quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

RECORDANDO O NAUFRÁGIO DA TRAINEIRA “BENITO” DA PRAÇA DE PENICHE


A malograda traineira BENITO (a de cor azulada) no porto pesqueiro de Peniche 


Acerca do naufrágio da malograda traineira BENITO, ocorrido a 29/09/1977, já ao final da noite, o Jornal “O Primeiro de Janeiro” relatava o seguinte:
Morreram ou desapareceram sete pescadores em consequência de um embate da traineira BENITO numas rochas próximo do Cabo Carvoeiro, nas redondezas de Peniche, quando regressava de mais uma maré, ao largo do Farilhão. O acidente ocorreu cerca das 23h15 de sexta-feira, dia 29, ao que se julga devido ao denso nevoeiro, junto ao Revelim dos Remédios. A traineira BENITO, da pesca da sardinha, pertence à praça de Peniche. A restante tripulação de onze homens foi salva.
A BENITO saíra de Peniche para mais uma maré, cerca das 19h00 de sexta-feira, tendo capturado tonelada e meia de carapau até cerca das 22h00. Por volta das 23h00 ao regressar a Peniche, o mestre da BENITO foi surpreendido por denso nevoeiro, e ainda para seu azar, as buzinas do farol do cabo Carvoeiro estavam avariadas, e perdeu o rumo. Pouco tempo depois, ocorria a tragédia, que enlutou a vila de Peniche.
Logo que foi dado o alarme foram iniciadas as buscas, tendo sido encontrados três corpos ao principio do dia e, um outro, ao meio da manhã de ontem.
Os pescadores cujos cadáveres já foram recolhidos são: Vicente Pedro Cativo, de 65 anos, viúvo, natural de Vila do Bispo; António Serpa, de 53 anos, casado, natural e residente em Peniche; Joaquim Martins Borrego, de 62 anos, natural de S. Clemente, Loulé; e António Madeira Baptista, de 54 anos, casado.
È a seguinte a identidade dos desaparecidos: Félix Encarnação Azevedo, de 64 anos, natural de Budens, Vila do Bispo; Américo José Pedro, de 56 anos, casado, de Peniche; e o jovem Laureano Henrique Serpa, de 18 anos, solteiro, que era filho de outro náufrago, António Serpa, residiam todos em Peniche.
Refira-se que o jovem Laureano Henrique Serpa tinha já alcançado a nado, os rochedos, quando novamente se lançou ao mar na vã tentativa de salvar o pai. Desapareceu, para não mais ser visto, no torvelinho das águas encrespadas.
O local em que se registou o naufrágio é de difícil acesso, pelo que os esforços dos homens empenhados na recuperação dos restantes três corpos têm sido bastante penosos. Todavia, as diligências para essa recuperação prosseguem, esperando-se que a maré-baixa que hoje ao princípio da manhã se verificará propicie melhores condições de êxito.
Os náufragos foram socorridos pelas traineiras BAIRRISTA, da mesma empresa da BENITO, CLARINHA e CIGANO DO MAR, que apressadamente foram em auxílio do pedido de socorro do mestre Ilídio Rosa, da traineira sinistrada.
A BENITO ficou completamente destruída em virtude do embate, sendo os prejuízos materiais da ordem dos três mil contos.
Um porta-voz do armador disse que apenas se salvaram as redes de apoio. Está praticamente posta de parte a hipótese de recuperação da embarcação.
A traineira tinha capacidade para cerca de 35 toneladas de peixe miúdo (sardinha, carapau, etc.) e uma tripulação de 28 homens, muito embora tenham embarcado na última maré apenas 18 pescadores.
Fonte: Jornal O Primeiro de Janeiro, do Porto; Foto Camara Municipal de Peniche (Facebook Peniche Ilustrado) com o devido pedido de continuação, que se agradece.  
Rui Amaro

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1 comentário:

João Guerreiro disse...

Lembre-me bem deste naufrágio porque um dos felecidos de nome Joaquim Borrego era meu sogro foi um grande golpe para a minga sogra nunca mais foi a pesma pessoa levou muitos anos a sofrer pela perda do marido foi até ter partido sempre com ele no coração maior foi o choque porque era o ultimo dia que ia para o mar a mmmmmmminha sogra já tinha tudo preparo para partir para Quarteira,havia mais para dizer