domingo, 1 de novembro de 2009

DESEMBARQUE DO INTERNAMENTO HOSPITALAR DO AUTOR DO BLOGUE

Navio hospital Dinamarquês JUTLANDIA, algures no teatro de guerra da Corea, Pusan, 1950/53, ao serviço da ONU /(c) Museu Maritimo da Dinamarca - Elsinore /.

AGRADECENDO O INTERESSE MANIFESTADO PELA RÁPIDA RECUPERAÇÃO DA MINHA SAÚDE, É COM IMENSA ALEGRIA QUE LHES COMUNICO O MEU DESEMBARQUE DO NAVIO HOSPITAL “SANTO ANTÓNIO DO PORTO” NO QUAL FUI MUITO BEM TRATADO E ACARINHADO PELO PESSOAL MÉDICO, ENFERMAGEM, ETC. QUE DESDE AQUI SAÚDO, E QUE RECLASSIFICADO ME SINTO EM MELHORES CONDIÇÕES PARA CRUZAR AS SEMPRE TEMIVEIS E PERIGOSAS ÁGUAS E MARES DAS BARRAS, A FIM DE POSTAR NOVOS RELATOS E EPISÓDIOS.

UM MUITO OBRIGADO A TODOS

SAUDAÇÕES MARITIMO-ENTUSIÁSTICAS

RUI AMARO

domingo, 18 de outubro de 2009

INTERNAMENTO HOSPITALAR DO AUTOR DO BLOGUE


Pormenor interior do navio hospital Dinamarquês JUTLANDIA, 1950/53 ao serviço da ONU em águas do teatro de guerra da Corea /(c) Museu Maritimo de Dinamarca - Elsinore /.


ESTE MEU BLOGUE VAI SOFRER UM INTERREGNO POR ALGUM TEMPO, DEVIDO AO MEU EMBARQUE NO NAVIO HOSPITAL “SANTO ANTÓNIO DO PORTO”, QUE ESPERO VENHA A SER DE RECUPERAÇÃO BREVE, A FIM DE COM MELHOR SAÚDE REINICIAR NOVAS E INTERESSANTES POSTAGENS.

SAUDAÇÕES MARITIMO-ENTUSIÁSTICAS

RUI AMARO


THIS MY BLOG WILL BE STOPPED FOR SOME TIME DUE TO MY HOSPITAL INTERNATION, WHICH I HOPE MAY BE A QUICK RECOVERY IN ORDER RESTARTING WITH NEW AND INTERESTING POSTS.

BEST REGARDS

RUI AMARO

sábado, 17 de outubro de 2009

THE COLLISION BETWEEN “MANDU” AND THE “DENDERAH”



The German cargo liner DENDERAH (5), 115m/4.243gt/10,5 knots; 11/1922 completed by Vulcan Werke AG, Sttetin, for Deutsche Dampfs. Ges, Kosmos, Hamburg; 1926 DENDERAH, Hamburg Amerika Linie, Hamburg; 30/07/1929 when DENDERAH inbound to Santos with dense fog, she was coming into collision by Brazilian cargo liner MANDU, 148m/6.569gt, owned by Lloyd Brasileiro, Rio de Janeiro, which was outbound to New York. The MANDU returned to the port with light damages, while DENDERAH was beached showing large holes and making water. Argentinean tugs GIGANTE and COLOSSO had tried to refloat her but no success, which happened too to German tug SEEFALKE reached later. Meanwhile the DENDERAH was considered a total constructive loss and in 1933 was scraped after raised and used as a hulk.

The DENDERAH on her southbound was an usual visitor to the Portuguese ports of Leixões and Lisbon.

Seen on the 31/07/1929 foundered by forepart.

Source: Press, Miramar Ship Index.

Rui Amaro

AS AGONIAS DOS LUGRES “AGONIAS” DA PRAÇA DE VIANA DO CASTELO

O lugre.motor NOSSA SENHORA D'AGONIA no porto de Viana do Castelo / (c) colecção João José Teixeira Passos - Viana do Castelo /.

A 23/08/1940, usualmente mês de nevoeiros, singrava o lugre-motor NOSSA SENHORA D’AGONIA (1), sob forte cerração, transportando um carregamento completo de 3.600 sacos de cimento, proveniente de Setúbal e consignado a Manuel Martins Branco, negociante da praça de Viana do Castelo, quando pelas duas horas da madrugada embate fragorosamente em qualquer escolho imprevisto.

Dado o alarme e avaliando a situação, verifica-se que o navio bateu na temível penedia denominada Cavalos de Fão, a pouca distância da barra do rio Cávado, ficando com água aberta e a arriar-se, pelo que o seu mestre apressa-se a fazer silvar a sirene, pedindo socorro.

Prevendo o pior, sai a barra ao encontro do naufrágio, a sempre diligente lancha salva-vidas da Estação de Socorros a Náufragos de Esposende (ISN), tripulada por valentes e abnegados marítimos locais, que recolhendo os sete membros da tripulação, fá-los chegar a terra sãos e salvos, onde são carinhosamente recebidos.

A tripulação era constituída por César Martins, mestre, 45 anos; Manuel João, contra-mestre, 46 anos; Américo A. Santos, 1º motorista, 26 anos; José Pimenta, 2º motorista, 52 anos; António F. Sousa, marinheiro, 33 anos, todos eles residentes em Viana do Castelo; Manuel Graixieiro, marinheiro, 39 anos, de Vila do Conde.

NOSSA SENHORA D’AGONIA (1) – 05/1921 entregue por José Maria de Lemos, estaleiro de Aveiro, como palhabote ORION, ao armador Bagão, Nunes & Machado, Aveiro; 1925 convertido em lugre de três mastros, mesmo armador e praça; 1934 SILVA LAU, Amândio Mathias Lau, Aveiro; 1936 NOSSA SENHORA D’AGONIIA (1), Sociedade e Navegação Costeira Nossa Senhora da Agonia, Lda., (Vidal Lourenço de Carvalho, sócio gerente) Viana do Castelo.


A tripulação do lugre-motor NOSSA SENHORA D'AGONIA (1) /(c) colecção João José Teixeira Passos - Viana do Castelo /.


Nº Oficial: 90 / lic.: CSEF / Porto de registo: Viana do Castelo.

Cpmts.: Ff 35,04 mts / Pp 31,74mts / Boca 8,34 mts / Pontal 3,40 mts.

Arqueação: 184,40tb / 118,29tl

Máq.: Volund, Dinamarca, 1936 / 1;V / 2 Ci. / 159 Bhp / Veloc. 9m-h.

Como ORION e SILVA LAU foi empregue na pesca do bacalhau nos Grandes Bancos e como NOSSA SENHORA D’AGONIA (1) foi colocado no tráfego costeiro internacional.

A 19/12/1945, devido a um forte temporal, o lugre-motor NOSSA SENHORA D’AGONIA (2) naufragou por afundamento a cerca de 10 milhas do porto de Alger. Os seus nove tripulantes salvaram-se na baleeira de bordo.


O lugre-motor NOSSA SENHORA D'AGONIA (2) no rio Lima /(c) colecção João José Teixeira Passos - Viana do Castelo /


NOSSA SENHORA D’AGONIA (2) – 1874 construído por um estaleiro do Essex, Massachusets, EUA, como lugre-patacho CARRIE D. ALLEN para o armador local F. M. Lan, que o empregou na pesca da cavala no Ipswich Bay. O2/1886 vendido a interesses Portugueses para a pesca do bacalhau, tendo rumado ao porto de Lisboa com um carregamento de 2.950 quintais de bacalhau das províncias e mais 950 quintais carregados em Provincetown; 1887 lugre-patacho JÚLIA 2º, A. Mariano & Irmão, Lisboa; 1903 reconstruído numa carreira da Figueira da Foz; 1915 JÚLIA 2º, Atlântica - Companhia Portuguesa de Pesca, Lisboa: 1938 lugre ATALANTE PRIMEIRO, Mesquita & Santiago, Viana do Castelo, tendo sido reconstruído em estaleiros da Foz do Lima; 15/02/1941 naufraga no estuário do rio Sado, sob violento ciclone; 1942 posto a flutuar foi reconstruído nos estaleiros do Sado e volta a navegar no tráfego costeiro internacional, desta vez sob o nome de NOSSA SENHORA D’AGONIA (2), Sociedade de Navegação Costeira Nossa Senhora da Agonia, Lda., Viana do Castelo, tomando o lugar do seu antecessor naufragado nos Cavalos de Fão em 22/08/1940.


O lugre-patacho JULIA 2º no porto da Figueira da Foz /(c) livro Veleiros Portugueses - detalhe /.


NOSSA SENHORA D’ AGONIA (2) – Nº Oficial: A-51/ lic.: CSGY / porto de registo: Viana do Castelo.

Cpmts.: Ff 37,30 mts / Pp 32,60 mts / boca 7,85 mts / Boca 7,85 mts / Pontal 3,60 mts.

Arqueação: Tab 206,80tb / 146,52tl

Máq.: Skandia, Suécia, 1937 / 1: Sd / 2 Ci / 130 Bhp / Veloc. 9 m-h.


Foi uma pesquisa aturada com a colaboração do amigo Reinaldo Delgado (Blogue NAVIOS E NAVEGADORES), que nos levou à conclusão de terem existido dois lugres com o mesmo nome, quando tudo levava a crer ter havido apenas um, até porque os nomes ostentados nos seus cascos NOSSA SENHORA D’AGONIA e Nª Sª D’AGONIA diferiam da mencionada documentação encontrada NOSSA SENHORA DA AGONIA.


Fontes: Imprensa diária, jornal Falcão do Minho, Lloyd’s Register of Ships

Rui Amaro