domingo, 29 de dezembro de 2013

REBOCADOR “MONTE DA LUZ”/ “SAFADO”

O MONTE DA LUZ demandando a barra do Douro em 03/08/1994 / Rui Amaro /.

O MONTE DA LUZ, da empresa Rebonave em fabricos no estaleiro da Setenave em 1998

O MONTE DA LUZ da empresa Rebonave em provas de mar ao largo do Cabo Espichel em 1998

O SAFADO em manobras junto do cais da Rocha, vendo-se ao fundo o rebocador PORTEL, da Rebosado, fretado à Svitzer, e ainda o navio escola Dinamarquês DANMARK, 09/1913 

MONTE DA LUZ, imo 7004732/ 25,78m/ 122,67tb/ 12,97tl/ calado 2,27m/ 2x Deutz SBA 8M528/ 2xVoith Schneider 20E/ esforço de tracção 14tons; 12/1969 entregue pelo estaleiro Argibay – Sociedade Construcções Navais e Mecânicas, Alverca do Ribatejo, à APDL – Administração dos Portos do Douro e Leixões; 29/01/1975, o MONTE DA LUZ que com outros rebocadores da APDL auxiliava as manobras de atracação do malogrado petroleiro Dinamarquês JAKOB MAERSK ao posto A do terminal de petroleiros do porto de Leixões, o qual se incendiou e se perdeu, arriscando conseguiu salvar os 2 pilotos da barra e 17 tripulantes, que sobreviveram à enorme tragédia; 1998 MONTE DA LUZ, Rebonave – Reboques e Assistência Naval SA, Setúbal; 2011 SAFADO, Lutamar – Prestação de Serviços à Navegação, Lda, Setúbal; 2011 SAFADO, Empresa Resistência, Lisboa, Grupo Lutamar; 12/2013 em serviço activo no porto de Lisboa. Rebocadores gémeos: MONTE DA LAPA e MONTE XISTO.
Em minha opinião este trio de rebocadores portuários muito funcionais são dos mais elegantes que alguma vez já vi.
Fontes: Miramar Ship Index, Nuno Bartolomeu, de Almada.
Fotos de autor desconhecido, amavelmente transmitidas por Nuno Bartolomeu, de Almada.
Rui Amaro

ATTENTION. If there is anyone who thinks they have “copyrights” of any images/photos posted on this blog, should contact me immediately, in order I remove them, but will be sadness. However I appeal for your comprehension and authorizing the continuation of the same on NAVIOS Á VISTA, which will be very much appreciated.

ATENÇÃO: Se houver alguém que se ache com direitos sobre as imagens postadas neste blogue, deve-o comunicar de imediato. a fim da(s) mesma(s) ser(em) retirada(s), o que será uma pena, contudo rogo a sua compreensão e autorização para a continuação da(s) mesma(s) em NAVIOS Á VISTA, o que muito se agradece.

sábado, 28 de dezembro de 2013

VAPOR PORTUGUÊS “LUGELA” (1)

O LUGELA algures em qualquer porto da Africa Portuguesa, década de 60 / Autor desconhecido - Colecção F. Cabral, Porto /.

O LUGELA no porto de Lisboa, finais da década de 40 / Autor desconhecido - colecção F. Cabral, Porto /.

O LUGELA fundeado na bacia do porto de Leixões em 04/04/1968 / Rui Amaro /.

O LUGELA no estuário do Tejo, assistido por um rebocador de companhia (MUTELA/MAFRA) na d+ecada de 60 / Autor desconhecido . colecção F. Cabral, Porto /.

O LUGELA fundeado no mar da Palha, estuário do Tejo, aguardando comprador em 1971 / Autor desconhecido - colecção F. Cabral, Porto /.

O DORTMUND navegando no porto de Hamburgo / Autor desconhecido - colecção F. Cabral, Porto /.

Vapor Português de linha LUGELA (1), imo 5214149/ código CSKB/ 128,8m/ 5.277tb/ calado 07,73m/ 4xturbinas a vapor Blohm & Voss, de 1926, 3xfornalhas cada para pressão de 15K/cm2, potência 3.000 cavalos, 12 nós/ 53 tripulantes/ 12 passageiros; 14/10/1926 entregue por Blohm & Voss, Hamburgo, como DORTMUND à Deutsche Australische Dampfs Ges., Hamburgo; 1926 DORTMUND, Hamburg Amerika Linie, HAPAG, Hamburgo; 08/09/1939 devido ao eclodir da 2ª guerra mundial refugiou-se no porto neutro de Lourenço Marques, juntamente com outros navios Alemães, a fim de evitar ser atacado pelas forças navais inimigas; 20/05/1943 LUGELA, Companhia Colonial de Navegação, Lisboa;  Em plena guerra mundial, motivado pela falta de unidades mercantes Portuguesas e estrangeiras para fazer face à manutenção das trocas comerciais e ao abastecimento de produtos e bens essenciais à vida do país, ilhas adjacentes e colónias, foram adquiridos em segunda mão as seguintes unidades: SERPA PINTO, LUANGO, HUAMBO, BAILUNDO, LUGELA, BUZI e o minúsculo MICONDÓ pela C.C.N; SOFALA pela C.N.N. e o SETE CIDADES pela C.N.C.A. Para a compra dos navios de nacionalidade Alemã, devido à situação de guerra, teve de haver inteligente diplomacia do governo Português com “Berlim” e com os “Aliados” e sempre com uma difícil concordância daqueles beligerantes, caso da aquisição dos mais tarde denominados HUAMBO, BAILUNDO, LUGELA, BUZI, SOFALA e SETE CIDADES, os quais se encontravam refugiados e internados em portos de Moçambique, Angola e Açores, com as respectivas tripulações retidas a bordo, tendo após a sua compra sido libertadas e entregues às autoridades Alemãs em troca de prisioneiros de guerra Aliados, através de Lisboa, se bem que a aquisição do SETE CIDADES difere bastante das outras aquisições, uma vez que a sua compra foi facilitada pelos Alemães para compensar o ataque e consequente perda do CORTE REAL. O vapor ALLER, quatro mastros, recebeu o nome de SOFALA, passando à época, a ser com os seus 161m/7.957tb a maior unidade da Marinha Mercante Nacional e ainda um dos cerca de noventa maiores navios de carga a nível mundial, acima dos 150m. No que respeita ao DORTMUND passou a ser o LUGELA e foi o primeiro navio de bandeira Portuguesa, cujas máquinas eram accionadas por turbinas a vapor; 26/08/1971 depois de ter estado fundeado no mar da Palha, estuário do Tejo, à espera de comprador, chegava a Bilbao para desmantelamento em sucata.
Fontes: Miramar Ship Index, Navios Mercantes Portugueses, Internet.
Rui Amaro

ATTENTION. If there is anyone who thinks they have “copyrights” of any images/photos posted on this blog, should contact me immediately, in order I remove them, but will be sadness. However I appeal for your comprehension and authorizing the continuation of the same on NAVIOS Á VISTA, which will be very much appreciated.
ATENÇÃO: Se houver alguém que se ache com direitos sobre as imagens postadas neste blogue, deve-o comunicar de imediato. a fim da(s) mesma(s) ser(em) retirada(s), o que será uma pena, contudo rogo a sua compreensão e autorização para a continuação da(s) mesma(s) em NAVIOS Á VISTA, o que muito se agradece.

TRANSBORDADOR FLUVIAL PORTUGUÊS “LAGOS”


O LAGOS na doca de marés do porto de Viana do Castelo em fase final de acabamentos

O LAGOS atracado à estação maritima de Sul Sueste, Lisboa, em 1972 

O LAGOS numa das suas travessias do estuário do Tejo do Barreiro para Lisboa em 2003 

O LAGOS numa das suas travessias do estuário do Tejo do Barreiro para Lisboa em finais de 2003

 O LAGOS atracado à estação maritima de Sul Sueste em 2001 

Transbordador Português LAGOS, imo 7017947/ L-3626-TL/ cff 50m, boca 09,5m, pontal 03,15m, calado 02,3m/ 701tb/ 2XMAN 635bhp/ 13nós/ 1.035 passageiros; 06/1970 entregue pelos ENVC – Estaleiros Navais de Viana do Castelo, Viana do Castelo, à CP – Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses, Lisboa, para a ligação entre as estações marítimo-ferroviárias do Sul e Sueste, Lisboa, e a do Barreiro, no transporte de passageiros; 1993 LAGOS, Soflusa; 10/05/1993 entrou em “laid up” juntamente com os seus gémeos, acostando todos eles ao cais da ex Siderurgia Nacional, no rio Coina; 2004 LILIANA CARNEIRO, Baptista José Carneiro (??), São Tomé e Príncipe, que o empregou nomeadamente na linha de passageiros São Tomé e Príncipe/Libreville, Gabão e eventualmente portos de nações vizinhas, e preservou as cores da Soflusa; 17/09/2010 assaltado ao largo da Nigéria por piratas Nigerianos; 2013 continuava no tráfego activo. Gémeos: ESTREMADURA, ALGARVE, ALENTEJO, MINHO e TRÁS-OS-MONTES.


Fonte: Miramar Ship Index; ENVC; Nuno Bartolomeu, de Almada.
Fotos de autor desconhecido, transmitidas amavelmente por Nuno Bartolomeu, de Almada.
Rui Amaro

ATTENTION. If there is anyone who thinks they have “copyrights” of any images/photos posted on this blog, should contact me immediately, in order I remove them, but will be sadness. However I appeal for your comprehension and authorizing the continuation of the same on NAVIOS Á VISTA, which will be very much appreciated.
ATENÇÃO: Se houver alguém que se ache com direitos sobre as imagens postadas neste blogue, deve-o comunicar de imediato. a fim da(s) mesma(s) ser(em) retirada(s), o que será uma pena, contudo rogo a sua compreensão e autorização para a continuação da(s) mesma(s) em NAVIOS Á VISTA, o que muito se agradece.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

LEMBRANDO O NAUFRÁGIO DA EMBARCAÇÃO DE PESCA ARTESANAL “S. FRANCISCO” DE CASTELO DE NEIVA


__/__/197_, ontem de manhã, ao mar de Castelo de Neiva, a algumas centenas de metros da praia, voltou-se a embarcação da pesca artesanal S. FRANCISCO, de motor fora de borda, no qual estavam a fainar dois cunhados – Manuel Brito Coutinho Maltês, de 40 anos e António Pereira Magalhães, de 28 anos, ambos residentes no lugar de Sendim de Baixo, em Castelo de Neiva.
Os dois pescadores, lançados inopinadamente ao mar, viram-se envolvidos pelas suas artes de pesca e, entretanto, o mais novo, que sabia nadar menos, agarrou-se às pernas do familiar.
A luta pela sobrevivência foi titânica, mas o mais novo, a dada altura, desprendeu-se e desapareceu nas águas turbulentas, para não mais ser visto.
Entretanto, Manuel Brito teve a sorte de se agarrar a uma peça flutuante da embarcação e aguentou-se mais tempo, sendo recolhido por uma embarcação da praia contígua da Amorosa.
Transportado ao hospital de Viana do Castelo, ali esteve algumas horas, na sala de observações, após o que pode recolher a casa, ao princípio da tarde.
O camarada desaparecido, um Limiano, natural de Refoios do Lima, concelho de Ponte de Lima, e casado com Olívia de Brito Coutinho Maltês, deixa dois filhos, de 2 e 4 anos, e estava em vésperas de ser pai pela terceira vez.
Será de registar que este pescador estava a acabar de construir uma humilde moradia, para a qual vinha recebendo diversas ajudas do centro piscatório.
Resta acrescentar que o camarada desaparecido, era primo de Custódia Magalhães de Sousa Amaro, esposa do autor do texto, também ela uma Limiana, de Refoios do Lima, mas residente na Foz do Douro, cidade do Porto.
Fonte e imagem do Jornal de Noticias.
Rui Amaro

ATTENTION. If there is anyone who thinks they have “copyrights” of any images/photos posted on this blog, should contact me immediately, in order I remove them, but will be sadness. However I appeal for your comprehension and authorizing the continuation of the same on NAVIOS Á VISTA, which will be very much appreciated.
ATENÇÃO: Se houver alguém que se ache com direitos sobre as imagens postadas neste blogue, deve-o comunicar de imediato. a fim da(s) mesma(s) ser(em) retirada(s), o que será uma pena, contudo rogo a sua compreensão e autorização para a continuação da(s) mesma(s) em NAVIOS Á VISTA, o que muito se agradece.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

RECORDANDO O NAUFRÁGIO DA TRAINEIRA “BENITO” DA PRAÇA DE PENICHE


A malograda traineira BENITO (a de cor azulada) no porto pesqueiro de Peniche 


Acerca do naufrágio da malograda traineira BENITO, ocorrido a 29/09/1977, já ao final da noite, o Jornal “O Primeiro de Janeiro” relatava o seguinte:
Morreram ou desapareceram sete pescadores em consequência de um embate da traineira BENITO numas rochas próximo do Cabo Carvoeiro, nas redondezas de Peniche, quando regressava de mais uma maré, ao largo do Farilhão. O acidente ocorreu cerca das 23h15 de sexta-feira, dia 29, ao que se julga devido ao denso nevoeiro, junto ao Revelim dos Remédios. A traineira BENITO, da pesca da sardinha, pertence à praça de Peniche. A restante tripulação de onze homens foi salva.
A BENITO saíra de Peniche para mais uma maré, cerca das 19h00 de sexta-feira, tendo capturado tonelada e meia de carapau até cerca das 22h00. Por volta das 23h00 ao regressar a Peniche, o mestre da BENITO foi surpreendido por denso nevoeiro, e ainda para seu azar, as buzinas do farol do cabo Carvoeiro estavam avariadas, e perdeu o rumo. Pouco tempo depois, ocorria a tragédia, que enlutou a vila de Peniche.
Logo que foi dado o alarme foram iniciadas as buscas, tendo sido encontrados três corpos ao principio do dia e, um outro, ao meio da manhã de ontem.
Os pescadores cujos cadáveres já foram recolhidos são: Vicente Pedro Cativo, de 65 anos, viúvo, natural de Vila do Bispo; António Serpa, de 53 anos, casado, natural e residente em Peniche; Joaquim Martins Borrego, de 62 anos, natural de S. Clemente, Loulé; e António Madeira Baptista, de 54 anos, casado.
È a seguinte a identidade dos desaparecidos: Félix Encarnação Azevedo, de 64 anos, natural de Budens, Vila do Bispo; Américo José Pedro, de 56 anos, casado, de Peniche; e o jovem Laureano Henrique Serpa, de 18 anos, solteiro, que era filho de outro náufrago, António Serpa, residiam todos em Peniche.
Refira-se que o jovem Laureano Henrique Serpa tinha já alcançado a nado, os rochedos, quando novamente se lançou ao mar na vã tentativa de salvar o pai. Desapareceu, para não mais ser visto, no torvelinho das águas encrespadas.
O local em que se registou o naufrágio é de difícil acesso, pelo que os esforços dos homens empenhados na recuperação dos restantes três corpos têm sido bastante penosos. Todavia, as diligências para essa recuperação prosseguem, esperando-se que a maré-baixa que hoje ao princípio da manhã se verificará propicie melhores condições de êxito.
Os náufragos foram socorridos pelas traineiras BAIRRISTA, da mesma empresa da BENITO, CLARINHA e CIGANO DO MAR, que apressadamente foram em auxílio do pedido de socorro do mestre Ilídio Rosa, da traineira sinistrada.
A BENITO ficou completamente destruída em virtude do embate, sendo os prejuízos materiais da ordem dos três mil contos.
Um porta-voz do armador disse que apenas se salvaram as redes de apoio. Está praticamente posta de parte a hipótese de recuperação da embarcação.
A traineira tinha capacidade para cerca de 35 toneladas de peixe miúdo (sardinha, carapau, etc.) e uma tripulação de 28 homens, muito embora tenham embarcado na última maré apenas 18 pescadores.
Fonte: Jornal O Primeiro de Janeiro, do Porto; Foto Camara Municipal de Peniche (Facebook Peniche Ilustrado) com o devido pedido de continuação, que se agradece.  
Rui Amaro

ATTENTION. If there is anyone who thinks they have “copyrights” of any images/photos posted on this blog, should contact me immediately, in order I remove them, but will be sadness. However I appeal for your comprehension and authorizing the continuation of the same on NAVIOS Á VISTA, which will be very much appreciated.
ATENÇÃO: Se houver alguém que se ache com direitos sobre as imagens postadas neste blogue, deve-o comunicar de imediato. a fim da(s) mesma(s) ser(em) retirada(s), o que será uma pena, contudo rogo a sua compreensão e autorização para a continuação da(s) mesma(s) em NAVIOS Á VISTA, o que muito se agradece.