domingo, 20 de outubro de 2013

O REBOCADOR “RIO CAIA” E OS SH – SERVIÇOS HIDRÁULICOS

O RIO CAIA no Tejo em 1988 / Autor desconhecido - foto amavelmente enviada por Nuno Bartolomeu, Almada /.


O RIO CAIA demandando o porto de Leixões em 21/06/1966 com as cores dos SH / Rui Amaro /.



O RIO CAIA atracado à muralha do Cais de Sodré em 1987 / Autor desconhecido - foto amavelmente enviada por Nuno Bartolomeu, Almada /.

Rebocador Português RIO CAIA, No Oficial 2867EST/ sinal de chamada CSGS/ porto de registo Lisboa/ Cpp 18,81m/ boca 5,02m/ pontal 1,91m/ 1xLister de 1958 - 270Bhp – 300rpm – 11 nós/ 6 tripulantes; 1959 entregue pelos Estaleiros Navais do Mondego, Sarl, Figueira da Foz, à Direcção Geral de Serviços Hidráulicos e Eléctricos, vulgo SH – Serviços Hidráulicos, Lisboa, para apoio às operações de dragagens nos portos de Portugal, no reboque dos batelões de dragados; 1975 Dragapor – Dragagens de Portugal SA, Alcochete; 1975 Navegação Fluvial e Costeira de Rui da Cruz e Júlio da Cruz, Lda., Lisboa, que o colocou no serviço fluvial do porto de Lisboa; 2005 devido à falência do armador amarrou na doca do Jardim do Tabaco, ficando à ordem do tribunal e no mesmo ano afundou-se na referida doca; 2008 ainda se encontrava afundado, tendo sido retirado do local e desmantelado por uma empresa de sucatas, a fim de se aterrar a doca do Jardim do Tabaco, para dar inicio à construção do novo Terminal de Cruzeiros do porto de Lisboa.

O RIO CAIA no molhe do cais de Sodré entre várias lanchas em 1989 / Autor desconhecido - foto amavelmente enviada por Nuno Bartolomeu, Almada /.

O RIO CAIA afundado na doca do Jardim do Tabaco em 2008 / Autor desconhecido - foto amavelmente enviada por Nuno Bartolomeu, Almada /.


O SETÚBAL demandando a barra do Douro em 31/08/1929 / Autor desconhecido - colecção F. Cabral, Porto /


 O GUADIANA demandando o porto de Leixões em 05/96/1965 / Rui Amaro /.

O SADO saindo do porto de Leixões década de 50 /(c) Foto Mar, Leixões /,

A draga estática de baldes DR. ANTÓNIO DE OLIVEIRA SALAZAR operando nas obras da construção do Cais de Gaia/Cais do Vinho do Porto em 09/1953. Foi uma das dragas que deu o seu contributo a sucessivas dragagens da barra do Douro. /gravura de noticia do JN).

Frota dos SH – Serviços Hidráulicos:
Rebocadores: MONDEGO, SETÚBAL, GUADIANA, SADO, VALE DE CAMPILHAS, VALE DE GAIO, RIO CAIA, ENGº VON HAFFE, COMANDANTE ROCHA E CUNHA.
Segundo consta o rebocador SETÚBAL foi adquirido por uma empresa privada   e mandado reconstruir há alguns anos atrás para serviço fluvial no estuário do Tejo.
Dragas de baldes estáticas: ENGº SILVÉRIO DE OLIVEIRA e DR. ANTÓNIO DE OLIVEIRA SALAZAR.
Dragas auto propulsoras de sucção: PORTO, ADOLFO LOUREIRO, MONDEGO, FINAL MARINA, MARINHA, BELLATRIX e ENGº EDUARDO ARANTES DE OLIVEIRA.
Draga auto propulsora de gadanha: ARGANAZ.
Quebra-rochas estático: DOURO
Além do material acima referido possuía um substancial numero de batelões de dragados.
As oficinas e armazenamento dos SH situavam-se na doca de Santo Amaro.
Fontes: Meu arquivo, Reinaldo Delgado, Nuno Bartolomeu.
Rui Amaro

ATENÇÃO: Se houver alguém que se ache com direitos sobre as imagens postadas neste blogue, deve-o comunicar de imediato. a fim da(s) mesma(s) ser(em) retirada(s), o que será uma pena, contudo rogo a sua compreensão e autorização para a continuação da(s) mesma(s)neste Blogue, o que muito se agradece.
ATTENTION. If there is anyone who thinks they have “copyrights” of any images/photos posted on this blog, should contact me immediately, in order I remove them, but will be sadness. However I appeal for your comprehension and authorizing the continuation of the same on this Blog, which will be very much appreciated.

2 comentários:

João Moura disse...

Mais uma vez este blogue traz-nos lembranças de velhos barcos há muito esquecidos e ignorados pela maioria, como as dragas de algum porte Finalmarina e a Mondego, a 1ª julgo de construçao italiana. Sem exigir demais, seria ótimo que nos fornecesse alguma informação técnica sobre esses barcos dos SH, pois Rui Amaro é o grande mestre nos assuntos maritimos portugueses, com informação rigorosa e sem as tricas, dos direitos fotográficos, que se compreendem, mas começam a cheirar mal, com tanta insistência, noutros blogues

Rui Amaro disse...

Caro João Moura
Grato pelo seu comentário
É-me muito dificil encontrar elementos técnicos de muitas embarcações, que é o caso dos SH, é que eu baseio-me em documentação do meu arquivo, revista antigas sobre a matéria e Net, e na página Nova Zelandesa MIRAMAR SHIP INDEX, um genero de Lloyd’s Register of Shipping, mas que só apresenta elementos de embarcações acima da 100tb, e por informação de outros entusiastas de navios e navegação. Na bibliotéca da Alfandega do Porto existe muita documentação que pode ser consultada livremente pelo publico, só que eu vejo-me inibido de ir à Alfandega, devido às minhas maleitas não me permitiram ausentar de casa, e quando saio é para ir a consultas médicas, hospitais e exames clinicos, é que além de ser incontinente urinário, ando há mais de dois anos em tratamento de quimioterapia que me afectou os pés, e por isso tenho dificuldade em caminhar, caso não tivesse estes problemas, pois poderia fazer melhor pesquisa. Felizmente a parte oncológica tem melhorado substancialmente.
Saudações marítimo-entusiásticas
Rui Amaro