segunda-feira, 1 de abril de 2013

REBOCADOR ENGº VON HAFFE


Rebocador ENGº VON HAFFE saindo do porto de Leixões em 05/06/1965 /Rui Amaro/.


Rebocadores COMANDANTE ROCHA E CUNHA e ENGº VON HAFFE na doca de Sto. Amaro, Lisboa, em 1974, a aguardar comprador /autor desconhecido - transmitida por Nuno Bartolomeu, Almada/.


Rebocador COMANDANTE ROCHA E CUNHA na Figueira da Foz em 05/10/2010 /José Rui Amaro/


Rebocador ENGº VON HAFFE, 23,83m/ 78,5tb/ 396hp; 1950 foi entregue pelos Estaleiros Navais de São Jacinto, São Jacinto, Aveiro, à SH – Direcção Geral dos Serviços Hidráulicos e Eléctricos. EP, Lisboa, empresa que se ocupava de serviços de obras e dragagens marítimo-portuárias; 1974 +- encostou na doca de Santo Amaro, porto de Lisboa, para venda; 1975 ENGº VON HAFFE, Sociedade Navegadora Bolinhas & Bolinhas, Lisboa; 1990 ENGº VON HAFFE, Fluvial Sado, Setúbal; Meados da década de 90 foi vendido a sucateiros e desmantelado em Setúbal. Rebocador gémeo: COMANDANTE ROCHA E CUNHA, pertencente à Consulfoz SA, Figueira da Foz.
Rebocadores da SH que conheci, e que operavam também nos portos do norte do país: MONDEGO, SETUBAL, SADO, GUADIANA, RIO CAIA, ENGº VON HAFFE, COMANDANTE ROCHA E CUNHA, VALE DO GAIO e VALE DE CAMPILHAS.


Fontes: Internet
Rui Amaro

ATENÇÃO: Se houver alguém que se ache com direitos sobre as imagens postadas neste blogue, deve-o comunicar de imediato. a fim da(s) mesma(s) ser(em) retirada(s), o que será uma pena, contudo rogo a sua compreensão e autorização para a continuação da(s) mesma(s) em NAVIOS Á VISTA, o que muito se agradece.
ATTENTION. If there is anyone who thinks they have “copyrights” of any images/photos posted on this blog, should contact me immediately, in order I remove them, but will be sadness. However I appeal for your comprehension and authorizing the continuation of the same on NAVIOS Á VISTA, which will be very much appreciated.

sábado, 30 de março de 2013

ARRASTÃO MISTÉRIO 

ALGUÉM PODE DAR O NOME A ESTE ARRASTÃO DA COSTA QUE DEMANDA O PORTO DE LEIXÕES


FOTO OBTIDA POR VOLTA DE 1967 PELO AUTOR DO BLOGUE MAS QUE LAMENTAVELMENTE NÃO REGISTOU O NOME DA EMBARCAÇÃO



MUITO OBRIGADO

RUI AMARO  

terça-feira, 12 de março de 2013

PORTO DO DOURO - LINGUETA E CAIS DA PRAIA, DOS BANHOS OU DA PORTA NOVA E OS REBOCADORES FLUVIAIS “MERCÚRIO SEGUNDO” E “MORAES”



Os rebocadores MERCÚRIO SEGUNDO, a estibordo, e MORAES, a bombordo, acostados à lingueta dos Banhos /F. Cabral/.

 Os rebocadores MERCÚRIO SEGUNDO e MORAES acostados à lingueta dos Banhos /F. Cabral/.


Um pequeno cais e lingueta na zona do Infante, já há bastantes anos fora  de serviço mercantil, e a que por vezes acostavam pequenas embarcações em operações de cargas e descargas, tais como barcos rabelos, barcaças, iates, lugres, fragatas, etc.
Porque este lugar correspondia ao de uma antiga praia desaparecida com a construção da rua Nova da Alfândega, conservou o nome de Praia, como era correntemente designada, se bem que também é conhecido por cais e lingueta dos Banhos ou da Porta Nobre.
Por volta de 1948, quando se queria indicar o local onde se encontravam os que nesse lugar manuseavam as mercadorias, dizia-se que estavam na Praia.
Nas décadas de 50 a 70 do século XX servia de atracação aos rebocadores fluviais MERCÚRIO SEGUNDO e MORAES, da firma A. J. Gonçalves de Moraes, Lda., estabelecida ali muito perto na dita rua Nova da Alfandega, e também de amarração das embarcações da capitania do porto do Douro, também localizada na mesma rua, além de aparcamento de veículos particulares. Desde alguns anos atrás, serve exclusivamente a marinha, ou seja o material flutuante e terrestre da capitania e da polícia marítima.

O rebocador MERCÚRIO SEGUNDO assistindo um navio na manobra de rotação /F. Cabral/.


O rebocador MORAES preparando-se para prestar assistência na manobra de acostagem ao n/m holandês MEIDOORN /Rui Amaro/.


Os rebocadores MERCÚRIO SEGUNDO (1939) e MORAES (Finais da década de 50) dedicavam-se à assistência a navios nas manobras de atracação, amarração à chegada e rotação na largada, rebocagem de barcaças no rio, e laitas entre o Douro e Leixões, e ainda condução de barcaças em excursões rio acima, alternadamente com o JÚLIO LUIS ex MANOLITO, e anteriormente com o DEODATO, de outros armadores.


O rebocador MERCÚRIO SEGUNDO de braço-dado com duas barcaças numa excursão à Quinta da Fonte da Vinha, Oliveira do Douro, em 05/07/1953, organizada pelo Clube Fluvial Portuense /O Comercio do Porto/.


O data-base daqueles dois rebocadores não foi encontrado, no entanto sei que o MERCÚRIO SEGUNDO foi vendido à Empresa Carbonífera do Douro, Pedorido, Castelo de Paiva, que o rebaptizou de FOJO, e que em conjunto com o PEJÃO conduziam os típicos “rabões” da frota negra do Douro entre as minas do Pejão e o porto comercial do Douro, com carvão extraído daquelas minas para embarque nos navios costeiros que o transportavam para as fábricas de cimento de Alhandra ou Outão. A ultima vez que vi o FOJO, estava ele semi-submerso e muito danificado, no lugar do Freixo, onde hoje se encontra a Marina do Freixo. Campanhã, isto em finais da década de 70, e possivelmente deve ter sido desmantelado nesse local.
Quanto ao MORAES foi vendido à TINITA, talvez por volta de finais da década de 70, e cheguei a vê-lo no porto de Viana do Castelo em 1989. 
Fontes: F. Cabral.
Rui Amaro

quinta-feira, 7 de março de 2013

“MONTE CRASTO” – UMA MODERNA UNIDADE DE REBOQUE E SALVAMENTO FOI POSTA NO ANO DE 1963 AO SERVIÇO DOS PORTOS DO DOURO E LEIXÕES


O MONTE CRASTO na doca nº 1 do porto de Leixões no dia da sua inauguração. / jornal O Primeiro de Janeiro /.

O MONTE CRASTO saindo do porto de Leixões em 16/06/1967 / foto de Rui Amaro /.

A frota flutuante da A.P.D.L. foi aumentada com o potente e moderno rebocador MONTE CRASTO – a primeira das duas unidades previstas no 2º Plano de Fomento para serviços das instalações portuárias de Leixões, dotada de equipamento para salvamento, combate a incêndios e outros meios de salvamento quer nos portos do Douro e Leixões, quer no alto-mar.
O MONTE CRASTO foi construído para obter a mais alta classificação do Lloyd’s Register of Shipping. Possui - como equipamentos electrónicos – radar, radiotelefone, V.H.F. e sonda eléctrica. Para combate a incêndios, tem instalado no tecto da ponte uma agulheta canhão capaz de lançar um jacto de água com um alcance de cerca de oitenta metros.
Destinado a esgotar outras embarcações, o MONTE CRASTO está equipado com sistema de esgoto exterior para salvamento, constituído por duas bombas com a capacidade de 80 t/hora cada uma. E, além dos meios de salvação normais neste tipo de navio, existem a bordo duas jangadas pneumáticas para serviço de salvamento.
Como principais características, tem o MONTE CRASTO 27,92m cff, de 139,09 tb. O equipamento de propulsão é composto por um motor de 875 BHP, um acoplamento hidráulico e um redutor inversor, com possibilidades de duas velocidades a vante, sendo a primeira a velocidade de reboque e a segunda a velocidade em marcha livre.
No caso da sua entrada em serviço, houve uma visita a bordo das entidades oficiais, dos organismos ligados aos serviços marítimos e dos representantes dos órgãos de informação. O rebocador MONTE CRASTO embandeirado e arco – como aliás a restante frota dos rebocadores da A.P.D.L., constituída pelo VANDOMA, MONTE GRANDE e MONTALTO – estacionava junto dos cabeços da doca nº 1, do lado de Leça da Palmeira.
Entre outras pessoas presentes encontravam-se os srs.: Antão Santos da Cunha, presidente do conselho de Administração da A.P.D.L., acompanhado dos vogais srs. João Cerveira Pinto e Fernando Moreira; eng Henrique Schreck, director-geral; eng. Alberto Leão, director dos serviços de exploração; eng. Veiga de Faria, vice presidente da Câmara Municipal do Porto; eng. Fernando Pinto de Oliveira, presidente da Câmara Municipal de Matosinhos; António Rodrigues da Rocha, vice presidente da Câmara Municipal de V. N. de Gaia; comandante Carlos da Fonseca, capitão do porto de Leixões, Carlos Lello, da Associação Comercial do Porto; dr. Jorge da Fonseca Jorge, delegado do I.N.T.P. e outras entidades.

O MONTE CRASTO da Sociedade Cooperativa dos Catraeiros do Porto de Lisboa, navegando no estuário do Tejo em 2003 / foto de autor desconhecido - transmitida por Nuno Bartolomeu, de Almada /.

Após a cerimónia da bênção, efectuada cerca das 15h00 pelo pároco de Leça da Palmeira, seguiu-se uma visita às instalações do MONTE CRASTO, cujo custo ascendeu a 8.000 contos. Além da sua óptima construção, verifica-se um especial cuidado nos pormenores de acabamento. Na concepção geral daquela unidade – cujo projecto é da autoria do eng. construtor naval, capitão de fragata Rogério de Oliveira – não foi esquecida a comodidade da sua tripulação, a qual dispõe de esplendidas acomodações, dotadas de eficiente ventilação forçada, e decoradas por forma a dar-lhes um ambiente acolhedor.
Embora o tempo chuvoso não fosse propicio a um passeio de mar fora da barra, com os convidados a bordo, o MONTE CRASTO não deixou de dar as suas provas, sob as ordens do experimentado mestre Sr. Idalino Moura dos Santos. As manobras foram acompanhadas com muito interesse, e todas elas foram feitas da ponte, onde existe, ao lado da roda do leme, um painel de comandos que permite comandar o reductor-inversor e o motor principal.
O MONTE CRASTO deu uma volta pelo anteporto e pelas docas nºs 1 e 2 sem atingir a velocidade de serviço carregado, que é de 11 nós, embora possa desenvolver maior velocidade. Durante o curto percurso de navegação, a moderna unidade de reboque e de valorização portuária foi saudada e correspondeu aos apitos e sereias com os sinais de bordo. Pelas 16h00, o MONTE CRASTO que foi construído nos conceituados Estaleiros Navais de Viana do Castelo, atracara à doca nº 1, do lado de Leça da Palmeira, onde depois esteve patente à visita do público.

O MONTE CRASTO demanda o porto de Leixões em 22/07/1967 rebocando o vapor DENIS da Booth Line, de Liverpool, com avaria da máquina / foto de Rui Amaro /. 

MONTE CRASTO (RE-1), Registo Leixões L-980/ cff 27,92m/ boca
7,18m/ pontal 3,60m/ 139,09tb/ 24,43tl/ máquina 875HP/ 14nós/ calado 3,6m; 1963 entregue pelos ENVC – Estaleiros Navais de Viana do Castelo, Viana do Castelo à A.P.D.L. – Administração dos Portos do Douro e Leixões, Porto; 1969 MONTE CRASTO, Sociedade Cooperativa dos Catraeiros do Porto de Lisboa; 2004 devido à dissolução do seu armador, foi entregue a sucateiros com estaleiros em Alhos Vedros onde foi demolido em 2008.
Fontes: Jornal O PRIMEIRO DE JANEIRO, A.P.D.L, Nuno Bartolomeu.
Rui Amaro

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ATTENTION. If there is anyone who thinks they have “copyrights” of any images/photos posted on this blog, should contact me immediately, in order I remove them, but will be sadness. However I appeal for your comprehension and authorizing the continuation of the same on NAVIOS Á VISTA, which will be very much appreciated.