sábado, 7 de dezembro de 2013

SAUDAÇÕES FESTIVAS

(GREETINGS OF THE SEASON)

2013 / 2014

Paquete Português VERA CRUZ / postal oficial editado pela CCN – autor Gordon Ellis /.

BOAS FESTAS E FELIZ ANO NOVO

AUGURI DI BUON NATALE E FELICE ANNO NUOVO

MERRY CHRISTMAS AND HAPPY NEW YEAR

FELICES PASCUAS Y PROSPERO ANO NUEVO

JOYEUX NOEL ET MEILLEURS VOEUX DE NOUVEL ANNÉE

EIN PROHES WEINACHTSFEST UND EIN GUTS NEUES JAHR


RUI AMARO – PORTO – PORTUGAL

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

ARRASTÕES BACALHOEIROS PELA POPA “LUIS FERRREIRA DE CARVALHO” E O “JOÃO ÁLVARES FAGUNDES” (2)

O LUIS FERREIRA DE CARVALHO no porto de St. John's, NF, 1986 / autor Tom Hardy - Facebook BACALHOEIROS DE PORTUGAL /.

O LUIS FERREIRA DE CARVALHO largando do porto de Lisboa, para a sua primeira campanha aos Grandes Bancos da Terra Nova e Gonelândia em finais de 1969 / autor desconhecido - passada gentilmente por Nuno Bartolomeu, Almada /. 

O LUIS FERREIRA DE CARVALHO â chegada ao porto de Leixões em1981 / autor desconhecido - passada gentilmente por Nuno Bartolomeu, Almada /. 

O LUIS FERREIRA DE CARVALHO fundeado frente ao cais da SNAB, Giinjal, Cacilhas, em 1986 / autor desconhecido - passada gentilmente por Nuno Bartolomeu, Almada /. 

Os gémeos ELISABETH e LUIS FERREIRA DE CARVALHO no "laid up" na Gafanha da Nazaré. aguardando comprador em 1985 / autor desconhecido - passada gentilmente por Nuno Bartolomeu, Almada /. 

LUIS FERREIRA DE CARVALHO
Arrastão de popa Português LUIS FERREIRA DE CARVALHO, imo 7000732/ LX-62-N/ 84,8m cff/ 75,9 lpp/ 2.390tab/ 2.174dwt/ 05,16m calado/ 1xdiesel Cooper Besssemer 1945 ??. 8 cil./ 300rpm/ 1 hélice/ 15,5nós/ ____quintais; 08/09/1969 entregue pelos ENVC - Estaleiros Navais de Viana do Castelo, Viana do Castelo, à SNAB – Sociedade Nacional dos Armadores de Bacalhau, Lisboa; 1985 transferido para Aveiro em situação de “laid up”; para desmantelamento pelo estaleiro de sucatas Antonio Coldas. Navios gémeos: Elisabeth (2), João Alvares Fagundes (2), Praia de Santa Cruz, Praia da Comenda.

O JOÃO ALVARES FAGUNDES no porto de Aveiro / autor desconhecido - Bacalhoeiros de Portugal /.

O JOÃO ÁLVARES FAGUNDES (2) manobrando na doca sêca Eng, Duarte Pacheco, Viana do Castelo, 1973 / Autor desconhecido - Lugar de Real /.

O JOÃO ÁLVARES FAGUNDES no "laid up" na Gafanha da Nazaré em 1994, aguardando comprador /  autor desconhecido - passada gentilmente por Nuno Bartolomeu, Almada /.   

JOÃO ÁLVARES FAGUNDES (2)
Arrastão de popa Português JOÃO ÁLVARES FAGUNDES (2), imo7311862/ LX-70-N/ 84,8m cff/ 75,9 lpp/ 2.415tab/ 1.980dwt/ 05,81 calado/ 2xdiesel Atlas Mak tipo 8M452AX 1972 8 cil./425tpm/ 1 hélice/ 15,5 nós____quintais; 10/12/1973 entregue pelos ENVC - Estaleiros Navais de Viana do Castelo, Viana do Castelo, à SNAB – Sociedade Nacional dos Armadores de Bacalhau, Lisboa; 1995 desmantelado em qualquer estaleiro de sucatas desconhecido em algures em qualquer porto de Portugal. Navios gémeos: Elisabeth (2), Luis Ferreira de Carvalho, Praia de Santa Cruz, Praia da Comenda.

O JOÃO ÀLVARES FAGUNDES (1) demandando o porto de Leixões, década de 50. Por fora dos farol do Esporão distingue-se a famosa draga PORTO, que foi adquirida com dádivas da população da cidade Invicta, com o fim de realizar dragagens sucecivas da barra do Douro e porto de Leixões. / (c) Foto Mar. Leixões /.

Existiu um outro arrastão bacalhoeiro ostentando o mesmo nome, cujos detalhes se seguem: Arrastão clássico lateral JOÃO ÁLVARES FAGUNDES (1), imo 5527231/ 71,45m/ 1.270tab/ 08nós/ 18.208 quintais; 07/1945 entregue pelos estaleiros da CUF (Rocha), Lisboa, à SNAB - Sociedade Nacional dos Armadores de Bacalhau, Lisboa; 18/03/1965 naufragou ao largo da costa do Labrador por colisão do arrastão Islandês NARFI, perecendo um pescador Português.
Fontes: Ricardo Matias, Nuno Bartolomeu, Miramar Ship Index.
Rui Amaro

ATENÇÃO: Se houver alguém que se ache com direitos sobre as imagens postadas
neste blogue, deve-o comunicar de imediato. a fim da(s) mesma(s) ser(em) retirada(s), o que será uma pena, contudo rogo a sua compreensão e autorização para a continuação da(s) mesma(s) em NAVIOS Á VISTA, o que muito se agradece.
ATTENTION. If there is anyone who thinks they have “copyrights” of any images/photos posted on this blog, should contact me immediately, in order I remove them, but will be sadness. However I appeal for your comprehension and authorizing the continuation of the same on NAVIOS Á VISTA, which will be very much appreciated.

sábado, 30 de novembro de 2013

PAQUETE PORTUGUES “GUINÉ” (2) EX "SAN MIGUEL"

 Paquete GUINÉ (1) da CCN, ex LA PLATA, ex PELOTAS / autor desconhecido - colecção F. Cabral, Porto /.legenda alterada de acordo com as duas últimas mensagens. 

Paquete GUINÉ (2) durante a 2ª guerra mundial ostentando os sinais de navio neutro Português / autor desconhecido - colecção F. Cabral, Porto /.

Paquete GUINÉ (2)  pintado com as novas cores da CCN / autor desconhecido - colecção F. Cabral, Porto /.

Paquete SAN MIGUEL durante a 1ª guerra mundial, mostrando-se com pintura de camuflagem / autor desconhecido - Página Açores 1914/18 - Memórias da História 

Patrulha NRP AUGUSTO DE CASTILHO / autor desconhecido - colecção F. Cabral, Porto /

Submarino Alemão U-139 / U-Boat Net /.

Paquete Português GUINÉ (2), imo 5602521/ 96m/ 2.557gt/ dois hélices/ 12nós/ 135 passageiros; 04/ 1905 entregue por Sir Raylton, Dixon & Co., Ltd., Middleborough, como SAN MIGUEL à Empresa Insulana de Navegação, Lisboa; 23/03/1918, enquanto em trânsito Funchal/Ponta Delgada, transportando 206 passageiros, escoltado pelo patrulha NRP AUGUSTO DE CASTILHO, que foi originalmente o arrastão bacalhoeiro ELITE, construído em 1909/ 48,76m/ 801tb/ 09nós/ propulsionado por uma máquina alternativa de vapor com a potência de 704 HP, que havia sido mais antigo arrastão bacalhoeiro Português e mais tarde passou para a pesca do Cabo Branco; 13/06/1916 foi requisitado pela Marinha de Guerra Portuguesa, e inicialmente foi equipado com uma peça de artilharia de 47 milímetros Hotchkiss. Mais tarde, também foi montada uma segunda peça, um retiro e mais tarde o jogo de frente foi substituído por um Hotchkiss de 65 milímetros. Na patrulha marítima, o NRP AUGUSTO DE CASTILHO teve uma série de encontros com submarinos Alemães. A 23/03/1918, durante a saída do porto de Lisboa para o Funchal, comandado pelo primeiro-tenente Augusto Teixeira de Almeida, escoltando o paquete LOANDA, abriu fogo a cerca de 500m contra um submarino inimigo que de imediato escapou-se submergindo. A 21/08/1918, navegava ao largo da costa de Cabo Raso, comandado pelo primeiro-tenente Fernando de Oliveira Pinto, atacou com artilharia, disparando contra um grande submarino Alemão que desapareceu rapidamente. A 14/10/1918, enquanto navegava do porto do Funchal para  Ponta Delgada, comandado pelo primeiro-tenente José Botelho de Carvalho Araújo, o NRP AUGUSTO DE CASTILHO escoltava o paquete SAN MIGUEL, propriedade da Empresa Insulana de Navegação, que por sua vez era comandado pelo capitão Moniz Caetano de Vasconcelos e transportava 206 passageiros e muitas toneladas de carga diversa. Ao início da manhã, os dois navios Portugueses, foram avistados pelo submarino Alemão U-139, que tentou alcançar o paquete, o submarino não conseguiu porque o destemido NRP AUGUSTO DE CASTILHO se interpôs entre o U-139 e o seu protegido SAN MIGUEL.
Na batalha desigual que se seguiu, e que incrivelmente durou mais de duas horas, perdeu a vida o heroico comandante Carvalho Araújo, que fora atingido pelo último disparo Alemão, e outros seis elementos da sua guarnição de 42 homens.
A desproporção de poder era tão grande que o resultado da luta foi traçada apenas desde o início, a olhar para o potencial ofensivo de cada um dos adversários.
O navio patrulha Português, com duas peças de artilharia Hotchkiss, com um calibre de 65 milímetros. e outra de 47 milímetros, enquanto o submarino U- 139, era um dos maiores e mais modernos da Marinha Imperial Alemã, e estava equipado com duas peças de artilharia de 150 milímetros e seis tubos lança torpedos.
O paquete SAN MIGUEL tinha aumentado a sua velocidade ao máximo e por outro lado a coragem e tenacidade do comandante Carvalho Araújo, de colocar o seu navio entre o submarino e o paquete, este chegou a Ponta Delgada com seus 206 passageiros e os seus 54 tripulantes ilesos e suas muitas toneladas de carga intacta.
No NRP AUGUSTO DE CASTILHO as munições esgotaram-se e como tal foi forçado a render-se, sem que no combate seus artilheiros também atingissem o submarino, que sofreu avarias graves. Os Alemães após a rendição conseguiram saquear tudo que puderam do NRP AGUSTO DE CASTILHO, e foi afundado com cargas de demolição colocadas a bordo pelos Alemães. Talvez o seu destino tivesse sido outro, se os navios Portugueses, durante a guerra, tivessem sido equipados com peças de artilharia de maior calibre, como em várias ocasiões, afirmaram vários comandantes.
O comandante do submarino era Lothar von Arnauld de la Perière, com 194 navios e 453.716 toneladas de arqueação brutas afundadas. Ele foi o ás de submarinos de maior sucesso de sempre.
36 sobreviventes alojados num barco salva-vidas danificado e numa jangada improvisada, comandados pelo guarda-marinha Armando Ferraz, imediato do patrulha, chegaram à Ponta do Arnel, Ilha de São Miguel, a 20/10/1918, após 48 horas do desfecho do combate.
Em 1920, o relatório do comandante do U-139, onde teceu grande elogio à coragem do comandante Carvalho Araújo, um facto, que aparentemente permitiu que o Parlamento Português concedesse uma pensão à sua viúva de valor significativo.
1930 GUINÉ, Companhia Colonial de Navegação, Lisboa, que a empregou na carreira Lisboa/Las Palmas/ Ilhas de Cabo Verde/Guiné Portuguesa; durante a 2ª guerra mundial fez algumas viagens aos portos da costa leste dos EUA; 07/03/1950 chegava a Barrow para desmantelamento.
Fontes: Miramar Ship Index, U boat Net, Militaryphotos Net.
Rui Amaro

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sexta-feira, 29 de novembro de 2013

VAPOR PORTUGUÊS “LUANGO”

Três imagens do vapor Português LUANGO no porto de Lisboa, no pós-guerra 1939/45 

Vapor Português LUANGO, imo 1121056 / 107m/ 3.252tb/ 10 nós; 08/1905 concluído por Earle’s Shipbuilding & Co., Ltd., Hull, como VIGO para T. Wilson, Sons & Co., Ltd., Hull, 1917 VIGO, Ellerman’s Wilson Line, Ltd., Hull; 1927 ARCANGELO, A. Giuffrida A. Carmelo, Catania; 03/1929, enquanto em trânsito Antwerp / Puerto Nuevo, Argentina, sofreu naquele último porto uma explosão e ficou meio submerso, bloqueando o tráfego portuário. Em quatro semanas, foi posto a flutuar pela Cia, Anonima de Navigación Miahnovich Lda, Buenos Aires, que acabou por adquirir o navio num leilão, tendo-o reparado; 1930 ARCANGELO, Cia. Anonima de Navegación Miahnovich Lda, Buenos Aires; 1933 INSPECTOR BENEDDETI, Cia. Anonima de Navegacón Miahnovich Lda, Buenos Aires; 1941 numa das suas viagens de Buenos Aires para Baltimore foi surpreendido por uma violenta tempestade ao largo do Rio Grande do Sul, costa Brasileira. O INSPECTOR BENEDDETI rolava descontroladamente, as ondas arrancavam pedaços da superestrutura, incluindo antenas da radiotelegrafia. O navio evolucionava perigosamente, estava a sofrer os estragos do mar e o leme estava avariado. O capitão Luis A. Brau deu ordens para a tripulação ir para as baleeiras salva-vidas, mas uma com nove homens a bordo recebeu um impacto tão grande de ondas, que se afundou imediatamente com todos os seus ocupantes. O resto da tripulação foi capaz de lançar uma jangada ao mar e salvou-se.
 A tripulação foi resgatada pelos seguintes navios: paquete Espanhol CABO DE HORNOS, cruzador auxiliar Britânico HMS ASTURIAS e pelo vapor Britânico LYNTON GRANGE. O INSPECTOR BENEDDETI suportou. à deriva, durante quatro dias enormes ondas, conquanto tivesse a infelicidade de bater na penedia, mas sem problemas de maior e contudo pode ser, entretanto resgatado e levado para um porto. Com a intervenção dos rebocadores foi possível rebocá-lo para Buenos Aires; 1942 LUANGO, Companhia Colonial de Navegação, de Lisboa, que o comprou, embora já bastante antigo, para fazer face à falta de transportes marítimos devido à 2ª guerra mundial; 1949 LUANGO, Júlio Custódio, Lisboa, que o adquiriu com a intenção de vender para sucata; 1949 CAPETAN LEFTERIS, Cia. Naviera Elgeval SA, Panamá; 11/02/1959 chegou a Sakai, no Japão, para desmantelamento.
Fontes: Miramar Ship Index, Histamar.
Fotos: Autor desconhecido - coleção F. Cabral, Porto.
Rui Amaro

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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

A PERDA DO NAVIO-MOTOR ESPANHOL “JUANITA DE CHACARTEGUI”, QUE ENCALHARA NO CABO RASO

Imagens do encalhe do JUANITA DE CHACARTEGUI, distinguindo-se por perto o COMANDANTE PEDRO RODRIGUES /imagens do Jornal de Noticias /.

24/06/1961 – Segundo tudo indica, o cabo Raso acaba de fazer uma nova vítima, o navio-motor Espanhol JUANITA DE CHACARTEGUI, de 396 toneladas brutas, anteontem encalhado naquela zona onde, há anos o paquete Inglês HILDEBRAND encontrou, também o seu fim.
Nas primeiras horas que se seguiram ao encalhe, ainda houve esperanças de salvar o navio, mas depois verificou-se que ficara profundamente encravado, de proa, entre duas rochas, ainda em mais outros dois recifes, aguçados como os primeiros, que furaram o navio.
Primeiramente o JUANITA DE CHACARTEGUI ficou de proa à terra, mas durante a noite de anteontem para ontem, o mar, que esteve, no entanto, calmo, fez rodar a popa em direcção a terra, até ficar a poucos metros da costa. Esta rotação deve ter tido péssimas consequências para os rombos da proa do navio, que fez, deste modo, uma rotação de quase cento e oitenta graus com os bicos das rochas metidos no casco. Aliás, depois desta mudança, o navio ficou adornado, o que até aí não se verificara.
Quando o rebocador da AGPL, SERRA DE PORTALEGRE chegou ao local, pelas 23h30, o navio Espanhol estava já inundado e de tal modo que de nada serviria tentar pô-lo a navegar novamente. O rebocador só ali chegou aquela hora pelas simples razão de que o pedido formal de socorro só foi apresentado na secção adequada da AGPL, pelas 20h30, ou seja cerca de quatro horas depois do encalhe, e como havia serviço no porto a atender, teve de se esperar pela vinda do SERRA DE PORTALEGRE que esteve a trabalhar na recolha dos destroços do quadrimotor a jacto que caiu ao largo da Fonte da Telha, para poder mandá-lo, depois, dar assistência ao navio sinistrado.
Parte da carga do navio – 3.000 contos de bacalhau comprado pelo Grémio dos Armazenistas de Mercearia – já está inundada, e os tanques de combustível, ficaram também arrombados.
Os representantes em Lisboa dos armadores do navio tentarão, agora, recuperar ainda alguma carga e o que puderem do equipamento do JUANITA DE CHACARTEGUI, enquanto os catorze homens da tripulação foram já desembarcados, juntamente com os seus haveres.


O  RMS HILDEBRAND encalhado no lugar dos Oitavos, perto do cabo Raso, a 25/09/1957 / imagem do Século Ilutrado /.

COMENTÁRIOS DO ENCALHE
A zona do cabo Raso com as suas rochas que se estendem pelo mar dentro, à flor da água ou a pequena profundidade e por largos metros, é, de facto, perigosa: e mais ainda quando cai o nevoeiro, como sucedia no momento do encalhe do JUANITA DE CHACARTEGUI e do HILDEBRAND.
No entanto, toda a gente sabe, perfeitamente, pelo menos os que estão ligados à navegação, que assim é, e trona-se difícil de compreender que uma zona reconhecidamente perigosa e, aliás, dotada de um farol com sinais de nevoeiro, continua a causar vitimas.
Quando se deu o encalhe do paquete HILDEBRAND, da Booth Line, de Liverpool, falou-se de possíveis e estranhos desvios que as agulhas magnéticas poderiam sofrer naquela zona, mas a verdade é que os navios modernos dispõem de agulhas giroscópicas que não são sensíveis a influências.
Agora, com o JUANITA DE CHACARTEGUI, foi afirmado pelo seu capitão, sr. Fernando Bilbau, que segundos antes do encalhe observou a sonda eléctrica e esta acusava algumas dezenas de metros de profundidade; e o capitão só soube onde se encontrava quando a proa enfiou pelas pedras. Isto sugere que, a bordo do JUANITA DE CHACARTEGUI, no momento do acidente, não se fazia grande ideia da posição do navio, doutro modo, não teria ele vindo tão direito ao perigo.
O capitão Fernando Bilbau, em declarações aos jornalistas, lançou a responsabilidade do facto de o navio não ter sido salvo por causa do atraso com que chegou ao local o rebocador SERRA DE PORTALEGRE.
Este atraso teria resultado da circunstância de não haver sido compreendido o primeiro pedido de socorro que capitão Espanhol enviou, pela rádio, para a Rádio Naval de Cascais. No entender do capitão Fernando Bilbau, quando o SERRA DE PORTALEGRE chegou ao local do encalhe, já nada podia ser feito de bom, para salvar o JUANITA DE CHACARTEGUI.

NOTA DO AUTOR DO BLOGUE
Numa das imagens distingue-se por perto o vapor/rebocador dos pilotos da barra do Tejo, o COMANDANTE PEDRO RODRIGUES, que fazia estação na baía de Cascais, e normalmente um dos dois vapores dos pilotos eram os que chegavam em primeiro lugar ao local de sinistros na área limítrofe daquela baía, até pela sua localização, e sempre atentos a qualquer emergência, por conseguinte deve ter sido o primeiro a chegar junto do encalhe, mas pelos vistos não pegou no JUANITA DE CHACARTEGUI, e será que não havia mais rebocadores da AGPL, ou mesmo de empresas privadas no porto de Lisboa?!

JUANITA DE CHACARTEGUI (1) – imo 5619486/ 50,5m/ 396tb/ 12 nós; 10/1960 entregue por Astilleros del Abra SA., Bilbau, à Naviera Francisco Chacartegui SA, Bilbau; 23/06/1961 em rota de Pasajes para Lisboa com um carregamento de bacalhau perdeu-se junto so cabo Raso por encalhe devido a nevoeiro, que então se fazia sentir.

Fontes; Jornal de Noticias, Miramar Ship Index.
Rui Amaro              

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