O SENHORA DA SAÚDE demanda o porto de Leixões em 1950, a fim de ratificar o seu calado de água para de seguida rumar ao rio Douro / (c) Foto Mar - Leixões /.

À saida da barra do Douro a 05/04/1948 - piloto da barra José Fernandes Amaro Júnior; imediato; capitão da Madalena; segundo motorista /foto do primeiro motorista /.

À saida da barra do Douro a 05/04/1948 - piloto da barra José Fernandes Amaro Júnior e o primeiro motorista /foto do primeiro motorista /-
Caso alguém saiba p.f. adicione os nomes em falta e obrigado.
SENHORA DA SAÚDE – lugre-motor bacalhoeiro construído em madeira/ 50,38m/426,37/ 48 dóris/ 7.000 quintais de bacalhau salgado, lançado à água em 11/1920 pelo estaleiro Fano Skibsvaerft A/S, Nordby, Fano, Dinamarca, como lugre-escuna a motor HELGA (357tb) para E. B. Kromann. Marstal; 1924/35 navegava à vela sem motor auxiliar; 1935 comprado por Tavares, Mascarenhas, Neves & Vaz., Lda., Aveiro, que lhe fez instalar um motor auxiliar; 1943 reconstruído em Aveiro, tendo feito parte da famosa “Portuguese White Fleet” e alguns anos mais tarde, já no pós-guerra, aquele imponente lugre, passou a fazer parte do armamento Portuense, embora registado na capitania do porto de Aveiro. Na campanha de 1951, devido a avaria na máquina, chega ao Porto a 01/10 com cerca de 30 dias de navegação à vela, entrando a barra a reboque do VANDOMA; A 08/09/1952 naufragou na Groenlândia por água aberta, tendo sido salva toda a sua tripulação, que estava sob as ordens do capitão José Augusto Malhado.
Em 1955 a empresa Tavares, Mascarenhas, Neves & Vaz., Lda, a fim de colmatar a falta do SENHORA DA SAÚDE aparece com o navio-motor de pesca à linha VILA DO CONDE, 53,8m/714tb, construído por Benjamin Bolais Mónica, na carreira da Gafanha da Nazaré., pertencendo à praça do Porto, e fazendo parte do seu armamento.
Numa certa saída da barra do Douro, tempo de bonança, era usual quando os navios bacalhoeiros passavam diante da Estação de Socorros a Náufragos da Foz do Douro, B. V. Portuenses, os bombeiros de piquete accionarem a sirene de alarme, cujo som era idêntico à sirene de nevoeiro do SENHORA DA SAÚDE, a fim de saudarem o navio, resultando desse facto, que pelas ruas vizinhas, só se viam bombeiros em correria para o quartel, ainda a acabarem de se fardar, de capacete e casaco nas mãos, tal era o naufrágio que estava a ocorrer naquele "mar de calmaria"!

O SENHORA DA SAÚDE fundeado no estuário do Tejo, durante o periodo da Segunda Guerra Mundial /(c) foto de autor desconhecido /.

O SENHORA DA SAÚDE demanda a barra do Douro a reboque devido a avaria na máquina - 01/10/1951 / gravura da Imprensa diária /.


Sequência fotografica da construcção do lugre escuna a motor Dinamarquês HELGA / (c) cortesia de www.mitfaroe.dk - Torben Gromer /.
Fontes: Miramar Ship Index; Torben Garmer, Fano.
Rui Amaro



