente na revolta ocorrida em Fevereiro de 1865, durante a estadia da esquadra espanhola no porto peruano de Callao.
A lancha espanhola PVI CABO FRADERA descendo o rio Minho a montante da velha ponte Eiffel, que liga Valença a Tui com visitantes a bordo, em 02/05/2009 /(c) foto de Luis Manuel Amaro/.
No que diz respeito à Marinha de Guerra de Portugal, fontes dizem terem sido cinco e outras apenas quatro, no entanto estou convencido que foram cinco as embarcações afectas às tarefas de vigilância e fiscalização daquele rio minhoto, a partir de 1864 para fazer cumprir o tratado e regulamento atrás referido, foram elas:
RIO MINHO (1) – Lancha canhoneira de fiscalização fluvial, 13,5m/35tons, 1 máquina de 60cv, 1 hélice, 8 nós, 15 tripulantes, 2 peças de bronze de carregar pela boca. Construída em Lisboa ????, Prestou serviço no rio Minho de 1864 a 1877. Gémea: GUADIANA, prestou serviço no rio Guadiana de 1865 a 1875.
Lancha canhoneira portuguesa RIO MINHO (1) /(c) desenho de Luis Filipe Silva/.
RIO MINHO (2) – Lancha canhoneira de fiscalização fluvial de madeira à vela, 13,5m/18tons, 0.80m calado, 13 tripulantes incluindo um segundo tenente como comandante, 1 peça de bronze calibre 8 de carregar pela boca, 103m2 de superfície vélica. Construído no velho Arsenal de Marinha de Lisboa e lançado à água em 09/07/1881 para serviço no rio Minho, onde serviu até 1905.
RIO MINHO (3) – Lancha canhoneira de fiscalização fluvial de aço, 24,60m pp/38tons, 0,70m calado, lançada água a 02/11/1905 no velho Arsenal de Marinha de Lisboa, baptizada de INFANTE D. MANUEL, equipada com uma máquina a vapor de 64cv, que accionava duas rodas de pás posicionadas lateralmente a meio-navio que lhe dava 7,5nós, 49 tripulantes incluindo um primeiro-tenente como comandante, uma peça Hotchkiss com o calibre de 37mm, montada em caça. Foi abatida ao efectivo dos navios da armada, por obsoleta, em 14/12/1948.
A lancha canhoneira portuguesa RIO MINHO (3) /(c) desenho de Luis Filipe Silva/.
A sua construção foi parcialmente paga com o que sobrara da subscrição aberta entre os emigrados portugueses no Brasil, como resultado do ultimato inglês, e de cujo produto se construíram cinco outros navios de guerra.
Com a mudança do regime político em Portugal em 05/12/1910, a INFANTE D. MANUEL teve o seu nome alterado para RIO MINHO.
A lancha-canhoneira portuguesa NRP RIO MINHO (3) /(c) gravura Encyclopedia Probert/.
RIO MINHO (4) – Lancha de fiscalização fluvial, 15m/13,5tons, 0,80m calado, 2 motores Diesel Alfa-Romeo 130cv no freio garantindo 9 nós de velocidade, 2 hélices, 2 metralhadoras de 7,62mm, 8 tripulantes. Foi construída em madeira com obras vivas revestidas por chapa de cobre e lançada à água a 03/03/1955 no Arsenal do Alfeite, estuário do Tejo, tendo sido aumentada ao efectivo dos navios da Armada em 06/02/1956, ficando baseada em Caminha até ser abatida ao efectivo dos navios da Armada em 1983. Possuia o número NATO P377 pintado a preto em ambos os costados e na popa.
Lancha portuguesa NRP RIO MINHO (P377) /(c) desenho de Luis Filipe Silva/.
RIO MINHO (5) – Lancha de fiscalização fluvial destinada, exclusivamente ao patrulhamento do rio Minho, 22,40m/70tons, calado 0,77m, autonomia 800 milhas à velocidade de 9,5 nós, construída pelo Arsenal do Alfeite, estuário do Tejo, e motivado pelo seu limitado deslocamento foi construída em cais e depois colocada na água por uma poderosa grua-flutuante a 27/03/1991, tendo sido entregue à Marinha de Guerra em Junho seguinte. Apresenta a característica muito especial de ser propulsionada por jactos de água omnidireccionais, pelo que não necessita de ter hélices, o que lhe confere excelente capacidade de manobra e permite um reduzido calado de água, como convém para navegar naquele rio internacional pouco profundo.
Construída em aço, é de convés corrido com uma superstrutura situada a meio navio e possui um bote pneumático Zebro II colocado no convés, a ré, além disso tem uma jangada pneumática de insuflação automática com capacidade para doze pessoas, também instalada no convés, á popa, a EB.
O casco é constituído por cinco compartimentos estanques, separados por quatro anteparas transversais de aço de 4mm de espessura, enquanto que a superstrutura é de chapa de aço 3,5mm, garantindo a sobrevivência da lancha mesmo com dois compartimentos contíguos alagados.
O armamento é constituído por uma metralhadora HK-21 calibre 7,62mm, duas pistolas Walter de 9mm e quatro espingardas G3.
O sistema propulsor, que como atrás se disse é por jacto, é constituído por dois motores Diesel KHD-DEUTZ, modelo SBA 6M816, cada um com a potência de 240 kW, que accionam duas bombas centrífugas de propulsão articulados. Os propulsores são orientáveis em 360 graus, dispensando a existência de portas de leme.
A lancha tem uma instalação eléctrica mista, com distribuição a 380 V/CA, 220 V/CA e 24 V/CC, sendo a energia produzida por dois grupos electrógeneos, cada um constituído por um motor diesel Cummins tipo marítimo, e um alternador tipo LSA 43 O L de quatro cilindros em linha com a potência de 47 CV no freio, A 1500 rotações por minuto.
Está equipada com um radar de navegação Furuno modelo 1505 DA, uma sonda de navegação Seafarer tipo 5; uma agulha magnética de governo instalada na ponte, com possibilidade de ligação ao radar; um odómetro marca Yokogawa tipo Novi III; um anemómetro e um projector de busca montado no tejadilho da ponte comandado do interior desta.
Tem dois ferros tipo Dantfortt (um pesando 75 kg e outro 50) e um pau de carga.
No que respeita a sistema de comunicações rádio, tem: um transreceptor portátil de VHF/FM Sailor-RT 2048 cobrindo as frequências de 144 a 165 MHZ; um transreceptor de HF da marca Harris modelo RF 2301 e um transreceptor portátil de VHF/FM – 425.
A lancha que tem o número NATO P370 pintado a preto nas amuras e na popa, possuindo espaçosos alojamentos para a guarnição, constituída por um oficial e um sargento, ambos com camarote privativo, e seis praças.
A lancha portuguesa NRP RIO MINHO (P370) descendo o rio Minho de rumo à sua base de Vila Nova de Cerveira em 01/05/2009/(c) foto de Rui Amaro/.
Símbolo Heráldico – Flâmula azul dividida em quatro bandas por listel de prata posto em banda, carregado da legenda “NRP RIO MINHO” em letras negras maiúsculas, de tipo elzevir, e a primeira partição do escudo carregada de uma lampreia de prata.
Flâmula da lancha NRP RIO MINHO (P370)
No ano de 2002 a NRP RIO MINHO (P370) esteve prestes a ser retirada das águas do rio Minho por desnecessária, no entanto as autarquias minhotas ribeirinhas, através do Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, José Manuel Carpinteira, convenceram a Marinha de Guerra a dar continuidade à presença militar naval, tão acarinhada pelas populações locais, que prevalece desde há cerca de 150 anos, e naquele mesmo ano participou nas operações de combate à poluição no mar, resultantes do desastre do navio-tanque PRESTIGE ao largo da Galiza, colocando barreiras de proteção.
Noticia do Jornal de Noticias de 20/10/2002
A lancha NRP RIO MINHO (P370) acabada de acostar à sua base de Vila Nova de Cerveira em 01/05/2009, vislumbrando-se ao fundo a nova ponte da Amizade /(c) foto de Rui Amaro/.
Lanchas semi-rígidas e patrulhas móveis da polícia marítima portuguesa e da sua congénere espanhola, certamente também contribuem para a vigilância e fiscalização daquele curso de água galaico-minhoto.
Fontes: Revista da Armada nº 237 – J. E. Ferreira dos Santos – Capitão da Marinha Mercante, membro do grupo de Amigos do Museu de Marinha;Jornal de Noticias; Correio de Cerveira; Falcão do Minho; Voz de Galicia; Faro de Vigo; Fórum Defesa; Blogue Vida Maritima; www.marinha.pt e www.spanamwar.com.
Reformado da agência de navegação GARLAND, LAIDLEY / VESSELMAR (Administrativo e Caixeiro de mar) - PORTO.
Autor do livro "A BARRA DA MORTE - A FOZ DO RIO DOURO", cujo lançamento teve lugar a 14/04/2007 no estaleiro norte das obras da nova barra do rio Douro, à Foz do Douro - Porto