terça-feira, 15 de outubro de 2013


O DRAMA DO PAQUETE INGLÊS “VERONESE”, FEZ ESTE ANO UM SÉCULO

Bandeira da Lamport & Holt Line

O VERONESE encalhado sobre as pedras do Lenho


O VERONESE em navegação / autor desconhecido - Photoship Co. UK /


As operações se salvamento dos náufragos

 
A lancha salva-vidas CEGO DO MAIO da Estação de Socorros a Náufragos da Povoa de Varzim, vendo à ré o patrão Lagoa


O paquete VAUBAN da Lamport & Holt Line, cruzando-se com uma escuna


Maqueta do naufrágio do VERONESE executada pelo meu saudoso colega de trabalho Joaquim da Silva Neves, que foi 2º comandante dos B. V. de Matosinhos-Leça 


Os patrões das lanchas salva-vidas CEGO DO MAIO e da RIO DOURO, respectivamente Manuel António Ferreira, "O Lagoa" e José Rabumba, "O Aveiro"


Imagem da inauguração da exposição comemorativa do 100 anos da tragédia do paquete VERONESE, que teve lugar na Associação Humanitária de Matosinhos e Leça da Palmeira

Desde 1852, quando se deu o naufrágio do vapor PORTO depois de demandar a barra do Douro, no qual pareceram cerca de duzentas pessoas, e da tragédia de 27 de Fevereiro de 1892, assim recordada, em que perderam a vida 105 humildes pescadores da Póvoa de Varzim e da Afurada, que não se registava, na costa marítima, de Portugal, um desastre que causasse tanta emoção como o naufrágio do VERONESE em 1913. Este paquete de linha Inglês, conduzia a bordo – segundo as melhores informações – duzentas vinte e uma pessoas entre passageiros e tripulantes.
O naufrágio deu-se às 4 horas da madrugada de 16 de Janeiro de 1913, ou seja há 100 anos. O vapor que fazia a aproximação ao porto de Leixões com chuva e como tal alguma neblina, embateu na pedra denominada “Lenho”, vindo a encalhar sobre a penedia, a pouca distância a norte da capela da Boa Nova, em Leça da Palmeira. A noite era de temporal desfeito, o mar rugia, embravecido, e, as ondas, altas como torres, cobriam o horizonte e galgavam os molhes do porto de Leixões, desfazendo-se em espuma nos areais próximos.
Note-se que à época não existiam os dois faróis de sinalização da costa no lugar da Boa Nova, tendo mais tarde havido outros dois naufrágios nas imediações, dos vapores BOGOR e SILURIAN, tendo, do primeiro parecido 33 tripulantes dos 38 do seu lotameto. As únicas luzes de referência para os mareantes, que então existiam eram o farol da Sra. da Luz, e os farolins da barra do Douro e dos molhes de Leixões.
Durante três dias, centenas de pessoas, indiferentes ao frio e à chuva, mantiveram-se no local do naufrágio, colaborando com os bombeiros e pessoal do Instituto de Socorros a Náufragos. Foi heróico o esforço despendido, evidenciando-se as guarnições das lanchas salva-vidas CEGO DO MAIO, esta trazida de comboio, propositadamente da Póvoa de Varzim, a titulo gratuito, sob o comando do patrão Manuel António Ferreira, “O Lagoa”, e a RIO DOURO, de Leixões, capitaneada pelo patrão José Rabumba, “O Aveiro”, dois verdadeiros “Lobos do Mar”, que salvaram, respectivamente 50 e 52 vidas, apoiadas pelo rebocador TRITÃO da Junta Autónoma das Instalações Marítimas dos Portos do Douro e Leixões.
Por cabo de vaivém, lançado a 350 metros, vieram para terra em 52 horas de trabalho constante 92 náufragos, tendo-se destacado, pela sua dedicação e saber, a corporação dos Bombeiros Voluntários de Matosinhos-Leça sob o comando do sr. coronel Laura Moreira, bem como alguns elementos da Cruz Vermelha Portuguesa e dos Bombeiros Voluntários do Porto, Viana do Castelo e Vila do Conde. Entre quase centena e meia de pessoas condecoradas pelos serviços prestados aos náufragos do VERONESE, contava-se o Sr. Dr. Manuel Monterroso, por ter sido o primeiro clínico a chegar a desempenhar as suas funções que estabeleceram na Capelinha da Boa Nova e no posto fiscal.
Da Estação de Socorros a Náufragos da Foz do Douro, seguiu a carreta com material de socorros a náufragos puxada por força humana voluntária, e meu pai com 13 anos de idade, já moço de traineira e das embarcações dos pilotos, e admitido a piloto da barra em 1926, lá seguiu também a dar o seu contributo a empurrar a carreta até ao lugar da tragédia, só que se perdeu do restante pessoal, e por lá andou cerca de três dias, quase sem dormir, esfomeado e encharcado, até que tomou o rumo de casa a pé, na Cantareira, e à sua espera estava o pai, pescador, que não era para brincadeiras, que fora a Leça à procura dele, sem que o encontrasse, pregando-lhe umas valentes cinturadas que nunca mais as esqueceu.
José Pinto d’Almeida, “Pantaleão”, piloto da barra do Douro e Leixões, que se reformou como piloto-mor por volta de 1929, exímio no lançamento do foguetão, e sempre pronto, acorrendo a qualquer naufrágio na barra e na costa, tendo salvado muitos náufragos, mesmo como piloto-mor, e segundo consta também acorreu ao lugar do naufrágio do VERONESE para orientar o lançamento de foguetões para estabelecimento do cabo de vaivém para resgate dos naufragados, tendo a sua participação sido muita activa e meritória. O pessoal da estação de Socorros a Náufragos da Foz do Douro lançou 10 foguetões, e os Bombeiros Voluntários de Matosinhos-Leça lançaram 18.
O Paquete de carreira VERONESE procedia de Liverpool, seu porto de registo, com carga geral e 20 passageiros, tendo escalado Vigo, onde embarcara 122 emigrantes, aparentemente destinados ao Brasil, Uruguai e Argentina.
Alguns navios que navegavam ao largo da costa, ao receberem o pedido de socorro do VERONESE, aproximaram-se do local da tragédia, mas nada podendo fazer seguiram o seu rumo, dentre deles o paquete VAUBAN, do mesmo armador do VERONESE, se bem que de maior porte.
As operações de salvamento duraram mais de 48 horas devido ao estado do mar. Houve 38 vitimas, das quais 5 elementos da tripulação.
Realmente os trabalhos de salvamento não deixaram nada a desejar, representando um esforço enorme. Basta dizer-se que, tendo sido salvas 89 pessoas, foi necessário puxar a braço 178 vezes o cabo de vaivém, portador da bóia calção, que tinha 300 metros de comprido.
A 16, cerca da 1 hora da tarde, chegava diante do naufrágio, vindo de Lisboa o rebocador salvádego da armada Nacional NRP BERRIO, que trazia a bordo material próprio para salvamento de náufragos, mal chegou tentou aproximar-se do VERONESE, mas teve de desistir, em vista da forte agitação marítima, pelo que se foi abrigar no porto de Leixões, ficando a aguardar o momento oportuno de poder prestar o seu auxílio.
No dia 24, como o mar estivesse mais calmo, foram feitas as primeiras tentativas de ida a bordo. Trabalho que se realizou com êxito. Assim pouco depois das 10 horas da manhã, seguiram desta cidade para Leixões Mr. Dawson, director da agência Garland, Laidley & amp; Co., Ltd., que há dias chegara de Lisboa, e Mr. Garland, director na cidade do Porto da mesma agência consignatária do VERONESE, e curiosamente perto do local do naufrágio, junto à praia de Leça, residia Mr. George Fimister, um Escocês, de Aberdeen, também um dos directores da agência Garland, Laidley & Co., Ltd., da praça do Porto.  
O trajecto foi feito em automóvel da firma, e uma vez ali chegados, reuniram-se-lhes o Capt. Charles Turner, comandante do paquete e outros oficiais do navio, embarcando todos em seguida a uma conferencia havida com a autoridade marítima de Leixões, numa embarcação rebocada pela lancha gasolina HERMES, propriedade da dita agência, que largou do porto de serviço, cerca de uma hora depois, em direcção ao vapor naufragado.
No mesmo barco seguiram 6 estivadores e o seu mestre Eduardo de Oliveira. Ao chegarem perto do paquete, foram tomadas providencias, a fim de evitar qualquer desastre e, depois de varias evoluções, foi levada a cabo com todo êxito a abordagem, entrando no VERONESE todas as pessoas mencionadas e ali se conservando durante bastante tempo, aproveitando-o em percorrer todas as dependências do paquete, que haviam sido poupadas pelo mar, e retirando grande numero de aprestos náuticos, roupas e alguns haveres dos tripulantes, vários apetrechos de bordo, livros de escrituração e ainda alguns valores que se encontravam nas cabines de 1ª classe do lado de bombordo, o que tudo foi trazido para Leixões, onde chegaram pela 4 horas da tarde.
No porão do navio apareceram três cadáveres, de dois homens e de uma mulher, colocados de horrorosa maneira. A mulher, seminua, com as mãos crispadas, estava entalada entre os ferros dos beliches de 3ª classe, no meio de uma avalanche de enxergas, malas e caixas. Os homens, esfarrapados também entre bagagens, tinha nos rostos contorcidos a nota de quanto foi terrível a sua agonia. Vinte e cinco trabalhadores andaram retirando alguns salvados para bordo da lancha-motor HERMES, aparecendo abertas algumas malas, que talvez os seus proprietários, no meio da sua angústia, tivessem arrombado para lhes retirarem os valores portáteis, na esperança de salvamento.
Também se retiraram de bordo as malas do correio que se destinavam a Buenos Aires. Montevideu e Rosário e o vapor salvádego CAP FINISTERRE entrara em Leixões, a fim de tentar os seus trabalhos no resgate do VERONESE.
No dia seguinte os estivadores voltaram ao navio, num barco rebocado pela lancha gasolina PATRIA, da firma Baptista & Cia-, a fim de retirarem para terra mais material, e trouxeram os três cadáveres que até então não fora possível retirar de bordo, tendo os mesmos sido removidos para o cemitério da Agramonte, na cidade do Porto.
Dois escaleres do navio naufragado também se salvaram.
Para Lisboa partindo da estação de São Bento, foram 77 náufragos do VERONESE, na sua maioria tripulantes, onde embarcaram no paquete AVON, da Royal Mail Lines, Londres, com destino a Inglaterra, mostrando-se todos muito reconhecidos, nomeadamente o capt. Charles Turner, pela forma carinhosa porque foram tratados, tanto pelo povo como pelas autoridades.
Mais tarde 130 passageiros embarcaram para o Brasil no paquete DARRO, da Royal Mail Lines, e os restantes foram para diferentes portos, embarcando nos navios SALAMANCA e ORITA, ambos da Pacific Steam Navigation, Londres.
Continuou sempre uma grande romaria à praia da Boa Nova a ver o barco que, ao largo, recebia sempre o embate das ondas alterosas, que o atacavam violentamente naqueles dias de temporal, que nas nossas costas tanto se fazia sentir, sendo por vezes, de grande violência.
O naufrágio do VERONESE continuaria por muito tempo a alancear os espíritos.
A catástrofe deixou o seu rastro de terror, a sua tremenda impressão, que não se apagaria tão cedo. Os temporais que sobrevieram não deixaram prosseguir com maior intensidade os trabalhos de salvamento iniciados bravamente em relação aos náufragos e prosseguindo do mesmo modo ao tratar-se dos objectos, alguns bem valiosos, que vinham a bordo.
O comissário do navio ficou em Portugal para fazer um arrolamento de todos os objectos que apareceram, tendo tomado conta, entre outros, de vinte preciosas malas pertencentes ao sr. Turnubull, que ia para Buenos Aires, onde é estabelecido, e as quais foram remetidas ao seu dono pelo paquete ANSELM, da Booth Line, para Liverpool, onde se recolheu durante algum tempo com a sua família.
Durante alguns dias as ondas foram tão violentas que não permitiram a continuação dos trabalhos. Houve porém, um dia, em que o comandante foi a bordo do VERONESE percorrer cuidadosamente os compartimentos onde a água ainda o deixava chegar. O bravo marinheiro pôs nessa tarefa um cuidado e um carinho estranhos, como se custasse muito a apartar-se da carcaça do seu pobre navio naufragado.
Ao penetrar na popa do navio o capitão encontrou ainda mais dois cadáveres e, ao chegar a terra, disse-o, na ansiedade de os remover para o cemitério, mas debalde isso se tentou porque a água tinha tudo invadido.
Uma família Inglesa que perdeu dois filhos no naufrágio prometia um prémio de quinhentas libras a quem encontrasse os corpos dos pequenitos que, segundo desejavam os seus inconsoláveis progenitores, iriam repousar em Inglaterra em lugar bem perto dos que tanto os amaram.
Quem sabe se não seriam as duas infortunadas crianças que o comandante do VERONESE viu e em cujos cadáveres não foi possível tocar. O mar continuava a arrojar à praia muitos destroços, que eram recolhidos pela guarda-fiscal.
O Instituto de Socorros a Náufragos recebia inúmeras felicitações pela forma porque se realizaram os salvamentos, como se sabe, foram levados a cabo com uma energia e uma bravura singulares que mais uma vez os nossos bravos marinheiros souberam mostrar na afirmação do seu valor.
Havia mais nomes a inscrever nesse “livro” de bravura e honra que já é a epopeia dos marítimos Portugueses, desses denodados tripulantes voluntários das lanchas salva-vidas, que arriscaram a vida para poupar a dos seus semelhantes com uma singular e grandiosa abnegação, que chegou ao seu sublime.
Os agentes no Porto da armadora Lamport & Holt Line, receberam do sr. Governador civil o seguinte ofício:

«Exmos. Snrs. Garland, Laidley & Co., Ltd. – Tendo o governo da Republica conhecimento do naufrágio ocorrido ontem na praia da Boa Nova, do vapor VERONESE, pertencente à Companhia Lamport & Holt  Line, de que V.Exas são representantes nesta cidade, incumbe-me de dizer-lhes que sente profundamente este lamentável desastre, que muito comoveu, no que eu o acompanho, significando também a V.Exas que continuarei a empregar todos os esforços a meu alcance para que seja quanto possível minorada tão grande desgraça. Saúde e fraternidade. – O governador civil, (a) Albano de Magalhães.»

A resposta foi a seguinte:

«Cumpre-nos agradecer muito reconhecidos os ofício de V.Exa. datado de 17 do corrente. e pedimos que V.Exa. transmita ao governo da Republica o nosso reconhecimento, pelo sentimento tomado de tão grande desgraça, ocorrida pelo encalhe do vapor VERONESE, e pelas ordens dadas à sua marinha, a fim de prestar com o rebocador NRP BÉRRIO, vindo expressamente de Lisboa, os seus valiosíssimos serviços de salvamento, bem como às suas autoridades marítimas de Leixões.
Os esforços que V.Exa. nos tem dignado prestar com as suas ordens, são dignos do nosso maior apreço, esperando sempre de V.Exa. a continuação da sua atenção para esta horrorosa desgraça, e é com o maior agradecimento e máxima consideração que nos firmamos de V.Exa., atts. vens. e obrigados. (a) Garland, Laidley & Co., Ltd.»

Eu, que ingressei na firma Garland, Laidley & Co., Ltd, sedeada na rua do Infante D. Henrique, 131, da cidade do Porto, no início dos anos 60, recordo-me de funcionários daquele tempo, já meus superiores, terem dito, que na ocasião foram para o local do naufrágio, a fim de prestarem assistência aos náufragos, e acabaram também por prestar ajuda aos bombeiros e pessoal dos Socorros a Náufragos, na alagem do cabo de vaivém.
O comandante do VERONESE questionado pelos jornalistas acerca das causas do encalhe, respondeu-lhes que estava impedido de se pronunciar sobre o assunto, porque desde que pôs os pés em terra considerava-se prisioneiro do embaixador Inglês em Portugal.  
O tribunal (Board of Court) considerou o capt. Charles Turnbull, comandante do VERONESE, culpado pelo acidente, pelo que o seu certificado de capitão foi suspenso por seis meses, baixando para o posto de imediato durante esse período. O imediato foi ilibado porque na ocasião do encalhe não estava de quarto.
O comandante após as seis horas, que o navio levava de Vigo a Leixões tentou vislumbrar as luzes dos farolins da barra do Douro e dos molhes de Leixões, e certamente o farol da Sra. da Luz, só que não conseguiu devido á chuva e à neblina, tendo ido parar ao local do encalhe.

VERONESE – imo 1120912/ 146,7m/ 7.089tab/ 1 hélice/ 458nhp/ 12 nós/ acomodação para 642 pessoas, entre tripulação e passageiros; 01/1906 entregue por Workman Clark & Co., Ltd,. Belfast, à Liverpool, Brazil & River Plate Steam Navigation Co., Ltd, gestores Lamport & Holt Line, Liverpool; Durante a estadia em Liverpool foi-lhe instalada uma nova ponte de comando.
As cores da chaminé dos navios da companhia de navegação Lamport & Holt Line, e das suas subsidiárias era azul, faixa branca larga e topo preto; casco preto com uma lista branca junto à linha de água de vermelho, e superstruturas pintadas de branco.  
Navios gémeos: VELASQUEZ, também teve a mesma sorte do VERONESE, pois já havia naufragado devido ao mau tempo e névoa na Ponta da Sela, Ilhabela, Brasil, em 16/10/1908, quando em rota de Buenos Aires para Nova Iorque, 137 pessoas, entre tripulantes e passageiros, foram salvos por cabo de vaivém; VERDI, torpedeado e afundado em 22/08/1914 pelo submarino Alemão U53, quando em viagem de Nova Iorque para Liverpool, pereceram apenas 6 tripulantes.

Segundo consta neste naufrágio foi realizado primeiro filme Português.            
Fontes: José Fernandes Amaro Júnior, Imprensa diária do Porto, Mundo Ilustrado, Internet, Miramar Ship Index.
Imagens de autores desconhecidos e de Joaquim Pinto da Silva.
Rui Amaro                                                                                                                                                                                                                               
ATENÇÃO: Se houver alguém que se ache com direitos sobre as imagens postadas neste blogue, deve-o comunicar de imediato. a fim da(s) mesma(s) ser(em) retirada(s), o que será uma pena, contudo rogo a sua compreensão e autorização para a continuação da(s) mesma(s)neste Blogue, o que muito se agradece.
ATTENTION. If there is anyone who thinks they have “copyrights” of any images/photos posted on this blog, should contact me immediately, in order I remove them, but will be sadness. However I appeal for your comprehension and authorizing the continuation of the same on this Blog, which will be very much appreciated.   

1 comentário:

ana caroline damiao disse...

MINHA TATARAVÓ E TARAVÓ ESTAVA NESTE NAVIO E ELE FOI PRESO LOGO QUE DEU GRITO A REPUBLICA ELA FOI TIRADA AS 10 DA MANHA DA AGUA ELE TRES DIAS DEPOIS ASSIM ELA CONTAVA PARA SUA FILHA, SEU GENRO HOJE COM 85 ANOS GOSTARIA DE DE REENCONTRAR COM FAMILIARES MAS SEUS NOMES SE PERDERAM JUNTO COM REGISTRO E DOCUMENTOS, TUDO QUE SABEMOS E QUE ELA SE CHAMAVA MARIA DAS DORES FERNADES ERA A UNICA MULHER PORTUGUESA QUE ESTAVA VINDO NO NAVIO VERONESE E ELE TINHA O SOBRENOME DARCO ERA CONTRA A DITADURA, SE PUDER ME AJUDAR MEU E-MAIL E carolliub1992gmail.com meu telefone e 64- 99211-2060, gostaria muito que me ajudasse nesta pesquisa meu avô está doente e gostaria de reencontrar com nossos parentes seria muito bom, era o sonho da esposa dele.

Atenciosamente
Carol