segunda-feira, 29 de abril de 2013

UM NAVIO CHEIO DE AZARES





Navio-motor Polaco DZIERZYNSKI/ imo 5611420/ 170m/ 12.636tb/ 2 hélices/ 17,5 nós; 30/12/1939 lançado á água pelo estaleiro Burmeister and Wain Maskin and Skibsbygerri, Capenhaga, como ADELAIDE STAR (1) por encomenda da Blue Star Line, Ltd, Londres, e entretanto tomado pelos Alemães; 06/11/1940 entregue pelo mesmo estaleiro como SEEBURG e disponibilizado à companhia Hamburg America Line, Hamburgo, tendo sido empregue como navio depósito para submarinos; 19/11/1940 quando se encontrava em Gotenhafen (actual Gdynia) utilizado como navio de apoio a submarinos e de prática de tiro ao alvo da 27ª flotilha de submarinos, a 02/12/1944 foi torpedeado pelo lancha torpedeira Soviética SC407N ao largo de Heistevnes, golfo de Danzig; 1952 posto a flutuar pelos Polacos, que o vararam numa praia de Gdynia; 1955 reparado pelos estaleiros de Gdynia e entregue à Polish Ocean Lines, que o rebaptizou de DZIERZYNSKI, e passou a operar no serviço do Extremo Oriente; 16/09/1963 enquanto em rota de Xangai, Antuérpia e Gdynia colidiu com o vapor Grego FOULI, 1948/ 56m/ 692tb, ao largo de Ouessant; Arribou a Brest para vistoria e reparações provisórias; À sua chegada a Flushing, foram realizadas novas reparações e uma válvula com defeito reparada também; Em Antuérpia o DZIERZYNSKI embateu no molhe de Badouin lock, o que causou que a válvula colapsasse e a casa das máquinas ficasse inundada, tendo sido de seguida encalhado em Lillo, e na maré vazante novo acidente surgiu na porão nº 1; 01/10/1963 foi posto de novo a flutuar e rebocado para Liefenshoek, onde encalhou novamente junto da bóia nº 92, tendo-se alquebrado em duas metades, e ficou condenado e as duas partes foram levadas para Antuérpia para demolição. Triste sorte do navio-motor DZIERZYNSKI, que em 1955 escalava Leixões.
Fontes: Blue Star on the Web, Miramar Ship Index.
Imagem: Photo purchased in the 60’s together with a substantial lot of ship’s photos from © A. Duncan, Gravesend, Kent – my collection.
Rui Amaro

ATENÇÃO: Se houver alguém que se ache com direitos sobre as imagens postadas neste blogue, deve-o comunicar de imediato. a fim da(s) mesma(s) ser(em) retirada(s), o que será uma pena, contudo rogo a sua compreensão e autorização para a continuação da(s) mesma(s) em NAVIOS Á VISTA, o que muito se agradece.
ATTENTION. If there is anyone who thinks they have “copyrights” of any images/photos posted on this blog, should contact me immediately, in order I remove them, but will be sadness. However I appeal for your comprehension and authorizing the continuation of the same on NAVIOS Á VISTA, which will be very much appreciated.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

CACHORRO “EMBARCADIÇO” VIROU “CAMINHANTE PEDESTRE”


Cais de Gaia, rio Douro, década de 60 / postal ilustrado - colecção do autor do blogue /. 


Nos primeiros anos da década de 60 atendi no cais de Gaia, rio Douro, como empregado da agência consignatária, um navio de nacionalidade Holandesa de carreira regular, cujo capitão trazia a bordo o seu cão de estimação. Não sei pormenores sobre a sua raça, sei que era um cão bastante corpulento de cor branca, bastante felpudo.
Antigamente era normal ver-se cães postados nos cais junto à borda dos navios, mais propriamente perto da cozinha, e de vez em quando lá vinha um naco de comida arremessado pelo cozinheiro, que em pouco tempo era devorado, e alguns chegavam mesmo a entrar a bordo e procurar a cozinha.
Ora o nosso cão “embarcadiço” costumava saltar para terra, e sem mais nem menos lá saia a portaria do cais acompanhando os amigos canídeos de ocasião, e de vez em quando retornava ao seu lar e em todas as escalas do navio nunca faltou à largada, e quando se atrasava, o capitão fazia soar a sirene do navio e lá vinha ele muito ofegante a correr para bordo e depois de uma boa repreensão la se refugiava no seu cantinho.
À atracação lá estava ele debruçado no castelo da proa a ladrar, como que a chamar os amiguinhos, e estes lá apareciam a ladrar numa correria desenfreada como a convidá-lo para um passeiozito.
Acontece que numa certa largada, já muito perto da maré e com piloto a bordo, o cachorro não aparecia, e o capitão bem acionava a sirene, mas o seu “tripulante” não se fazia chegar. Procurou-se pelas redondezas e cães nem vê-los. Pergunta-se aqui e ali, e nada!
Entretanto, o piloto avisou o capitão, que não podia esperar mais, devido â maré, e como tal o navio teve de largar, e por azar nessa viagem, contra o usual não escalava Leixões para completar o carregamento, pois iria directo a Vigo, e ainda sairia de lá no mesmo dia, perto da meia-noite.
Pediu-se ao pessoal do cais e à vizinhança, caso o vissem para avisar a agência, e passaram-se os dias e nada. O navio além de Vigo escalava Dover, Anvers e Roterdão, seu porto de registo. A viagem levaria à volta de oito dias.
Muito estupefacta ficou toda a gente no cais de Gaia, quando passados quinze dias, vindo de Lisboa, o navio atracava aquele cais, e o cachorro “embarcadiço”, lá vinha ele à proa farto de ladrar, e os colegas em terra a responder-lhe.
O certo, é que o capitão quando chegou a sua casa, bastante distante de Roterdão, teve uma recepção inesperada lá estava o seu cão mascote, à sua espera.
Na altura da largada, não havia qualquer navio no Douro ou Leixões, que fosse para a Holanda e camiões TIR, nem se quer haviam.
O cachorro de “embarcadiço” deve-se ter virado “caminhante pedestre”, e como tal sentindo que o seu navio já deixara o porto do Douro, há que por patas ao caminho, e tudo levou a crer que assim fosse, pois quando do aparecimento imprevisto em casa dos seus donos, na Holanda, encontrava-se muito fatigado, sujo e esfomeado.
Agora um cachorro, por muito robusto que seja, fazer uma caminhada do Porto à Holanda em menos de oito dias, parece inacreditável, mas pelos vistos ocorreu mesmo!
Rui Amaro
  
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sexta-feira, 12 de abril de 2013

RECORDANDO O BATELÃO “GIBRALTINA”



 O batelão GIBRALTINA amarrado na Carbonifera, rio Douro, 1958 /foto F, Cabral, Porto/.


O batelão MAIORCA sai a barra do Douro, sob mar de andaço e barra assoreada, conduzido pelo rebocador FALCÃO PRIMEIRO em 12/01/1972 /Foto Rui Amaro/.


Os batelões MAIORCA e GIBRALTINA na doca do poço do Bispo, a aguardar ida para Alhos Vedros em 1998 /foto de autor não identificado e gentilmente transmitida por Nuno Bartolomeu, Almada/.

Batelão GIBRALTINA, ff 43,91m/ boca 09m/ pontal 03,03m/ 397,91tb/ 361,12tl/ 1.090ct/ 710dwt/ calado 9’-11’/ cabinado à ré c/ roda de leme/ 2 porões cobertos com travessas de madeira/ lotamento 8 homens no tráfego costeiro e 4 no fluvial; 1923 construído na Alemanha; 1947 reconstruído pelos Estaleiros Navais de S. Jacinto, Aveiro, para Pascoais Unidos Lda., Matosinhos/Porto, passando, juntamente com o batelão CANTANHEDE e COSTA NOVA, a operar no tráfego costeiro entre Setúbal e o Douro, ambos rebocados pelo rebocador MARIALVA, do mesmo armador, no transporte de cimento ensacado da Companhia Secil e no retorno levando carvão em pó da Empresa Carbonífera do Douro para aquela cimenteira do Outão; 03/06/1954 GIBRALTINA, Sofamar – Soc. de Fainas de Mar e Rio, Lisboa, continuando no mesmo trafego e mais tarde, depois do fatídico naufrágio do rebocador MARIALVA e dos batelões CANTANHEDE e MICAELENSE, passou a transportar ferro da Siderurgia do Seixal, juntamente com o batelão JOÃO DIOGO, ex vapor ZÉ MANEL, e o moderno MAIORCA para o Douro e Leixões, ambos rebocados pelo reconstruido rebocador FALCÃO 1º, também da Sofamar. E se bem me lembro, fez algumas viagens conduzido pelo SOURE e também pelo FOZ DO VOUGA; 1972 GIBRALTINA transferido para o tráfego fluvial no rio Tejo, e os dois porões passaram a ser cobertos com encerados, passando a tripulação a ser composta por um mestre e dois marinheiros, fazendo o transbordo entre os grandes graneleiros fundeados no Mar da Palha e a muralha; 1977 ETE – Empresa de Trafego e Estiva SA, Lisboa, que o empregou no mesmo trafego fluvial; 1987 encostou ma doca do Poço do Bispo juntamente com outras unidades do armador; 1998 foi vendido a sucateiros de Alhos Vedros. Rio Tejo, para desmantelamento.
Fonte: Lista Nac. da Marinha Mercante – 1963 ; Nuno Bartolomeu, Almada
Rui Amaro

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segunda-feira, 1 de abril de 2013

REBOCADOR ENGº VON HAFFE


Rebocador ENGº VON HAFFE saindo do porto de Leixões em 05/06/1965 /Rui Amaro/.


Rebocadores COMANDANTE ROCHA E CUNHA e ENGº VON HAFFE na doca de Sto. Amaro, Lisboa, em 1974, a aguardar comprador /autor desconhecido - transmitida por Nuno Bartolomeu, Almada/.


Rebocador COMANDANTE ROCHA E CUNHA na Figueira da Foz em 05/10/2010 /José Rui Amaro/


Rebocador ENGº VON HAFFE, 23,83m/ 78,5tb/ 396hp; 1950 foi entregue pelos Estaleiros Navais de São Jacinto, São Jacinto, Aveiro, à SH – Direcção Geral dos Serviços Hidráulicos e Eléctricos. EP, Lisboa, empresa que se ocupava de serviços de obras e dragagens marítimo-portuárias; 1974 +- encostou na doca de Santo Amaro, porto de Lisboa, para venda; 1975 ENGº VON HAFFE, Sociedade Navegadora Bolinhas & Bolinhas, Lisboa; 1990 ENGº VON HAFFE, Fluvial Sado, Setúbal; Meados da década de 90 foi vendido a sucateiros e desmantelado em Setúbal. Rebocador gémeo: COMANDANTE ROCHA E CUNHA, pertencente à Consulfoz SA, Figueira da Foz.
Rebocadores da SH que conheci, e que operavam também nos portos do norte do país: MONDEGO, SETUBAL, SADO, GUADIANA, RIO CAIA, ENGº VON HAFFE, COMANDANTE ROCHA E CUNHA, VALE DO GAIO e VALE DE CAMPILHAS.


Fontes: Internet
Rui Amaro

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