domingo, 14 de julho de 2013

NAVIO-MOTOR PORTUGUÊS “CORVO” (2)


O CORVO (2) fundeado no estuário do Tejo em 1975 / Autor desconhecido - foto transmitida por Nuno Bartolomeu, Almada/.

O MERIGNAC / Autor desconhecido - Photoship Co. UK).






O MAIA no rio Douro / Autor desconhecido - fotos transmitidas amavelmente por Nuno Bartolomeu, Almada /.


CORVO (2) – navio-motor; imo 5080720/ 64m/ 898tb/ 12nós; 08/04/1954 entregue pelos Ateliers et Chantiers de La Seine Maritime (Worms & Cie.), Le Havre, como MERIGNAC a Worms & Cie, Le Havre; 1954 CORVO, EIN – Empresa Insulana de Navegação, Lisboa; 1955 acrescido para 73,1m/ 1.014tb; 1958 CORVO, Mutualista Açoreana de Transportes Marítimos, Lisboa; 1974 MAIA, Mutualista Açoreana de Transportes Marítimos, Lisboa. O nome foi alterado para MAIA, para dar nome a uma nova unidade em construção nos Estaleiros Navais do Mondego, Figueira da Foz; 1976 MAIA, ETE – Empresa de Tráfego e Estiva, Lisboa, que o converte no estaleiro da Socarmar, Seixal, num batelão não motorizado, para serviço fluvial no Tejo, na baldeação de cargas dos graneleiros fundeados no chamado Mar da Palha para os terminais em terra; 1998 MAIA, José Moreira & Irmão, Várzea do Douro, que o transforma no estaleiro de Mochões, Alfeite, em draga de extração de inertes, autopropulsora com ponte de comando, tendo sido rebocada desde o Tejo para o Douro, onde começou a operar na zona entre Crestuma e Entre-os-Rios. Em 07/1913 continuava em serviço activo no rio Douro.
Fontes: Miramar Ship Index; Nuno Bartolomeu, Almada: Photoship Co. UK.
(Rui Amaro)

ATENÇÃO: Se houver alguém que se ache com direitos sobre as imagens postadas neste blogue, deve-o comunicar de imediato. a fim da(s) mesma(s) ser(em) retirada(s), o que será uma pena, contudo rogo a sua compreensão e autorização para a continuação da(s) mesma(s) em NAVIOS Á VISTA, o que muito se agradece.
ATTENTION. If there is anyone who thinks they have “copyrights” of any images/photos posted on this blog, should contact me immediately, in order I remove them, but will be sadness. However I appeal for your comprehension and authorizing the continuation of the same on NAVIOS Á VISTA, which will be very much appreciated.

sábado, 6 de julho de 2013

Navio-motor Português “MADALENA”


Navio-motor MADALENA, década de 50 / Autor desconhecido, transmitida por Nuno Bartolomeu, Almada /.


Batelão MADALENA no mar da Palha, Estuário do Tejo, década de 80 / Autor desconhecido, transmitida por Nuno Bartolomeu, Almada /.




Batelão auto-propulsor SEIXINHA, amarrado à margem na zona de Entre-os-Rios, rio Douro, 2013 /Autor desconhecido, transmitida por Nuno Bartolomeu, Almada /.


Navio-motor MADALENA, imo 52162525/ cff 72,18m/ boca 10,73m/ 1.198tb/ 635,92tl/ 12,5nós/ 2xmotores diesel, de 8 cil. cada, 1440 cavalos, construídos por Mirrlees, Bickerton & Day, Ltd, Stockport; tripulantes 21; 12/11/1950 entregue por The Grangemouth Dockyard Co., Ltd, Grangemouth, à Empresa Insulana de Navegação (EIN), Lisboa, para o seu serviço de Lisboa para os Açores, Madeira e Canárias; década de 60 passou também a operar de Leixões e eventualmente de Aveiro; 02/1974 MADALENA, Companhia Portuguesa de Transportes Marítimos (CPTM) por fusão da Companhia Colonial de Navegação e a Empresa Insulana de Navegação; 1977 MADALENA, Felisberto Valente de Almeida, Lisboa, que o converteu num batelão areeiro para operar no rio Tejo, passando a possuir três porões cobertos com encerados com uma capacidade carga de 1,747 toneladas, e uma equipagem de 3 elementos; 1977 MADALENA, Empresa de Transportes de Areia, Lda, Lisboa; 1981 MADALENA, Empresa de Tráfego e Estiva, Barreiro, serviu no transbordo de soja, cereais, clinquer e carvão, dos graneleiros fundeados no Mar da Palha, para os respectivos terminais; 1992 MADALENA, excluído do Lloyd’s Register of Shipping; 1998 vem para o rio Douro, adquirido por interesses Durienses, que operam na extracção de inertes e o rebaptizaram de SEIXINHA, e recebe a instalação de três gruas e de um motor diesel; 06/07/2013 SEIXINHA, continua em bom estado a operar na extracção de inertes no rio Douro, zona de Alpendurada. Navios gémeos: TERCEIRENSE, GORFULHO/LURIO.
Fontes: Navios Mercantes Portugueses, Miramar Ship Index, Facebook Amigos dos Cruzeiros do Douro, Nuno Bartolomeu, Almada.
Rui Amaro

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quinta-feira, 13 de junho de 2013

LUGRE E PALHABOTE MISTÉRIO SAINDO A BARRA DO PORTO DE VILA DO CONDE

ALGUÉM PODE DAR NOME A ESTES DOIS NAVIOS DE VELA?


PRAIA DA SRA. DA GUIA, VILA DO CONDE - Lugre saindo a barra.


 FOZ DO RIO AVE - Palhabote saindo a barra.


Lugre (1907/08) e Palhabote (??) cruzando de saída a barra do rio Ave, onde devem ter acabado de ser construídos num dos afamados estaleiros locais, tanto podem ser bacalhoeiros como do tráfego comercial. Até parece impossível, embora o lugre vá em lastro, navegar no rio Ave, se bem que outros de mesmo porte também lá foram construídos.
Naqueles tempos os navios de vela, no rio Ave eram rebocados por catraias a remos, e raramente por rebocadores. Devia ser um martírio para os remadores e para o prático da barra, ou julgo que aproveitariam a enchente no caso de entrada e a preamar ou o início da vazante, nas saídas.
Por volta de 1947, com os meus pais, fomos a Vila do Conde em passeio, tinha eu 10 anos de idade, e já era um apaixonado por barcos, aliás sempre fui, e lembro-me de ter visto uma pequena barca equipada com um género de cábrea, mais ou menos parecida com as típicas barcaças do rio Douro, carregada de sucata recuperada de qualquer naufrágio ocorrido em tempos nas imediações da barra, que rebocada por uma pequena lancha, estivera bastante tempo fundeada à entrada da barra, dava aspecto que aguardava maré para subir o rio, e a bordo da lancha, entre vários elementos estavam o mergulhador e um cabo de mar, este conhecido de meu pai, um piloto do Douro e Leixões, e se não estou em erro também fazia de prático da barra do Ave, pois notava-se que ele estava a dirigir as manobras de entrada.
O certo é que as duas embarcações às tantas foram subindo o rio, e quando se preparavam para acostar à margem norte, onde ainda existia uma pequena doca com um passadiço, ambas as embarcações ficaram em seco no meio do canal de navegação, que de facto estava muito assoreado, pois praticamente distinguia-se o leito do rio, pelo que o pessoal depois de ter lançado as âncoras, veio para terra num bote de apoio. Está claro que hoje em dia o porto de Vila do Conde tem melhores condições de acesso, devido a obras então realizadas.
Fotos de autor desconhecido partilhada do “Facebook Vila do Conde” e do "Blogue Carioca da Vila".
Rui Amaro

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quinta-feira, 6 de junho de 2013

O NAVIO-MOTOR POLACO “MONTE CASSINO” ARRIBOU AO PORTO DE LEIXÕES PARA O SEU IMEDIATO RECEBER ASSISTÊNCIA MÉDICA


MONTE CASSINO (3) / cartão postal dp armador /.

A 10/04/1969, noite de mau tempo com bastante ondulação a entrar pela bacia, arribou ao porto de Leixões pelas 20h00, fundeando ao norte a um ferro, o navio-motor Polaco MONTE CASSINO, da Polish Ocean Lines, Gdynia, procedente dos portos do Mar Negro e Mediterrâneo, a fim do seu imediato, Kpt. Kazimierz Piwowarski, individuo de cerca de 60 anos, receber assistência médica a bordo.
Após a entrada a bordo do Dr. Moitas, médico da Sanidade Marítima, foi dada livre prática ao navio e então eu e o colega Joaquim da Silva Neves, como empregados da agência consignatária, a firma Garland, Laidley & Co., Ltd, subimos a bordo e solicitamos àquele clinico, para a titulo particular examinar o doente, uma vez que também exercia clínica privada no seu consultório da Foz do Douro, não o tendo feito por razões burocráticas. Em face da situação, o diligente colega Neves veio a terra, apressadamente arranjar a assistência dum médico amigo, que usualmente era chamado para estes casos. Aquele médico, depois de observar o doente, diagnosticou que o caso era grave e que o imediato tinha de ser hospitalizado, a fim de ser submetido a uma cirurgia devido estar a padecer de apendicite aguda. Chamada uma ambulância dos Bombeiros Voluntários de Matosinhos e Leça, corporação de que o colega Neves era seu 2º comandante, foi o paciente transportado à Casa de Saúde da Boavista, ficando internado.
O MONTE CASSINO, que apenas poderia permanecer duas horas no porto sem ser despachado, conservou o piloto da barra a bordo e saiu às 21h56, de rumo ao porto de Gdynia via canal de Kiel-Holtenau.
O Kpt. Kazimierz Piwowarski, cuja cirurgia a 11 decorreu sem percalços, contudo, sem que nada o previsse, na madrugada de 16, foi acometido dum enfarte do miocárdio, que o vitimou, dia em que estava tudo preparado para o seu regresso à Polónia, deixando-nos bastante consternados. Uma sua filha, médica, chegou a vir ao Porto conferenciar com os médicos. O corpo seguiu para Lisboa, onde foi embarcado num navio Polaco com destino a Gdansk.
MONTE CASSINO (3) – Imo 5240394/ 108,3m/ 3.724tb/ 12 nós/ 8 passageiros; 08/12/1957 entregue por Gdanska Lenina, Gdansk, à Polish Ocean Lines, Gdynia; 1981 SOLIDARITY, Hobby Maritime Co., SA,, Panama: 1982 SOLIDARITY, Limassol; 26/04/1982 colidiu ao largo de Jeddah com “lash carrier” Americano WILLIAM HOOPER (272,3m/ 32.278tb) e sofreu graves danos; 14/04/1983 chegava a Gadani Beach para desmantelamento em sucata.
O nome de Monte Cassino, que o navio ostentava, foi dado como homenagem ao esforço dos intrépidos e valorosos soldados do 2º corpo do exército Polaco, integrados nas forças aliadas, a alcançar o cume do Monte Cassino, Itália, a 18/05/1944, expulsando e derrotando as forças militares nazis, que se serviam do famoso convento como bastião contra as forças Aliadas desembarcadas nas praias da costa Italiana.
Fontes: Polish Ocean Lines; Miramar Ship Index.
Rui Amaro

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terça-feira, 4 de junho de 2013

RECORDANDO O BATELÃO “COSTA NOVA”

Batelão COSTA NOVA fundeado entre vários batelões de aguada junto do cais da Ribeira Nova, Lisboa, inicio da década de 50.  


Batelão COSTA NOVA aguardando desmantelamento no estaleiro de Arrentela em 1987 


Estaleiro de sucatas de Arrentela, vendo-se entre outros o batelão COSTA NOVA atracado a um dos cais.

O batelão NAVEX convertido em restaurante posicionado na doca da Rocha em 2009 // foto de autor desconhecido - colecção Nuno Bartolomeu, Almada /.

Batelão COSTA NOVA, cff 40,55M/ boca 07m/ pontal 3,60m/ 300tb/ capacidade 800tons; cabinado à ré c/ roda de leme e habitáculo/ 1 mastro com paus de carga entre 2 porões cobertos com travessas de madeira; lotamento 1 mestre e 3 marinheiros; 1920 construído na Alemanha; 1946 COSTA NOVA, Pascoais Unidos Lda., Matosinhos/Porto, passando, juntamente com o batelão CANTANHEDE e GIBRALTINA, a operar no tráfego costeiro entre Setúbal e o Douro e por vezes escalando outros portos da costa Portuguesa, todos eles conduzidos pelo rebocador MARIALVA, do mesmo armador, no transporte de cimento ensacado da Companhia Secil e no retorno levando carvão em pó da Empresa Carbonífera do Douro para aquela cimenteira do Outão; 03/06/1954 COSTA NOVA, Sofamar – Soc. de Fainas de Mar e Rio, Lisboa, continuando no mesmo tráfego e mais tarde, depois do fatídico naufrágio do rebocador MARIALVA e dos batelões CANTANHEDE e MICAELENSE ocorrido em 07/12/1959 ao largo da barra do Douro e em que pereceram 17 vidas, passou a transportar ferro da Siderurgia do Seixal, juntamente com o batelão JOÃO DIOGO, ex vapor ZÉ MANEL, e o moderno MAIORCA para o Douro e Leixões, ambos rebocados pelo reconstruido rebocador FALCÃO 1º, também da Sofamar. E se bem me lembro, fez algumas viagens conduzido pelo SOURE e também pelo FOZ DO VOUGA. A 05/1954 fez uma viagem rebocado pelo PRAIA GRANDE para o Douro; 1972 COSTA NOVA transferido para o tráfego fluvial no rio Tejo, e os dois porões passaram a ser cobertos com encerados e retirado o mastro, passando a tripulação a ser composta por um mestre e dois marinheiros, fazendo o transbordo entre os grandes graneleiros fundeados no Mar da Palha e a muralha; 1977 COSTA NOVA,  ETE – Empresa de Trafego e Estiva SA, Lisboa, que o empregou no mesmo trafego fluvial; 1987 encostou ma doca do Poço do Bispo juntamente com outras unidades do armador e nesse mesmo ano foi abatido ao efectivo e levado para o estaleiro de Arrentela para demolição.
Principais tráfegos de transbordo dos grandes graneleiros fundeados no mar da Palha, Rio Tejo: trigo para os silos do Beato, Palença e mais tarde Trafaria; soja e carvão para Alhandra; carvão para a Siderurgia Nacional, Seixal; adubo para o Barreiro e Montijo
1987 quando os batelões da ETE que estavam na Doca do Poço do Bispo foram encalhados no estaleiro de Arrentela para desmantelamento em sucata, os seguintes batelões da ETE: PARDAL DO TEJO, BAIRRADA, FAFE, RIO NEGRO, RIO BRANCO, GRÉMIO, FELIPA, NAVEX e o COSTA NOVA, que começaram a ser desmantelados durante os primeiros anos da década de 90.
O batelão NAVEX e FELIPA foram comprados para ser reconvertidos como restaurantes flutuantes e posicionados na doca da Rocha.
Fontes: Arquivo do autor; Nuno Bartolomeu, Almada.
Imagens: autor desconhecido e cedidas gentilmente por Nuno Bartolomeu, Almada
Rui Amaro

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