domingo, 19 de janeiro de 2014

REBOCADORES “PEGASO” E “PROMETEU” DA APDL

Os rebocadores PROMETEU e PEGASO na doca nº 1 do porto de Leixões em 2009 / cortesia Blogue José Modesto /.

O rebocador PEGASO evolucianando festivamente na doca nº 2 no dia 21/09/2013 - dia do porto de Leixões / cortesia Blogue José Modesto /.

PEGASO – Rebocador português/ imo 7626073/ sinal de chamada CSYA/ Rh-1 L-2009-RC/ cff 28,14m/ boca 09,14m/ pontal 02,60m/ calado 05,3m/ 249,89tb/ 46.44tl/ 2x1.200hp/ 12nós/ tracção 35tons; 1979 entregue por Foznave – Estaleiros Navais da Figueira da Foz, Lda., Figueira da Foz, à APS – Administração do Porto de Sines; 1998 PEGASO, APDL – Administração dos Portos do Douro e Leixões, Leixões.
PROMETEU – Rebocador português/ imo_______/ sinal de chamada____ / Rh-2 L-2008-RC/ cff 28,14m/ boca 09,14m/ pontal 02,60m/ calado 05,3m/ 249,89tb/ 46.44tl/ 2x1.200hp/ 12nós/ tracção 35tons; 1979 entregue por Foznave – Estaleiros Navais da Figueira da Foz, Lda., Figueira da Foz, à APS – Administração do Porto de Sines; 1998 PROMETEU, APDL – Administração dos Portos do Douro e Leixões, Leixões.

Estes dois rebocadores portuários e costeiros apetrechados com sistema Voith Schneider, são gémeos do POSEIDON e MERCURIO construídos também pela Foznave - Estaleiros Navais da Figueira da Foz, Lda., Figueira da Foz, para a APS – Administração do Porto de Sines, e cedidos às empresas Reboport, de Sines, e Tinita, de Viana do Castelo, respectivamente.
Todos eles continuam em operacionalidade efectiva. O PEGASUS e o PROMETEU no porto de Leixões; o POSEIDON no porto de Sines e o MERCURIO no porto de Viana do Castelo.
Fontes: APDL; Miramar Ship Index; Nuno Bartolomeu, de Almada.
Rui Amaro

ATTENTION. If there is anyone who thinks they have “copyrights” of any images/photos posted on this blog, should contact me immediately, in order I remove them, but will be sadness. However I appeal for your comprehension and authorizing the continuation of the same on NAVIOS Á VISTA, which will be very much appreciated.

ATENÇÃO: Se houver alguém que se ache com direitos sobre as imagens postadas neste blogue, deve-o comunicar de imediato. a fim da(s) mesma(s) ser(em) retirada(s), o que será uma pena, contudo rogo a sua compreensão e autorização para a continuação da(s) mesma(s) em NAVIOS Á VISTA, o que muito se agradece.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

REBOCADORES GÉMEOS “MONTE SÃO BRÁS” E “MONTE DO LEÇA”

O MONTE SÃO BRÁS à sua chegada ao porto de Leixões vindo da Belgica em 23/03/1970 / O Comércio do Porto /

O MONTE SÃO BRÁS no porto de Leixões em 1988 / foto de origem desconhecida transmitida amavelmente por Nuno Bartolomeu, de Almada /.

Os rebocadores MONTE SÃO BRÁS e MONTE XISTO ostentando as cores da Empresa Tinita, atracados ao cais comercial do porto de Viana do Castelo em 12/2009 / Rui Amaro /. 

O MONTE DO LEÇA demandando a barra da Figueira da Foz / a foto é de autoria do Sr. João Viana, a quem solicito autorização de a  mesma  continuar postada neste blogue, o que desde já muito agradeço /

23/03/1970 – Entrou no porto de Leixões, procedente da Bélgica, mais propriamente dos estaleiros Scheepswerven St. Pieter, Hemkisen, um novo rebocador de alto mar encomendado pela APDL – Administração dos Portos do Douro e Leixões, que tem o nome de MONTE SÃO BRÁS, o qual após as cerimónias inaugurais, passou a exercer as funções para que foi construído, assistência à navegação no porto do Douro/Leixões e em alto-mar, ainda esta semana, possivelmente.
Está prevista para a primeira quinzena do primeiro mês de Abril, a chegada de outro rebocador construído pelo mesmo estaleiro, precisamente com as mesmas características e que se denominará MONTE DO LEÇA.

MONTE SÃO BRÁS – imo 7014505/ cff34,50m/ boca 09,65m/ pontal 3,75m/ tb 296,31/ tl 84,90/ calado 14,5pés/ 2xpropulsores Voith Schneider 1.400hp cada/ 12nós/ 30 tons tracção/ 2 lemes/ 1 cabrestante/ 1 radar/ 1 sonda/ 1 VHF/ 2 canhões de água/ 2 lança-cabos; 20__ MONTE SÃO BRÁS, Tinita – Transportes e Reboques Marítimos SA. Viana do Castelo; 01/2014 continua a operar no porto de Viana do Castelo.
MONTE DO LEÇA – imo 7014517/ cff34,50m/ boca 09,65m/ pontal 3,75m/ tb 296,31/ tl 84,90/ calado 14,5pés/ 2xpropulsores Voith Schneider 1.400hp cada/ 12nós/ 30 tons tracção/ 2 lemes/ 1 cabrestante/ 1 radar/ 1 sonda/ 1 VHF/ 2 canhões de água/ 2 lança-cabos; 01/2014 continua no serviço activo, embora eventualmente preste serviço nos portos de Aveiro e Figueira da Foz.

Aquando dos naufrágios dos navios panamiano OWENDUV em 1972 e do cipriota TENORGA em 1978, e outras ocorrências graves, o certo é que um desses dois rebocadores gémeos saíram pelo porto de Leixões fora, não olhando ao perigo, debaixo de mar de quase autentico ciclone, enfrentando enormíssimas voltas de mar, infelizmente não foram bem sucedidos no encontro de sobreviventes, pois com o negro da noite, mesmo com os holofotes ligados, era-lhes difícil encontrar náufragos no meio daquele turbilhão de mar desfeito. No caso do TENORGA, diante do Castelo do Queijo, foi o mestre Mário que estava entre molhes num dos rebocadores pequenos para dar assistência ao desditoso navio, e quando deu fé que o navio se estava a afundar, foi de imediato pegar no MONTE DO LEÇA, e fez-se ao mar sem olhar ao perigo, confiando nas possibilidades, neste caso do seu rebocador de alto-mar.
Fontes: Imprensa diária; Miramar Ship Index, Nuno Bartolomeu, de Almada.
Rui Amaro

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domingo, 12 de janeiro de 2014

O PAQUETE “HILDEBRAND” NOVO E CONFORTÁVEL UNIDADE DA BOOTH LINE ENTROU NO DIA DE ANO NOVO DE 1951, EM LEIXÕES

O RMS HILDEBRAND demandando o porto de Leixões em 01/01/1951 (jornal O Comércio do Porto)

O RMS HILDEBRAND no rio Mersey (Booth Line)

O RMS HILDEBRAND (2) (Booth Line)

O RMS HILARY (3) em rota para Liverpool, passando junto do farol de South Stack, Gales do Norte ( autor desconhecido - edição da Booth Line )

03/01/1951 – O jornal O Comércio do Porto noticiava p seguinte: Esteve anteontem, em Leixões onde embarcou 74 passageiros e carga diversa, o novo paquete RMS HILDEBRAND (3), da bem conhecida companhia inglesa The Booth Steamship Co., Ltd., (Booth Line), de Liverpool. O paquete referido, que devia ter chegado na segunda-feira, vindo de Liverpool, foi forçado a retardar a marcha, devido ao temporal no mar, tendo entrado de manhã, naquele porto e atracado, depois, ao lado norte da doca nº 1.
Como se tratava da primeira viagem, o navio – que se destina a dar, com o RMS HILARY continuidade às carreiras regulares entre Liverpool, Leixões, Lisboa, Funchal e norte do Brasil, que aquela importante companhia de navegação vem mantendo desde 1866 – foi vistoriado pelas autoridades marítimas locais, por tal motivo estiveram a bordo os srs. comandante António Braga e 2º tenente Guilherme Silveira, respectivamente, chefe da delegação e inspector da Junta de Emigração, os quais foram acompanhados não só pelo comandante daquela nova e magnifica unidade da frota da Booth Line, capitão J. Whayman, como também pelos srs. G. N. Perkins e José Martins Rodrigues, respectivamente,  director e gerente da firma Garland, Laidley & Co., Ltd., agentes da The Booth Steamship Co., Ltd., firma essa que teve origem naquela importante companhia.
Após a vistoria, que se prolongou por mais de duas horas, os jornalistas, estiveram também a bordo, tendo tomado contacto com o conforto desta unidade mercante, que honra sobremaneira as tradições da Booth Line. Durante a visita o representante de “O Comércio do Porto” verificou que o RMS HILDEBRAND, que foi lançado à água em Julho do ano passado, constitui na realidade um navio modelo. Tal como o RMS HILARY, muito conhecido em Portugal este tem instalações para 1ª classe e turística, sendo esta última destinada ao transporte de emigrantes.
Na primeira há alojamentos luxuosíssimos para cinquenta passageiros, sendo uma parte dos camarotes dotados com casas de banho ou chuveiros privativos.
Quanto à classe turística, os camarotes são todos exteriores e de dois a quatro lugares, para um total de cento e dezoito passageiros, que dispõem, além dum magnífico tratamento, de confortáveis salas de estar e de fumo e bar, bem como duma acolhedora sala de jantar. As casas de banho e chuveiros, instalações sanitárias, etc., são numerosas e verdadeiramente modelares e a ventilação é feita pelos mais modernos processos.
O pessoal que tem a seu cargo os passageiros desta classe é preponderantemente português, bem como os cozinheiros, enfermeiros e criados de ambos os sexos. Nesta primeira viagem, o navio leva como médico o sr. dr. Francisco Lage, e, como representante da Junta de Emigração. O sr. inspector Noronha Feio.
Ao planear a nova unidade, vê-se que a Booth Line tratou cuidadosamente de dotá-la de amplos porões, especialmente destinados para as cargas que se movimentam na linha de navegação do Norte do Brasil e Amazonas, nomeadamente toros de madeiras exóticas para Lisboa e sobretudo para Leixões.
Note-se que este não é o primeiro RMS HILDEBRAND da frota da Booth Line. Há ainda numerosas pessoas que recordam, saudosamente, o navio do mesmo nome que, entre 1911 e 1933, transportou milhares de passageiros entre Portugal e o Amazonas, até Manaus, pois este é terceiro desse nome.
O RMS HILDEBRAND que tem 133m cff/ 7.735tb/ 15nós, foi entregue em 12/1950 por Cammel Laird & Co., Ltd, Birkenhead, Mersey, saiu de Liverpool no dia 28, tendo suportado grande temporal que pôs à prova a sua construção admirável. A bordo e de Inglaterra, vieram os srs. A. C. Fidgen, R. Wynn Williams e o eng. de máquinas H. G. O’Kanne, respectivamente, director gerente da secção de passagens e superintendente da Booth Line.
Após ter embarcado catorze passageiros de 1ª classe e sessenta emigrantes, o paquete saiu, depois das 16h00, para Lisboa, donde segue com a lotação totalmente preenchida, para o Funchal, Tenerife, Recife, Fortaleza, Belém do Pará e Manaus. Com a nova unidade, a Booth Line proporciona, sem dúvida, à sua numerosa clientela, mais um moderníssimo paquete, que realçará brilhantemente as tradições de conforto e excelente tratamento.
Infelizmente o RMS HILDEBRAND poucos mais anos durou, pois a 25/09/1957, depois de ter recusado a entrada em Leixões, devido ao denso nevoeiro, que se fazia sentir, foi encalhar com nevoeiro cochado no lugar de Oitavos, Cascais, sem perdas de vidas, acabando mais tarde por ser desmantelado devido à ação da agitação marítima.
Fontes: jornal O Comércio do Porto, Booth Line.
Rui Amaro
OBS: Oportunamente será postado um trabalho da perda do malogrado RMS HILDEBRAND.

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quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

NAVIO – MOTOR PORTUGUÊS “H. CAPELO”

O H. CAPELO na doca nº 1 do porto de Leixões em 1973

O MOERDYKE no porto de Amesterdão em 1966

O H. CAPELO  fundeado no Mar da Palha, estuário do Tejo, no "laid up" em 1985

O H. CAPELO no estuário do Tejo assitido pelo PIONEIRO em 1985, quando fretado `Portline

H. CAPELO (HERMENEGILDO CAPELO) – Navio-motor português de linha regular/ imo 6502763/ cff 166,37m/ cpp 156.50/ boca 21,09m/ pontal 12,09m/ calado 09,17m/ 10.946tb/ 12.500tdw/ 18 nós; 05/1965 entregue por Rotterdamsche Droogdok Mij. NV, Roterdão, como MOERDYK à Holland America Line, Roterdão, que o colocou na linha Norte da Europa, EUA, Canadá (Pacifico); 04/1973 H. CAPELO, Empresa Insulana de Navegação, Lisboa, que o empregou então na sus nova linha Norte da Europa para a Africa Oriental via Portugal, após fabricos num estaleiro de Hamburgo; 02/1974 H. CAPELO, CTM – Companhia Portuguesa de Transportes Marítimos, Lisboa, por junção da Empresa Insulana de Navegação com a Companhia Colonial de Navegação, que formou aquela companhia estatal; 1985 H. CAPELO, entrou em “laid up” no Mar da Palha, Lisboa; 1985 H. CAPELO, fretado à Portline – Transportes Marítimos Internacionais SA, Lisboa; 30/09/1986 AVEIRO, Oporto Shipping Co., Ltd, La Valetta, Malta; 07/08/1986 chegava a Nandong, R. P. da China, para desmantelamento.
Fontes: Miramar Ship Index, Holland America Line, Nuno Bartolomeu, Almada.
Fotos: Autor desconhecido - gentilmente transmitidas por Nuno Bartolomeu, Almada.
Rui Amaro

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sábado, 4 de janeiro de 2014

O NAVIO-MOTOR HOLANDÊS “DOURO” NAUFRAGOU NO MEDITERRÂNEO EM 1954

DOURO

12/02/1954 – O jornal “O Primeiro de Janeiro” noticiava que o navio-motor holandês DOURO, um visitante regular dos portos do Douro/Leixões e Lisboa, cujo representante do armador na cidade do Porto, era a firma Jervell & Knudsen, naufragou na madrugada de ontem no Mediterrâneo, mais propriamente entre Alicante e Valencia, quando em viagem de Barcelona para Amesterdão com carga geral, devido a colisão com o vapor espanhol DRAGO, 1891/ 131m/5.475tb, possivelmente devido a nevoeiro, tendo a tripulação sido recolhida por este, que seguiu o seu destino sem mais percalços.
DOURO – Imo 5614689/ 53,79m/ 388tb/ 10nós; 11/1937 entregue por Scheepswerf Gebr. Pot, Bolnes, NDL, à Koninklijke Nederlandsche Stoomvaart Mij (KNSM), Amesterdão; 1939 West-Indische Scheepvaart Mij. NV, Amesterdão; 1939/45, 2ª guerra mundial, aquando da invasão dos Países-Baixos pelas forças armadas Nazis refugiou-se no Reino Unido, tendo servido a marinha mercante Aliada; 11/02/1954 afundou-se no Mediterrâneo conforme descrição acima. Gémeos: DIDO, FLEVO, MANTO, NERO, PLATO.
Fontes: O Primeiro de Janeiro, Kroonvaarders (KNSM).
Foto: Autor desconhecido - Kroonvaarders (KNSM).
Rui Amaro

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