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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
COMO SE PREPARAM BONS MARINHEIROS
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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
PRESTANTE REBOCADOR DE ALTO-MAR PORTUGUÊS
A noticia veio de África em 1967. Chegou ao porto de Moçâmedes o rebocador de alto-mar PRAIA GRANDE, da Sociedade Geral, para ali prestar serviço. Pode parecer uma banalidade… pois o seu destino e aplicação é esse mesmo.
Mas algo robustece a ocorrente “missão de serviço”. Aquela pequena embarcação que foi construída nos estaleiros do estuário do Tejo, reúne nas suas modestas 512 toneladas e 48 metros de comprimento, características utilitárias de grande monta, como demonstrado foi na sua utilização para importantes atribuições marítimas, desde os reboques melindrosos aos socorros pressurosos, solicitados em várias emergências, no decorrer de dez anos, que tantos são, mais meses ou menos meses, os do seu utilitário serviço.
Curioso assinalar que antes de chegar ao porto Sul Angolano, o PRAIA GRANDE deu uma volta ao Mundo, via canal do Panamá, navegando 32.472 milhas em 233 dias. Durante o percurso efectuou três grandes derrotas: duas de trinta e cinco dias; uma de trinta e seis. O rebocador saiu do porto de Lisboa para a sua grande viagem com destino a Orange, no Texas; dali rumou à ilha Formosa, Taiwan, rebocando dois “destroyers”. Partiu depois para Hong Kong; e deste porto iniciou a sua viagem para Angola.
O PRAIA GRANDE demandando o porto de Leixões em 14/06/1965, vindo dos Açores, conduzindo material flutuante para obras naquele porto /(c) Rui Amaro /.
Durante ela foi obrigado a mudar de rumo para efectuar um salvamento: o do navio Grego ELEIN, que ao Norte da ilha Tristão da Cunha, no Atlântico Sul, a duzentas milhas do Cabo da Boa Esperança perdera o hélice. Então o ELEIN foi rebocado pelo PRAIA GRANDE para Capetown. Passou em Luanda, a caminho da Metrópole, com escala por Las Palmas.
Deixaremos, aqui em Lisboa, de ver por algum tempo, no Tejo (onde foi construído) o PRAIA GRANDE. Conservar-se-á em Moçâmedes ao serviço da Companhia Mineira do Lobito, que o fretou para o tráfego de acolhimento na zona do cais de exportação de minério de ferro. O mais recente serviço que prestou foi por em movimento um dos grandes navios da frota mercante mundial: o WAHABATA MARU, da marinha mercante japonesa que tem 93,113 toneladas de deslocamento.
Tudo isto aconteceu em 1967.
PRAIA GRANDE – 48,4m/511,9tb/ Potência 1.360 cavalos/ Vel. Max. 12,6 nós/ Vel. Cruz. 11 nós; 03/1953 entregue pelo estaleiro da CUF, Rocha, Lisboa; 1970 PHOENIX, J.L. & A. Goulandris, Greece; 2008 PHOENIX, Neorian New Spyros Shipyard, Spyros, Greece, bandeira do Bangladesh; Gémeo PRAIA DA ADRAGA.
http://www.shipspotting.com/search.php?query=foinix&action=results
Fontes: Jornal do Comércio – 29.09.1967, Miramar Ship Index, Sea Agent.
Foto: armador.
Rui Amaro
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
O NAVIO-MOTOR BACALHOEIRO “SAM TIAGO” DEIXA A BARRA DO LIMA

À partida compareceram as autoridades portuárias e administradores daqueles estaleiros que apresentaram cumprimentos de despedida ao capitão da nova unidade, o cmte José Teiga Gonçalves Leite.
O SANTIAGO já transformado em arrastão sia do porto de Leixões de rumo ao Douro em 29/06/1967 / Rui Amaro /.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
RECORDANDO O ABALROAMENTO DO NAVIO-MOTOR “MIRA TERRA” COM O NAVIO-TANQUE “CLÁUDIA” NO INICIO DA DÉCADA DE 60
Com o fim de descarregar gasolina e outros combustíveis, encontrava-se em Leixões em ??, atracado ao cais do molhe Sul, o navio-tanque CLÁUDIA, pertencente à SOPONATA, e ao serviço da Sacor. Cerca das 06h00, e após a descarga dos combustíveis, o CLÁUDIA foi fundear na Bacia, aguardando a todo momento, que o espesso nevoeiro que dominava em toda a costa, se dissipasse. Eram 09h05 precisas, quando a atmosfera se desanuviou um pouco. O comandante Álvaro Garrido Pedro, ordenou imediatamente que se levantasse ferro, e com o piloto da barra dirigindo a manobra, fez-se ao mar.
Eram precisamente 10h10, o comandante do navio-tanque que atento ao mar, na ponte de comando, com o imediato, Vasco Correia, e 1º maquinista Mário Fernandes e os marinheiros Bento José dos Santos Arcadinho, este ao leme, e Manuel António Henriques, ao verificar que o navio de carga ia abalroar com seu barco pelo través, o que era um perigo enorme, visto que nos tanques havia muitos gazes, dando mostras duma grande perícia, ordenou prontamente ao timoneiro que rodasse o leme todo a bombordo, enquanto com as máquinas a toda a força o CLÁUDIA tentava escapar. Como não podia deixar de ser, deu-se a colisão, felizmente sem grande perigo. O MIRA TERRA embateu com a proa por bombordo do CLÁUDIA, produzindo-lhe um extenso rombo. A colisão que foi violenta, apanhou no beliche, apenas o tripulante José Ramos Carrelo, de 27 anos, da Cova da Piedade, em Almada, que com a violência da pancada, foi projectado, ferindo-se no frontal e coxa esquerda.
Logo que se deu o embate, as duas embarcações entraram em contacto com as autoridades marítimo-portuárias de Leixões, que tomou imediatas providências, entrando neste porto, ambos os barcos, cerca das 12h00, fundeando na Bacia e sendo o tripulante sinistrado conduzido aos serviços de urgência do Hospital de Matosinhos.
CLÁUDIA em Leixões / (c) Foto-Mar, Leixões /.
CLÁUDIA – Navio-tanque costeiro, 56m/638tb, 2 hélices; 1944 entregue pelo estaleiro Odenbach Shipbuilding Corp., Rochester, NY, como Y80 para a US Army Tankers; 1946 CLÁUDIA, Cia. Marítima Caralaga SA, Honduras; 1951 CLÁUDIA, SOPONATA - Soc. Portuguesa de Navios Tanques, Lisboa, que o colocou no tráfego costeiro nacional, particularmente fretado à Sacor Marítima, Lisboa; 1961 CLÁUDIA, Sacor Marítima, Lisboa; 1972 CLÁUDIA, interesses Portugueses, convertido em areeiro e passando a operar na extracção de areia ao largo da Ilha da Madeira, tendo vindo mais tarde para o rio Douro, zona de Entre Rios/Castelo de Paiva; 2010 ainda em serviço.
MIRA TERRA cruzando a barra do Douro de saída em 14/07/1966 /(c) Rui Amaro /.
MIRA TERRA (2) – 55,81m/562,31tb; 15/03/1957 entregue pela CUF – Companhia União Fabril (Estaleiro Naval da AGPL – Rocha), Lisboa, á Sociedade Geral de Comércio, Indústria e Transportes, Lisboa; 1967 transferido para o tráfego inter-lhas de Cabo verde; 25/07/1970, perdeu-se por encalhe no baixio do Galeão, Norte da Ilha do Maio, sem perda de vidas.
Navios gémeos: SILVA GOUVEIA (3) e MARIA CRISTINA (2).
Fonte: Jornal O COMÉRCIO DO PORTO, Lloyd’s Register of Shjpping.
Rui Amaro








