sábado, 12 de junho de 2010

RECORDANDO O ARRASTÃO BACALHOEIRO “SANTA JOANA”

O SANTA JOANA em plena faina dos Grandes Bancos, numa das campanhas de 1937, visto de bordo do MINERVA (1) /(C) imagem de autor desconhecido - colecção Jacques Daussy, Fécamp /.

No distanciado ano de 1909 aparecera o ELITE, mandado construir em Inglaterra pela Parceria Geral de Pescarias, Lda. de Lisboa, uma experiência que durou até 1910, e que foi o “primeiro” vapor de pesca do bacalhau por arrasto de pavilhão Português, ainda que de pouco porte, tipo idêntico aos arrastões Franceses à época, e aos vapores da pesca de arrasto Portugueses da costa e do Cabo Branco, se bem que estes eram de menor tonelagem, e com períodos de mar de cerca de três a quatro semanas.

Pois naquelas duas campanhas, o ELITE não provou bem por variados factores; máquina apesar de grande, era fraca para puxar as redes; elevado consumo de carvão, a técnica da pesca com a rede estava na mão do mestre de redes, um Francês contratado que não colaborava com o capitão do arrastão, o pessoal não estava preparado para este tipo de pesca, pelo que o navio foi retirado do bacalhau, experimentou pescar no Cabo Branco, com sucesso, mas acabou por ser substituído por navios mais pequenos. É graças ao seu grande tamanho que este navio foi utilizado como escoltador dos navios mercantes, entre o continente, os Açores e a Madeira.


O ELITE, aqui convertido no NRP AUGUSTO DE CASTILHO / (C) foto de autor desconhecido /.


Data de 1501 a saída de embarcações de Aveiro para a pesca do bacalhau, nos bancos da Terra Nova.

Por volta dos anos trinta do século XX aquela pesca atravessou uma das maiores crises da sua vida, levando os armadores a suportarem dificuldades de toda a ordem, particularmente no domínio financeiro.

Em 1931, quatro bravos capitães, cujos nomes não é demais recordar, Manuel dos Santos Labrincha, João Ventura da Cruz, João Pereira Cajeira e Aquiles Gonçalves Bilelo, resolveram a aventurarem-se a irem em “comboio”, se é que o termo está correcto, nesses puros lugres á vela desprovidos de quaisquer meios de propulsão que não fosse a eólica e sem ajudas de comunicação, até aos mares gelados da Groenlândia, pescar bacalhau.

Foi um feito heróico e, graças ao carregamento que trouxeram, abriram novas perspectivas a esse tipo de economia, se bem que aqueles destemidos capitães se negaram a lá voltar sem motor auxiliar de propulsão, o que era absolutamente lógico.


Lançamento à agua do SANTA JOANA /(C) Danish Maritime Museum, Elsinore /.


É nessa altura que Carlos Roeder, na qualidade de representante em Portugal dos motores diesel Guldner, surge em Aveiro a vender motores para os lugres da Empresa de Pesca de Aveiro. Fá-lo a crédito e, mais tarde é convidado a entrar como sócio dessa importante empresa com o valor da venda dos motores, o que aceita. É assim que Carlos Roeder, cidadão do Sul do País e mais tarde, principal fundador e accionista dos Estaleiros Navais de São Jacinto, começa a ser conhecido em Aveiro.

Convence os sócios da Empresa de Pesca de Aveiro e abandonarem a pesca à linha em dóris, por a considerar desumana e ultrapassada e a iniciar a pesca por arrasto, tal e qual os Franceses, que já de há muito a trabalhavam.


O SANTA JOANA preparando-se para experiências de mar no Baltico, ainda arvorando a bandeira do estaleiro e da Dinamarca / (C) Danish Maritime Museum, Elsinore /.


Assim nasce em 1936 o primeiro arrastão Português, o SANTA JOANA, para a pesca longínqua, mandado construir na Dinamarca por Carlos Roeder, e que era considerado, á época uma das maiores unidades do arrasto na pesca do bacalhau e conseguia realizar duas safras por ano, a primeira entre Março e Junho, a segunda de Setembro a Dezembro, por conseguinte era um navio sofisticado e bem equipado, numa época em que o custo de uma embarcação com as mesmas características rondava os 8.500 contos.


O SANTA JOANA fundeado algures nos pesqueiros / (C) foto de autor desconhecido -MMI ).


Com o seu elevado espírito de progresso, Carlos Roeder adquire como sucata em St. Pierre et Miquelon um segundo arrastão, o SPITZBERG, que sofrera um violento incêndio, e que depois de trazido para Aveiro e reparado se passou a chamar SANTA PRINCESA, e toma a decisão de construir nos terrenos da E.P.A. um estaleiro para construção naval em aço, no porto de Aveiro, mas não entenderam assim os restantes sócios daquela empresa.

Carlos Roeder que era de ideias fixas, resolve então, com um grupo de amigos e colaboradores, iniciar no ano de 1940, na povoação de São Jacinto, a construção de um estaleiro com esse nome, cuja razão social passou a ser Estaleiros Navais de São Jacinto, e que depois de ter passado por períodos de substancial sucesso, mesmo a nível internacional, terminaram a sua actividade devido à falta de encomendas, sobretudo navios de pesca, há alguns anos.


O MINERVA (1) atracado no porto de Fécamp / (C) foto de autor desconhecido - colecção Jacques Daussy, Fécamp /.


ELITE – 53m/487tb/9 nós/ lotamento 42; 07/1909 entregue pelo estaleiro Cochrane and Sons Co., Ltd., Selby, UK, ao armador Parceria Geral de Pescarias., Lda., gestores Bensaúde & Cia.,, Lda., de Lisboa; 1916 NRP AUGUSTO DE CASTILHO, requisitado pela Marinha de Guerra Portuguesa, a fim de ser utilizado em missões de patrulha e escolta oceânica, tendo para isso sido equipado com armamento apropriado; 14/10/1918 NRP AUGUSTO DE CASTILHO, heroicamente afundado, após luta desigual com o submarino U-139 da Imperial Marinha Alemã, a fim de dar fuga ao paquete S. MIGUEL em rota do Funchal para Ponta Delgada, transportando 206 passageiros.

http://phalerae-jvarnoso.blogspot.com/2009/12/um-heroi-da-grande-guerra-revisitado.html

http://infoinconformista.blogspot.com/2008/11/nrp-augusto-de-castilho.html

SANTA JOANA – 71m/1.198tb/ 11,5 nós/ calado 19’ 5”/ capacidade de pesca cerca de 1,170 tons/ frigorifico / T.S.F. / 2xmotores gasóleo Guldner 900 I.H.P./ 1 hélice/ leme eléctrico/ 4 baleeiras salva-vidas/ casco de aço de maior espessura na roda de proa e amuras 16mm, restante 13mm / dois castelos/ guincho de pesca para 1.200m de cabo de aço de 2,5 polegadas/ 2xarcos de pesca a bombordo e estibordo, embora o manuseamento se efectue por estibordo, onde passam os cabos que rebocam o aparelho de pesca, sendo este constituído por portas de arrasto de madeira e ferro, ou só de ferro de 500/600 quilos cada, no começo, e posteriormente 1.300 a 1.500 quilos cada, rede e saco; destinava-se este tipo de aparelho à pesca de fundo, como geralmente o é a do bacalhau.

A sua autonomia era de cerca de 60 dias e tonelagem bruta de cerca de 1.200 toneladas, traduzido em quintais de bacalhau verde à descarga 18.000 quintais e com uma tripulação de 64 homens, descriminados 3 na ponte, 7 na máquina, um na T.S.F., 4 na cozinha e câmaras e 49 incluindo mestrança destinados à captura e ao preparo do peixe, comandados por João Ventura da Cruz, que foi o seu primeiro capitão.

O capitão é o pescador responsável, embora no arrastão SANTA JOANA embarcasse também um mestre de redes Francês para emprestar o seu saber e experiência. Até 1950 o equipamento da ponte quedar-se-á pela roda do leme e prumo de mão e só a partir desta data com a aplicação da electrónica como ajuda à navegação, surgirão radares, sondas, gónios, lorans, novos equipamentos de telegrafia e telefonia. O incremento que já se verificava em frotas estrangeiras, muito vagarosamente será pelos responsáveis Portugueses assimilado a despeito dos repetidos avisos dos capitães-pescadores que se viam assim ultrapassados no seu saber, experiência e capacidade, pela evoluída técnica estrangeira filha dessas ajudas electrónicas; 08/1936 entregue pelo estaleiro Nakskov Skibsvaerf A/S, Nakskov, à Empresa de Pesca de Aveiro., Lda. (E.P.A.), Ílhavo, Aveiro; 19­­__ SANTA JOANA, interesses Aveirenses??; 22/10/1982 SANTA JOANA, naufragou devido a incêndio no Flemish Cap, posição 47.04N/44.13W, cerca de 350mn a Leste de São João da Terra Nova.

GENEPESCA IV / (C) foto de autor deconhecido - colecção Jacques Daussy, Fécamp /.


MINERVA(I) / GENEPESCA IV – 70m/1.148tb/12 nós; 07/1937 entregue pelos Chantiers er Ateliers de St. Nazaire (Penhoet) SA., Grand Quevilly, ao armador Société Havraise de Pêche, de Le Havre; 1943 requisitado pela “Kriegsmarine” que o converteu no caça-submarinos UJ-2209; 17/0371944 UJ-2209, atacado e afundado no Adriático pela força aérea Aliada, sendo mais tarde posto a reflutuar; 1948 GENEPESCA IV, Cia. Generale Italiana della Grandi Pesca . GENEPESCA, Livorno; 12/1968 chegava a Vado Ligure para desmantelamento.

Fontes: Revista da Armada; Eng. Ricardo Matias; 30 Anos da Pesca do Bacalhau, de Asdrúbal J. S. Capote Veiga; Pela Positiva, de F. Martins; Jacques Daussy, Fécamp; Museu Maritimo de Ilhavo; The Danish Maritime Museum, Elsinore; Lloyd’s Register of Shipping.

Rui Amaro

sexta-feira, 4 de junho de 2010

RECORDANDO O LUGRE Á VELA “MARIA CARLOTA”


O MARIA CARLOTA fundeado em Belém, estuário do Tejo, diante da Exposição do Mundo Português em 05/1940, pronto para a cerimónia religiosa da Benção dos bacalhoeiros /(c) foto de autor desconhecido /.


À BARRA DO PORTO


A 03/10/1935, pelas 12h00, avistou-se na linha do horizonte, a Oés-sudoeste da barra da cidade do Porto, um puro lugre de três mastros do interessante tipo de lugre Inglês da Terra Nova, que navegava a todo pano, com Nortada fresca e em pouco tempo colocava-se de capa ao vento a uma milha por sotavento da barra. Esse era o lugre bacalhoeiro Português MARIA CARLOTA, 42m/ 230tb/ 4.631 quintais de bacalhau salgado, que cruzara o Atlântico Norte, vindo dos pesqueiros da Terra Nova, e que mostrava a sua linha de água bastante afogada, prova de uma boa campanha de pesca.

Às 14h00, o piloto Joel da Cunha Monteiro saltou a bordo e às 14h30 passava a barra conduzido pelo rebocador NEIVA, muito saudado por populares em terra, nomeadamente pelos familiares dos tripulantes e pescadores, indo amarrar no lugar da lingueta do Bicalho, tendo sido o primeiro navio da frota bacalhoeira Portuense da campanha de 1935 a demandar o seu porto de armamento.


O NAUFRÁGIO


04/11/1947, a tripulação do navio-hospital USAHS CHARLES A. STAFFORD, 1944-1948/ 135m/ 11.298tb/ 17,5 nós, hoje teve de fazer duas abordagens na sua baleeira salva-vidas, a fim de resgatar uma tripulação de 31 homens capitaneados pelo Cmdt. António F. Matias, do lugre Português MARIA CARLOTA, que se afundou no meio do Atlântico sob mar tempestuoso.

A “US Coast Guard” anunciou o salvamento da tripulação depois de ter recebido um rádio do comandante do USAHS CHARLES A. STAFFORD, Capt. Gunnar Van Rosen, de Brooklyn.

A companha do lugre à vela de três mastros MARIA CARLOTA, que se encontrava em rota dos pesqueiros dos Grandes Bancos da Terra Nova, pegaram fogo ao seu navio antes de o abandonar com água aberta e aparentemente alquebrado e deixaram-no afundar,

A “US Coast Guard” fez seguir para a área do naufrágio socorro aéreo e naval, localizada a cerca de 640 milhas náuticas a Lés-nordeste do porto de Argentia, na Terra Nova, e comunicaram ao RMS QUEEN ELIZABETH para alterar o seu rumo, a fim de prestar assistência ao lugre em dificuldades, seguindo mais tarde para Southampton, porto de destino daquele transatlântico, e entretanto o navio-hospital Norte-americano, que transportava militares doentes desde Bremerhaven, levou os naufragos de rumo à sua base em Nova Iorque.



O QUADRO DOCUMENTAL DO NAUFRÁGIO PINTADO PELO CAPITÃO DO NAVIO SALVADOR


Foi noticiada pelos jornais de todo o mundo a tragédia do lugre Português MARIA CARLOTA, afundado no Atlântico quando regressava à Pátria, após uma campanha de pesca nos Bancos da Terra Nova. Os seus 21 tripulantes foram salvos pelo transporte hospital Norte-americano USAHS CHARLES A. STAFFORD, quando estavam já em sério risco, extenuados pela luta desesperada que travaram contra a tempestade durante três dias.

O barco perdeu-se, mas, felizmente, nem uma só vítima houve a lamentar. Até o gato-mascote de bordo foi recolhido, para depois ser gentilmente ofertado à tripulação salvadora.

Um naufrágio. Afinal, como tantos outros, e de que em breve poucos se lembrarão – dir-se-á. No entanto, o momento culminante do afundamento do Maria Carlota não será esquecido facilmente, muito pelo contrário, será assunto obrigatório de uma conversa, sempre que o barco Norte-americano entre em qualquer porto e ao camarote do seu capitão sejam feitas visitas.

È que numa das paredes vê-se agora um quadro pintado pelo Capt. Gunnar van Rosen, que é um artista de invulgar sensibilidade, apesar da profissão rude que escolheu.

Quando o barco mergulhava para sempre, o marinheiro-artista fez uma fotografia cheia de oportunidade. Depois, sobre aquele documento, pintou o quadro, acrescentando-lhe o navio que comanda para registar também o salvamento dos 31 pescadores portugueses.


http://www.ibiblio.org/hyperwar///OnlineLibrary/photos/sh-us-cs/army-sh/usash-sz/siboney.htm

http://library.mysticseaport.org/ere/odetail.cfm?id_number=1951.419


NB - A história completa do lugre MARIA CARLOTA e seu data.-base poderá ser consultada no explicito blogue NAVIOS E NAVEGADORES


Fonte: José Fernandes Amaro Junior: Lloyds Register of Shipping; The Newa and Courier, Charleston, SC.; O Comércio do Porto.

Rui Amaro

domingo, 30 de maio de 2010

LUGRE “SENHORA DA SAÚDE” EX “HELGA”

O SENHORA DA SAÚDE demanda o porto de Leixões em 1950, a fim de ratificar o seu calado de água para de seguida rumar ao rio Douro / (c) Foto Mar - Leixões /.


O lugre escuna HELGA /(c) cortesia Museu maritimo de Elsinore /.


À saida da barra do Douro a 05/04/1948 - piloto da barra José Fernandes Amaro Júnior; imediato; capitão da Madalena; segundo motorista /foto do primeiro motorista /.


À saida da barra do Douro a 05/04/1948 - piloto da barra José Fernandes Amaro Júnior e o primeiro motorista /foto do primeiro motorista /-

Caso alguém saiba p.f. adicione os nomes em falta e obrigado.


SENHORA DA SAÚDE – lugre-motor bacalhoeiro construído em madeira/ 50,38m/426,37/ 48 dóris/ 7.000 quintais de bacalhau salgado, lançado à água em 11/1920 pelo estaleiro Fano Skibsvaerft A/S, Nordby, Fano, Dinamarca, como lugre-escuna a motor HELGA (357tb) para E. B. Kromann. Marstal; 1924/35 navegava à vela sem motor auxiliar; 1935 comprado por Tavares, Mascarenhas, Neves & Vaz., Lda., Aveiro, que lhe fez instalar um motor auxiliar; 1943 reconstruído em Aveiro, tendo feito parte da famosa “Portuguese White Fleet” e alguns anos mais tarde, já no pós-guerra, aquele imponente lugre, passou a fazer parte do armamento Portuense, embora registado na capitania do porto de Aveiro. Na campanha de 1951, devido a avaria na máquina, chega ao Porto a 01/10 com cerca de 30 dias de navegação à vela, entrando a barra a reboque do VANDOMA; A 08/09/1952 naufragou na Groenlândia por água aberta, tendo sido salva toda a sua tripulação, que estava sob as ordens do capitão José Augusto Malhado.

Em 1955 a empresa Tavares, Mascarenhas, Neves & Vaz., Lda, a fim de colmatar a falta do SENHORA DA SAÚDE aparece com o navio-motor de pesca à linha VILA DO CONDE, 53,8m/714tb, construído por Benjamin Bolais Mónica, na carreira da Gafanha da Nazaré., pertencendo à praça do Porto, e fazendo parte do seu armamento.

Numa certa saída da barra do Douro, tempo de bonança, era usual quando os navios bacalhoeiros passavam diante da Estação de Socorros a Náufragos da Foz do Douro, B. V. Portuenses, os bombeiros de piquete accionarem a sirene de alarme, cujo som era idêntico à sirene de nevoeiro do SENHORA DA SAÚDE, a fim de saudarem o navio, resultando desse facto, que pelas ruas vizinhas, só se viam bombeiros em correria para o quartel, ainda a acabarem de se fardar, de capacete e casaco nas mãos, tal era o naufrágio que estava a ocorrer naquele "mar de calmaria"!



O SENHORA DA SAÚDE fundeado no estuário do Tejo, durante o periodo da Segunda Guerra Mundial /(c) foto de autor desconhecido /.


O SENHORA DA SAÚDE demanda a barra do Douro a reboque devido a avaria na máquina - 01/10/1951 / gravura da Imprensa diária /.




Sequência fotografica da construcção do lugre escuna a motor Dinamarquês HELGA / (c) cortesia de www.mitfaroe.dk - Torben Gromer /.


Fontes: Miramar Ship Index; Torben Garmer, Fano.

Rui Amaro

quarta-feira, 19 de maio de 2010

D I V U L G A Ç Â O

Caravela Vera Cruz em águas de Viana do Castelo

A Caravela Vera Cruz da Aporvela – Associação Portuguesa de Treino de Vela - já está em Viana do Castelo com um programa recheado de visitas escolares e uma série de eventos culturais a cargo da Câmara Municipal.

A viagem foi realizada no passado fim-de-semana em que se verificou uma grande nortada e condições de mar muito difíceis. No entanto, a tripulação da caravela, em que se incluíam muitos jovens em baptismo de mar, esteve à altura das responsabilidades.

Na Vera Cruz navegaram dois jovens da Casa dos Rapazes de Viana e o artista sonoro João Ricardo Oliveira que terá patente na caravela uma extraordinária instalação musical.

A embarcação, réplica dos navios portugueses dos Descobrimentos do século XV, estará aberta para as escolas do município e os alunos terão a oportunidade única de efectuarem uma visita onde serão abordados e consolidados temas relacionados com a História da Expansão utilizando métodos interactivos.

No fim-de-semana de 22 e 23 de Maio, a população pode subir a bordo para visitar a caravela e perceber melhor como era a vida dos marinheiros da época

Com esta viagem, a Aporvela dá mais um passo no seu objectivo de alargar o âmbito das visitas escolares à caravela Vera Cruz e fazer chegar este recurso educativo único a todo o país.