segunda-feira, 14 de março de 2011

LINGUA E ORTOGRAFIA PÁTRIA PORTUGUESA
 

Este blogue vai continuar a ser redigido de acordo com a ortografia da língua pátria Portuguesa, que foi aquela que me foi ensinada por meus pais, meus mestres-escola e professores, e que é aquela que se fala e escreve em Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Angola, Moçambique, Timor-Leste, e também por muitos naturais de Goa, Damão, Diu e Macau e ainda por muitos núcleos de  Portugueses espalhados por esse mundo fora, incluindo muitos emigrantes nacionais em terras de Vera Cruz.
Continuarei a escrever fato em vez de terno e paletó; facto em vez de fato; paquete ou rapaz de escritório em vez de office-boy; Pai Natal em vez de Papa Noel; intelectual em vez de inteletual; baptismo em vez de batismo; Polaco em vez de Polonês; espingarda em vez de fuzil; fábrica em vez de usina; contentores em vez de conteiners; rapariga, o feminino de rapaz, palavra natural Portuguesa, que não tem absolutamente nada de ofensiva ou escandalosa, etc.

Acordo Ortográfico ... em «direito comparado»
Vejam alguns exemplos:
Em Latim
Em Francês
Em Espanhol
Em Inglês
Até em Alemão, reparem:
Velho Português (o que desleixámos)
O novo Português (o importado do Brasil)
Actor
Acteur
Actor
Actor
Akteur
Actor
Ator
Factor
Facteur
Factor
Factor
Faktor
Factor
Fator

Tact
Tacto
Tact
Takt
Tacto
Tato
Reactor
Réacteur
Reactor
Reactor
Reaktor
Reactor
Reator
Sector
Secteur
Sector
Sector
Sektor
Sector
Setor
Protector
Protecteur
Protector
Protector
Protektor
Protector
Protetor
Selection
Seléction
Seleccion
Selection

Selecção
Seleção

Exacte
Exacta
Exact

Exacto
Exato



Except

Excepto
Exceto
Baptismus
Baptême

Baptism

Baptismo
Batismo

Exception
Excepción
Exception

Excepção
Exceção



Optimum

Óptimo
Ótimo














Rui Amaro

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

O LUXUOSO IATE DE RECREIO INGLÊS "VIRGINIA" ESTEVE NO RIO DOURO EM 1956


Num dia de meados do ano de 1956, pelas 16h00, entrou no rio Douro, o luxuoso iate de recreio Inglês VIRGINIA, que trazia a bordo, além do seu dono, lord Camrose, um barão da imprensa escrita Britânica e proprietário do afamado jornal Londrino "Daily Telegraph", o príncipe e a princesa Dimitri da Rússia e a princesa Aga Khan, filha do famoso arquimilionário Aga Khan.

Lord Camrose a bordo do VIRGINIA / Jornal de Noticias /.

Aquela magnifica embarcação, que desde há bastantes anos tem realizado cruzeiros privados, nomeadamente cruzeiros pelo Mediterrâneo, Báltico e outros mares longínquos, ficou atracada ao então, recentemente inaugurado cais do Vinho do Porto, V. N. de Gaia, levou como seria natural, devido â sua originalidade, grande afluência de curiosos à zona ribeirinha.
Aquele iate clássico, que tinha uma tripulação de 26 elementos era uma das maiores embarcações de recreio do mundo, e a maior até então que demandou o porto do Douro.
Lord Camrose, aproveitando a sua estadia no Porto, realizou, acompanhado pelos seus hóspedes, uma digressão turística pela região Minhota.

O VIRGINIA atracado ao cais do Vinho do Porto, rio Douro, V. N. de Gaia / Rui Amaro /.

VIRGINIA – 60m + -/ 712tb/ motores diesel/ ..nós/ acomodações para 12 hóspedes; projectado por G. L. Watson & Co., Ltd; 06/1950 entregue pelo estaleiro Wm. Beardmore & Co., Ltd., Dalmuir, Upper Clyde, família Cortauld; 1939 HMY VIRGINIA, requisitado pelo Almirantado para servir a Royal Navy como iate de luta anti-submarina, baseado em Liverpool e algures fora do Reino Unido: 1945 VIRGINIA, família Cortauld; 1948 VIRGINIA, Lord Camrose, Londres; 1960 LIBERIAN, Governo da Libéria, Monróvia, utilizado como iate presidencial. O VIRGINIA findou os seus dias como um casino flutuante na Serra Leoa, onde um fogo devorador precipitou o seu fim.
Fontes: Jornal de Noticias: G. L. Watson & Co. Ltd.
Rui Amaro

ATENÇÃO: Se houver alguém que se ache com direitos sobre as imagens postadas neste blogue, deve-o comunicar de imediato. a fim da(s) mesma(s) ser(em) retirada(s), o que será uma pena, contudo rogo a sua compreensão e autorização para a continuação da(s) mesma(s)neste Blogue, o que muito se agradece.
ATTENTION. If there is anyone who thinks they have “copyrights” of any images/photos posted on this blog, should contact me immediately, in order I remove them, but will be sadness. However I appeal for your comprehension and authorizing the continuation of the same on this Blog, which will be very much appreciated.


quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

RECORDANDO A ESCALA DO N/M HOLANDÊS "SPURT" NO PORTO DE AVEIRO EM 1953

O SPURT na ria de Aveiro em 20/12/1953, distinguindo-se na adriça de bombordo a bandeira do armador da "Portugal Lijn", a companhia Van Nievelt, Goudriaan & Co's, a par do pavilhão nacional de Porugal, içado a estibordo /foto de autor desconhecido - Porto de Aveiro /.


A 20/12/1953 demandou a barra de Aveiro, agenciado pela Garland, Laidley, da praça do Porto, o navio-motor Holandês SPURT, 47m/399tb/559dwt, do armador Fiege & Hoff, de Roterdão, gerido por Scheepvaartbedrijf Gruno, de Amsterdão, e ao serviço do grupo CPL (Cornelder Lijn, Portugal Lijn e Lusitania Lijn). O carregamento de cerca de 600 toneladas de cubos de granito destinados ao mercado Belga, foi a razão daquele navio escalar o porto de Aveiro, o que foi notícia da imprensa diária, por ser uma raridade a visita de uma embarcação comercial àquele porto da laguna Aveirense, e após o inicio das obras de melhoramentos da sua barra. O Spurt foi atendido pelo caixeiro de mar Domingos Rodrigues Brandão.

Deve-se acrescentar que à altura daquele interessante evento, para o porto de Aveiro, o SPURT (1) encontrava-se fretado em regime "bareboat charter" ao importante armador Van Nievelt, Goudriaan & Co's, de Roterdão, que com a sua "Portugal Lijn" servia os portos de Lisboa, Douro e Leixões, com duas saídas semanais para Vigo, Anvers e Roterdão. Em 1965 o SPURT (1) foi substituído por uma nova tonelagem e mais oferta de espaço de carga, o SPURT (2), ex ARAK, de 1946/53,64m/499tb/680dwt/9,5nós/2 mastros.

A Garland, Laidley, além do SPURT, já levou alguns navios ao porto de Aveiro, entre os quais, PAULA BUSCHER, Alemão, atendido por Manuel Spratley da Silva e Rui Amaro; BRANDARIS, Holandês, por Joaquim Augusto Rodrigues Azeredo; NIEUWLAND, Holandês, por Fernando Marques dos Santos; ADELHEID SIBUM, Alemão, por Luis Pimenta Povoas, que também atendeu o RENAISSANCE ONE, que foi o primeiro ou talvez o único navio de cruzeiro a visitar aquele porto, o qual pertencia à Renaissance Cruises. Outros navios estiveram à barra, contudo devido à agitação marítima se deteriorar, prosseguiram viagem para o porto do Douro ou Leixões.

O porto de Aveiro, com a sua imensa e bela ria, que hoje em dia está capacitado a receber navios para cima dos 150m cff e tem tido um movimento marítimo comercial crescente, já rivalizando com o porto de Leixões e outros portos nacionais e mesmo a nível peninsular. Naqueles tempos, como já tenho frisado, era um porto de armamento de navios de pesca, nomeadamente bacalhoeiros e a sua barra era muito problemática. Note-se, que os próprios navios bacalhoeiros, que calavam bastante, chegando alguns aos 19 pés, em muitas campanhas estavam à barra e por esta não ter água suficiente ou existência de ondulação perigosa na barra valiam-se do rio Douro e da bacia do porto de Leixões, de forma a aliviarem a sua carga para reduzirem o seu calado de água, a fim de poderem demandar em segurança o ancoradouro do lugar da Gafanha da Nazaré, numa próxima maré grande. A sua carga era transportada para Aveiro em batelões de pouco calado.

Muitos daqueles navios já vinham de rumo ao rio Douro, onde ficavam a hibernar. Tais contingências, não eram só do porto de Aveiro mas também dos portos de Viana do Castelo e Figueira da Foz. Houve anos de barra assoreada, que até as traineiras da sardinha, encalhavam e o lugre-motor bacalhoeiro de quatro mastros Primeiro Navegante encalhou e perdeu-se na barra em 10/1946 e outros ficavam encalhados em bancos de areia da ria, até alcançarem os seus ancoradouros da Gafanha da Nazaré.

Fontes: Imprensa diária; Groninger Kustvaart.

Rui Amaro


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