De acordo com o parecer do colega Reinaldo, autor do Blogue NAVIOS E NAVEGADORES, o qual após aturada pesquisa e comparação, chegou à conclusão que o NAVIO MISTÉRIO amarrado no rio Douro, que se mostra na foto do quadro recuperado do espólio documental e fotográfico da Empresa de Pesca de Viana, aquando da sua dissolução, será o lugre mercante de quatro mastros com motor auxiliar LUSITANIA, salvo melhor opinião.
Lugre LUSITANIA l
Armador: Empresa de Construções Navais, Lda., Lisboa
1919 – 1922
Construtor: J. F. Pereira, Viana do Castelo, 27/07/1919
(Estaleiros da Praia Norte, sitos junto à estação de Socorros a Náufragos, pertencente à Empresa de Construções Navais., Lda., sendo gerente o Eng.º José Francisco Pereira. No ano de 1919 o estaleiro teve uma encomenda de 5 navios, 3 lugres e 2 vapores, sendo as construções orientadas pelos mestres João Gonçalves Pinto “o Calafate” e Bernardino Santos).
Modelo do LUSITANIA /(c) catálogo da exposição VIANA, TERRA DE MAR, organizada pelo Grupo Desportivo e Cultural dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, Janeiro 1972/.
(O LUSITANIA depois de deslizar sobre a carreira, ao entrar de popa na água, ficou encravado devido a um cachorro* se ter enterrado na areia e impedir que o navio alcançasse a profundidade precisa para flutuar – Conforme noticia do jornal “A Aurora do Lima”, 1919).
O navio inicialmente baptizado com o nome LUSITANIA, foi obrigado a mudar o registo para LUSITANIA l, por existir um outro lugre com o mesmo nome, registado em São Vicente, Cabo Verde.
Do LR1922 – Tab 835 to Tal 761 to (penso que o peso morto seria 960 to)
O jornal dizia 66,50 mt (deve ser Ff) e Boca 11,3 mt
Foi equipado e origem com um motor diesel Yeovil Potter (Hol?), 1919, com 58 Nhp, desenvolvendo uma velocidade de 6 m/h.
Naufragou na posição 52º05'N 05º10'W (Mar da Irlanda, próximo à costa Inglesa, ao norte do Cabo que dá entrada ao Canal e Bristol), possivelmente devido a mau tempo, a 16 de Abril de 1922.
A Empresa de Pesca de Viana fundada em 1926 ou mesmo a sua antecessora a Companhia Marítima de Transportes e Pesca., Lda. nada consta que das suas frotas tenham existido lugres de quatro mastros, salvo o famoso SANTA MARIA MANUELA.
A existência do quadro nas instalações da Empresa de Pesca de Viana, muito possilvelmente dever-se-há ao facto de se tratar dum navio construido em Viana do Castelo, com caracteristicas muto especiais (motorizado) e pode muito bem ter sido a primeira grande construção Vianense, certamente motivo de grande orgulho.
No que respeita às bandeiras do armador do NAVIO MISTÉRIO e do lugre-motor RIO LIMA, por impossibildade de comparação, estarão seguramente num plano irrelevante.
Com os meus cerca de sete anos de idade, indo eu pela mão de meu pai, o piloto da barra José Fernandes Amaro Júnior, ali junto à barra, ao dique da Meia-Laranja, e olhando para os lados do mar, vi aproximar-se um interessante navio que vinha em lastro, apesar de pintado de negro, que aproveitando a brisa de Nordeste, enfunava as suas velas e recebido o prático Aristides Pereira Ramalheira e ferrado o pano demandou a barra do Douro em boa marcha.
Como apaixonado de barcos, que sempre o fui, questionei o meu pai acerca daquele navio de três mastros com mastaréus, que ostentava pintado no seu costado, além da bandeira de Portugal as palavras “Vianense” e “Portugal” em letras garrafais, entre duas listas brancas a toda a sua extensão, que assinalavam a sua neutralidade, uma vez que estávamos em finais de 1943, em pleno período de conflito mundial, tendo me dito que era o lugre VIANENSE, que vindo do estaleiro em Viana do Castelo, onde fora construído, vinha ao Douro carregar carvão em pó para o porto de Setúbal.
Chegado a casa, e com a mania dos barquinhos, não perdi tempo e de um pequeno pedaço de palmeira e umas aparas de cortiça, apareceu em pouco tempo, pintado e tudo, um modelo tosco do lugre-motor VIANENSE.
Muitas vezes aquele lugre, que foi por muitos anos capitaneado por mestre Cachim Júnior (Rufino), da Ribeira de Viana, foi pilotado por meu pai, tendo num certo dia de mar na barra, sofrido um acidente quando logo após ter saltado para bordo, e ainda fora da casa do leme, sido levado de roldão pelo convés fora, devido a uma volta de mar que atravessou o navio de borda a borda, felizmente sem danos físicos de maior, apenas uma valente encharcadela.
O constructor naval José Ferreira Maiato, 15/09/1943
VIANENSE – 32,37m/162,33tb; 15/09/1943 lançado à água pelo estaleiro de José Ferreira Maiato, lugar do Cabedelo, Viana do Castelo, por encomenda do armador João Cândido Rodrigues Maduro, Viana do Castelo, que o colocou no tráfego costeiro internacional (NCI), particularmente entre os portos de Setúbal, Lisboa, Porto/Leixões e Viana do Castelo, transportando cimento ensacado, sal e carvão a granel. A 13/02/1948 foi comprado pela Sociedade de Transportes Marítimos Judite, Lda., Porto, para tomar o lugar do iate-motor METEORO, que se perdeu na barra do Douro a 16/01/1947.
O VIANENSE na carreira do estaleiro do Cabedelo, Viana do Castelo, 15/09/1943
--/04/1964 durante a viagem do Douro para Setúbal sofreu uma violenta explosão na casa da máquina, tendo prosseguido a viagem até Setúbal, onde descarregou o seu carregamento de carvão, regressando depois ao Porto, entrando a barra do Douro em 04/05/1964 a reboque do GOLFINHO, a fim de ser reparado.
Durante os muitos anos em que foi propriedade daquele armador do Porto, sofreu várias conversões, passando por lugre (3 mastros), iate (2 mastros) e lanchão (1 mastro), tendo a sua tonelagem sido alterada para 169,66tb.
Não possuo dados da sua história subsequente, mas se não estou em erro, parece-me que em finais da década de 70 foi vendido para o Mar Vermelho para ser utilizado em cruzeiros turísticos.
O lugre VIANENSE na carreira do estaleiro do Cabedelo, Viana do Castelo
O iate-motor VIANENSE amarrado junto das instalções da Secil, rio Douro, aguarda lugar no cais, década de 60
O iate-motor VIANENSE sai em lastro do porto de Leixões de rumo ao rio Douro, década de 60
O lanchão-motor VIANENSE demanda a barra do Douro em 12/03/1971
A três bandeiras da Marinha Mercante da Alemanha desde 1935, sendo a do meio a metálica e designada por "Galhardete C".
A 08/08/1949 acostava ao porto de Lisboa o navio-motor LATONA, que foi o primeiro navio da nova marinha mercante Alemã a escalar portos Portugueses após a Segunda Guerra Mundial, e alguns dias mais tarde, mais propriamente a 26/08/1949, pelas 16h00, cabia a vez ao navio-motor OLBERS demandar a barra do Douro também como a primeira unidade mercante daquela nacionalidade a fazê-lo.
Seguiram-se-lhes outros navios a escalar Lisboa/Douro/Leixões, dentre eles os seguintes: ARION, BELLONA, DELIA, THESEUS, BACCHUS, NIOBE, MERKUR, VICTORIA, FERONIA, NIXE, VENUS, PYLADES, etc.
Fora aqueles dois navios da Dampfs. Ges. Neptun, Bremen, que em portos Germânicos foram dos poucos resgatados de naufrágios provocados por acção de guerra, e como acima se disse foram os primeiros a visitar portos Portugueses no pós guerra, nada mais haveria acrescentar, a não ser o motivo de ostentarem à popa a nova bandeira metálica imposta à Alemanha, após a rendição da Alemanha Nazi, nas cores azul, branco, vermelho, branco e azul, na horizontal, falha em triangulo, e que substituiu a antiga bandeira da Marinha Mercante da Alemanha Nazi, das cores vermelha, disco branco com a cruz suástica em preto e cruz de ferro à esquerda. Essa bandeira metálica estava fixada ao mastro, à borda da popa, pelo que não era içada ou hasteada e era designada por “Galhardete C”.
O LATONA largando do porto de Leixões, década de 50 /(c) Foto de F. Cabral /.
A única bandeira “Alemã” autorizada a ser hasteada a partir do Dia da Victória (08/05/1945) e 1949, quando a Republicai Federal da Alemanha (RFA) e a Republica Democrática da Alemanha (RDA) foram proclamadas, foi uma bandeira civil provisória. Era simplesmente o Galhardete “C” do Código Internacional de Sinais (CIS) tendo uma falha triangular. Esta bandeira era necessária por razões da lei internacional; as embarcações Alemãs tinham de arvorar qualquer espécie de insígnia nacional e isso foi uma solução resolvida apressadamente na hora.
Depois da Segunda Guerra Mundial os vencedores aliados decidiram-se por uma simbólica humilhação da derrotada Alemanha pela introdução do então chamado Galhardete C / C-Pennant / C-Doppelstander. Depois da bandeira da Suástica desde a capitulação de 08/05/1945 e pela lei do “Controlling Council” de 20/09/1945 (abolição do “Reichsflaggengesetz” de 15/09/1935) formalmente também, à Alemanha foi-lhe negada o uso da sua própria bandeira nacional e mercante, nem mesmo a bandeira preta-vermelha-dourada da Republica de Weimar. Em vez de uma real bandeira de todas as embarcações alemãs tinham de usar uma letra do código internacional de sinais (CIS), a correspondente à letra “C”, azul-branco-vermelho-branco-azul (que correspondia às cores nacionais de três das quatro potências vitoriosas: EUA, Reino Unido e França) na horizontal com falha triangular no extremo esvoaçante. No Artigo I, #3 da lei do “Controlling Council” nº 39 ficou explicitamente exarado:
“Esta bandeira não terá a honra de saudar navios de guerra e mercantes sejam de que nacionalidade forem”.
Caso as embarcações Alemãs não ostentem o galhardete C serão puníveis de detenção e multas (Art-IV).
O OLBERS ostentando à popa o "Galhardete C" na sua primeira viagem ao porto do Douro em 26/08/1949 /(c) foto de F. Cabral/.
Somente em 1950, as embarcações Alemãs foram autorizadas a ter a sua própria bandeira mercante, em igualdade com as outras nações marítimas, hasteando a bandeira da Republica de Weimar, cores preta, vermelha, dourado.
Relativamente ao Japão, também os EUA, como potência ocupante ordenou o uso de duas bandeiras mercantes representativas: a modificada “E” e “O”, as quais deveriam ser utilizadas pelas embarcações Japonesas até Abril de 1952.
A Lei Nº 42 da Alta Comissão Aliada retirou certas restrições para a área pela qual a lei básica aplicada desde de 14/12/1950 somente se relacionava com as águas controladas pelos Soviéticos.
A 04/03/1951, pelas 13h00, já com o novo pavilhão nacional da Republica Federal da Alemanha (RFA), demandava a barra do Douro, vindo do porto de Bremen e transportando carga diversa, o vapor GUNTHER RUSS, do armador E. Russ & Co., Hamburgo, contudo fretado à DDG Hansa, Bremen, que foi o primeiro navio em águas do Douro arvorando a nova bandeira tricolor, que tal como o OLBERS e o LATONA, eram usuais frequentadores dos portos Portugueses, anteriormente ao conflito mundial, o primeiro com carregamentos completos de carvão, e os outros dois transportando carga diversa.
Além da companhia Dampfs. Ges. Neptun, Bremen, que com o LATONA e o OLBERS, reiniciara a carreira de Portugal, também a DDG HANSA, Bremen, com os vapores em segunda mão, SONECK, STAHLECK, LANHECK e HUNDSECK, assim como a OPDR (Companhia Oldenburg) regressava com as seguintes unidades acabadas de sair de estaleiros Germânicos, OLDENBURG, LISBOA, RABAT, TENERIFE, TAZACORTE, TANGER, LAS PALMAS, RUHRORT, DUISBURG, etc. A primeira era agenciada no Porto pela firma W. Stuve & Cia. Lda. e as duas últimas pela Burmester & Cia., Lda.
O GUNTHER RUSS /(c) foto de brochura do armador /.
LATONA – 76,15m/1.026tb; 06/1937 entregue pelo estaleiro Schiffsbau Ges. Unterweser AG, Wesermunde, à Dampfs. Ges. Neptun, Bremen; 1940 convertido pela “Kriegsmarine” em navio lazareto; 1941 NAUTIC, navio escola da “Kriegsmarine”; 08/05/1945 ancorado em Kiel; 1948 reentregue Dampfs. Ges. Neptun, Bremen; 1962 chegava a Lubeck para desmantelamento em sucata. Navios gémeos CERES, JASON, LUNA, MINOS, NAJADE, THALIA e URANUS.
OLBERS – 76,6m/1.236tb; 10/1925 entregue pelo estaleiro Deutsche Werke AG, Kiel, à Dampfs. Ges Neptun, Bremen.; 19/08/1944 bombardeado e afundado por ataque da Força Aérea Aliada a Bremen; 1945 posto a flutuar e mais tarde flevado para Brake, a fim de ser carregado de munições e afundado no mar, porém os seus primitivos armadores resolveram reconstrui-lo, o que foi realizado em 1949 em Bremerhaven, tendo ficado com aspecto diferente; 1958 BARBARA B, Sardachimica Spa, Cagliari; 1963 BARBARA BOFIRRARO, mesmo armador; 1963 CARLITO, mesmo armador; 1966 CARLITO, Rino Camalich, Livorno; 1978 CARLITO, Giuseppe Ricardi, Génova; 11/1971 chegava a Vado para desmantelamento em sucata. Navios gémeos, antes das hostilidades: GAUSS e KEPLER.
GUNTHER RUSS – 64m/998tb; 10/1921 entregue pelo estaleiro Vulcan Stettiner Maschinenbau AG, Stettin, ao armador Ernst Russ & Co., Hamburgo; 1945 ocupado pelos Aliados; 1945 EMPIRE CONDORRAT, MOWT, UK; 1947 KENTON, Whitehaven Shipping Co., Whitehaven; 1950 GUNTHER RUSS, Ernst Russ & Co., Hamburgo; 1957 desmantelado em Hamburgo.
Fontes: Fotw/flags; Hubdert Jahre “Neptun” 1873/1973; Miramar Ship Index, Lloyds Register of Shipping.
O EDUARDO XISTO recebendo carvão em pó transportado no tipicos "rabões negros" desde as Minas do Pejão, Castelo de Paiva, no lugar da Carbonifera, margem de Vila Nova de Gaia, década de 50 /(c) Colecção João José Passos - Viana do Castelo /.
07/10/1952 – Sob o comando do mestre José Cadilha, de alcunha Zé Palouca, um Vianense da Ribeira de Viana, navegava de Setúbal para o Douro sob nevoeiro cerrado, transportando cerca de 160 toneladas de cimento, quando, inesperadamente embateu numas pedras das Berlengas.
Dado o alarme, e como o porto de Peniche estava ali a pouca distância, aquele experimentado mestre fez rumar de imediato o navio àquele porto, pelos próprios meios, enquanto a tripulação tentava estancar a água, acabando por demandar o porto, ligeiramente metido de proa, e tendo procedido logo à descarga de parte da carga.
A situação do iate-motor, era melindrosa, apesar da carga não se considerar perdida, pois que o rombo era de grandes dimensões, o que tornou difícil a sua reparação em Peniche.
Mais tarde recebeu reparações provisórias, e alguns dias depois veio para o rio Douro, julgo a reboque, a fim de descarregar o cimento ensacado, e subir à carreira do estaleiro de Tomás F. Lapa, Vila Nova de Gaia, para reparações finais.
O mestre José Cadilha, já em Outubro de 1947 encalhara junto ao Cabo Carvoeiro, também devido ao nevoeiro, o lugre-motor SANTA MADALENA, da praça de Viana do Castelo, que se perdeu, pelo que passou a considerar azarenta a sua passagem pelo canal da Berlengas. Também a 31/01/1951, ao mar de Espinho e sob mau tempo, ficou com o iate-motor MAR NOVO, de seu comando, completamente desarvorado, arribando a Leixões, pelos próprios meios, sem mais percalços.
O SANTA MADALENA /(c) Colecção João José Passos - Viana do Castelo/.
16/12/1958 – Sofreu um segundo acidente, já sob o comando do capitão João Gonçalves Muchacho, quando em viagem de Setúbal para o Porto com um carregamento de sal, e que arribara a Peniche, a fim de se abrigar do temporal que o surpreendera em pleno mar.
Porém, por se lhe terem rebentado as amarras devido ao vento tempestuoso e á ressaca, foi de garra acabando por encalhar na praia Sul, tendo a sua tripulação, graças à prontidão com que foi assistida pelo salva-vidas ALMIRANTE SOUSA E FARO e pelo Bombeiros locais, nada sofreu, e conseguindo retirar parte dos seus haveres. Julgo que por lá ficou até ser adquirido pelo armador Casimiro Augusto Tavares.
O EDUARDO XISTO encalhado em Peniche a 16/12/1958 /(c) colecção Couto Hermano - Peniche /.
EDUARDO XISTO, 29,67m/107,49tb; 1x motor 1D-3cl. -150BHP-120BHP MAN-Maschinenfabriek, Augsburg, 1936; 06/06/1947 entregue pelo estaleiro Tomás F. Lapa, lugar da Cruz, Vila Nova de Gaia, ao armador Eduardo Beltrão., Lda., Porto., que o empregou na navegação costeira internacional (NCI), particularmente no tráfego costeiro entre os portos continentais, especialmente transportando carvão em pó das Minas do Pejão, que era baldeado dos típicos e negros “rabões do Douro” no lugar da Carbonífera, margem de Vila Nova de Gaia, e ainda cimento ensacado e sal, entre Porto, Lisboa e Setúbal, tráfego que teve continuade como CARLOS AUGUSTO.
O CARLOS AUGUSTO saindo a barra do Douro em 1969 / (c) foto de Rui Amaro /.
1964, supostamente devido a dificuldades de origem financeira do armador Portuense, acredita-se que o navio tenha siso hipotecado pela Caixa Geral de Depósitos, já que o seu nome aparece no Lloyds Register of Shipping ligado à Companhia de Seguros Tranquilidade, a qual terá sido portanto, a promotora da respectiva venda em hasta pública; 21/01/1964 CARLOS AUGUSTO, Casimiro Augusto Tavares, Setúbal, armador este que o transformou em lanchão-motor, --m/120tb, apenas um mastro e sem gurupé; 1973 sem rastro a partir desse ano.
O CARLOS AUGUSTO demandando a barra do Douro em lastro a 21/04/1968 /(c) foto de Rui Amaro /.
Tanto o EDUARDO XISTO como o CARLOS AUGUSTO, além do motor auxiliar utilizavam velas latinas, e era uma maravilha vê-los saírem do rio Douro e rumarem a Sul em ocasiões de Nortadas à escota larga, e em pouco tempo desapareciam lá para os lados do mar de Espinho.
Fontes: Imprensa diária e regional; Lista dos Mavios Mercantes Nacionais e Lloyds Register of Shipping.
Reformado da agência de navegação GARLAND, LAIDLEY / VESSELMAR (Administrativo e Caixeiro de mar) - PORTO.
Autor do livro "A BARRA DA MORTE - A FOZ DO RIO DOURO", cujo lançamento teve lugar a 14/04/2007 no estaleiro norte das obras da nova barra do rio Douro, à Foz do Douro - Porto