terça-feira, 22 de novembro de 2011

NAVIOS DE CRUZEIRO PEDAGÓGICO

 DEVONIA / B & I edição /.
  O PAQUETE "DEVONIA" NO PORTO DE LEIXÕES

A 30/10/1967, a cidade do Porto foi visitada por umas boas centenas de jovens vindos de Inglaterra, mais concretamente da cidade de Liverpool, donde partiram a bordo do paquete Inglês DEVONIA no dia 20 daquele mês.
Aquele inesperado afluxo turístico de Outono foi autêntica surpresa para os Portuenses, como foi, por certo, para os responsáveis pelas "Festas de Outono", que pela primeira vez tiveram lugar naquele ano, sob o signo do vinho… E bem pena foi.
Como quer que fosse, as simpáticas Inglesinhas, e seus pares, alunos de vários colégios da referida cidade Inglesa, não se perderam, quando em pequenos grupos palmilharam as artérias centrais do velho burgo, transmitindo-lhe, até com a sua comunicabilidade, bem aproveitada, como sempre por colegas de ocasião, descontracção e alegria, um ambiente mais alegre, um outro cariz em flagrante contraste com o estado do tempo, a fazer esquecer o Verão de São Martinho, que o pretérito domingo parecia querer anunciar.
Apesar de curta, a estadia da numerosa comitiva estudantil Britânica – oitocentos e um alunos, incluindo já os professores, números exactos – foi suficiente para deixar os nossos visitantes com uma ideia aproximada da vida, aspectos e paisagem da cidade e arredores, para o que muito contribuiu o bom elaborado passeio que a Agência Abreu, de colaboração com a firma Wall & Co., Ltd., agência consignatária do DEVONIA, lhes proporcionou. È claro que a visita em pormenor aos monumentos teve de ser posta de parte. Uma pequena paragem aqui e acolá, com uma ligeira prelecção de carácter histórico, e não se passou disso.
Só nas casas de Vinho do Porto a visita foi mais demorada e teve mesmo tempo de se estender a várias caves.


Um grupo de simpáticas estudantes do DEVONIA, junto do monumento da Menina da Avenida, Avenida dos Aliados, da cidade do Porto / Jornal O Comércio do Porto /.

O paquete DEVONIA atracou na doca nº 1 de Leixões, lado norte, pelas 08h30 aproximadamente. Feito o desembarque de todos os passageiros, incluindo 163 turistas que vinham integrados nesta viagem cruzeiro, que escalara os portos de Bordéus, Tanger e Cádis, um primeiro grupo de estudantes tomou lugar em doze autocarros para a visita à cidade, sucedendo mesmo da parte de tarde com os restantes membros da embaixada estudantil Britânica e que tinham tido a manhã livre.
Espalhados pelas principais artérias da cidade viam-se funcionários da casa Wall & Co., Ltd., munidos de "crachás" da companhia British India, para prestarem toda a assistência que lhes fosse solicitada pelos muitos alunos e seus professores que em grupos percorriam a cidade Invicta. 
À noite, foi oferecido aos jovens estudantes Ingleses, todos eles de vestes simples, embora com o predomínio da mini-saia, nas moças, um espectáculo de sabor regional.
O DEVONIA largou de Leixões na manhã seguinte, de rumo a Liverpool.
Outras unidades da B.I. que também chegaram a realizar este tipo de cruzeiros foram o UGANDA e o NEVASA, e que escalavam Leixões e Lisboa regularmente.

O PAQUETE "DUNERA" NO PORTO DE LISBOA
  
 
O DUNERA atracado na doca nº 1 do porto de Leixões em 30/10/1967 / Rui Amaro /.

Finais de 11/1967, após trinta anos de serviço, acabara de ser vendido a sucateiros de Bilbau, o paquete Inglês DUNERA, precursor, na Grã-Bretanha, das "Universidades Flutuantes", o qual fora construído para British India Steam Navigation Co. (B.I.), pelo estaleiro Barclay  Curle & Co, de Glasgow, para transporte de tropas, e lançado à água em 05/1937.
Até 01/1961, este paquete Inglês transportou centenas de milhares de militares e suas famílias, de e para diferentes portos no ultramar, para quase todos os teatros de operações da Segunda Guerra Mundial, na Europa, no Mediterrâneo, no Médio Oriente, em Bruma, na Malásia, na Coreia, em Chipre, em Hong Kong, etc.
Foi mais tarde adaptado para cruzeiros de estudo, iniciando em 21/04/1961 a segunda carreira da sua missão, quando como navio-escola pedagógico, partiu de Greenock com mais de 800 alunos de escolas Escocesas, numa excursão educativa até à Espanha, Gibraltar e Portugal. Essa excursão, de resto, realçou o conceito com que a B.I. engrandeceu os estudos educativos, transferidos das escolas até aos países estrangeiros, de maneira a incutir nos estudantes o interesse pelo estudo da geografia, história, arte, arquitectura, agricultura e os usos e costumes dos povos – em suma, um estudo prático em vez de teórico.

 Estudantes desembarcando do DUNERA no porto de Lisboa em 11/11/1967 / Boletim do Porto de Lisboa /.

O êxito extraordinário que esta iniciativa encontrara nos meios escolares do seu país levou à adopção de outras unidades para cruzeiros de estudos e assim o facto de o DUNERA ter dito adeus aos mares não impediu que centenas de jovens estudantes Ingleses pudessem continuar a conhecer o Mundo. E tanto assim é que naquele período, no porto de Lisboa, além da presença deste registara-se a presença de mais dois paquetes com as mesmas características como é o caso do DEVONIA e do RYNDAM, este último de bandeira Holandesa, cujos passageiros num total de 600, eram todos estudantes e professores do Chapman College, de Orange, Califórnia.
Desde 1967 o DUNERA já realizara 122 excursões desta natureza, transportando para cima de noventa mil crianças e adultos, pelos portos da Europa, da África Ocidental, dos mares do Norte e da Ásia Menor.
Na sua derradeira viagem, que iniciou na baia de Weymorth, no Dorset, no dia 17/10/1967, para o seu último cruzeiro pedagógico, trouxe 800 alunos do Dorset do Sul e 75 dos seus professores, além da dedicação de milhares de outras crianças Inglesas para que o navio fora o seu lar em muitos portos estrangeiros.
Foi particularmente significativa a despedida do porto de Lisboa daquele navio-escola. Com efeito, cerca das 20 horas de 11/11/1967, antes da partida do DUNERA, os oficiais e estudantes do DEVONIA, que como já foi referido também estivera atracado na mesma ocasião em Alcântara, fizeram-lhe, às 19 horas, uma "despedida", cujos moldes, inéditos entre nós, despertaram a curiosidade de quantos se encontravam no cais da Gare Marítima de Alcântara, aquela hora: cantares e dançares em pleno cais, com adeus de despedida.


O DEVONIA e o DUNERA atracados na Gare Marítima de Alcântara, porto de Lisboa , 11/11/1967 / Boletim do Porto de Lisboa /.

DEVONIA – imo 1166272/ 157,55m/ 12.773tb/ 2 hélices/ 16 nós; 07/1939 entregue pelo estaleiro Fairfield Shipbuilding & Engineering Co., Ltd, Glasgow, como transporte militar HMT DEVONSHIRE à Bibby Line Ltd., Liverpool; 11/08/1939 largou de Southampton só regressando passado 4,5 anos, As suas tarefas sob gestão da Royal Auxiliary Fleet transportando militares levou-o a Marselha, Nápoles, Tripoli, Dakar, Durban, Bassorá, Bombaim, Singapura e Fremantle; 1942 foi equipado com lanchas de desembarque, e como unidade de desembarque de infantaria tomou parte nas operações do assalto a Salerno, assim como no célebre desembarque das tropas Aliadas nas costas da Bretanha, que ficou conhecido pelo "D-DAY". Serviu também na campanha da Malásia, e já nos pós-guerra no teatro de guerra da Coreia; 25/01/1954 retomou o serviço de tropas no Extremo-Oriente a partir de Liverpool e em 1957 desde Southampton; 1957 terminou o fretamento ao Ministério do Transportes Britânicos tendo sido entregue ao seu armador a Bibby Line, Ltd.;1962 DEVONIA, British India Steam Navigation Co., Ltd, Londres, tendo sido convertido em navio de cruzeiro pedagógico pelo estaleiro Barclay, Curle & Co., Ltd., Glasgow, com uma capacidade de acomodação de 194 passageiros e 834 crianças, e entrou ao serviço pela Páscoa juntando-se ao um pouco similar DUNERA, que tinha inaugurado o serviço no ano anterior; A sua nova carreira levou-o a visitar um enorme numero de portos da Península, do Mediterrâneo e do Báltico: 15/12/1967 chegava ao Cantieri Navale Santa Maria, Génova, para desmantelamento em sucata, acabando por ser transferido para La Spezia, tendo sido substituído pelo UGANDA.

DUNERA – Imo 5509482/ 157,53m/ 12.620tb/ 2 hélices/ 17 nós; 28/08/1937 entregue por Barclay, Curle & Co., Glasgow, à British India Steam Navigation Co., Ltd., Liverpool, como transporte de tropas HMT DUNERA, e anteriormente à 2ª Guerra Mundial foi utilizado ocasionalmente em cruzeiros às capitais Nórdicas, durante os meses de Verão; 1940 transportou tropas Australianas e Nova Zelandesas para o Suez; 1942 participou na invasão de Madagáscar; 1943 colaborou nos desembarques da Sicília; 1944 transportou o pessoal do quartel-general do 7º exército dos E.U.A. para o desembarque perto de Cannes, sul de França; 1945, depois da guerra, continuou nas operações de transporte de tropas da Malásia; 1950/51 serviu no teatro de guerra da Coreia; 1956 foi envolvido na crise do Suez devido à nacionalização do respectivo canal; 1961 deixou o serviço de transportes de tropas, sendo substituído pelos novos navios OXFORDSHIRE e NEVASA, e pelo transporte aéreo; 13/12/1961 DUNERA, convertido pelos estaleiros Palmers Shipbuilding and Iron Company, de Hebburn-on-Tyne em navio de cruzeiro pedagógico e o seu casco foi pintado da cor branca; 11/1967 chegava a Bilbau para desmantelamento em sucata.

Fontes: Jornal O Comércio do Porto; Boletim do Porto de Lisboa; Clidesite.Co.UK; Photoship Co. UK; Miramar Ship Index.
Rui Amaro

ATENÇÃO: Se houver alguém que se ache com direitos sobre as imagens postadas neste blogue, deve-o comunicar de imediato. a fim da(s) mesma(s) ser(em) retirada(s), o que será uma pena, contudo rogo a sua compreensão e autorização para a continuação da(s) mesma(s) em NAVIOS Á VISTA, o que muito se agradece.
ATTENTION. If there is anyone who thinks they have “copyrights” of any images/photos posted on this blog, should contact me immediately, in order I remove them, but will be sadness. However I appeal for your comprehension and authorizing the continuation of the same on NAVIOS Á VISTA, which will be very much appreciated.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

EM 1969 ERAM INAUGURADAS AS NOVAS E EFICIENTES INSTALAÇÕES DA CORPORAÇÃO DE PILOTOS DO RIO E BARRA DE LISBOA

O Presidente da Republica acompanhado do piloto-mor e de mais individualidade e pilotos assistem à benção das novas instalações de pilotagem do rio e barra do Tejo
 
A 15/09/1969 o Presidente da Republica inaugurava as novas e eficientes instalações da CORPORAÇÃO DE PILOTOS DO RIO E BARRA DE LISBOA, construídas junto da doca do Bom Sucesso.
Estavam presentes os ministros da Marinha e das Comunicações, o director-geral da Marinha, o comandante da Guarda-Fiscal, o presidente da Junta da Marinha Mercante, representantes das empresas de navegação e outras individualidades.
Em nome do arcebispo de Mitilene procedeu à bênção do edifício o cónego Gonçalves Pedro. A seguir o contra-almirante Américo Tomás, do qual se conhecia ter um grande apreço pelos pilotos, pois fora comandante do navio hidrográfico NRP 5 DE OUTUBRO na sua comissão de hidrografia na costa de Portugal, durante 16 anos, descerrou uma placa comemorativa do acontecimento.
Numa sala do primeiro piso, realizou-se depois, numa breve sessão solene durante a qual o piloto-mor sr. José Partidário, proferiu um discurso em que agradeceu o apoio sempre prestado à corporação pelo chefe do Estado desde os seus tempos de ministro e se referiu às dificuldades e aos riscos que os pilotos da barra enfrentam diariamente. Solicitou a construção de um molhe de abrigo em Cascais, dizendo: «Além de permitir eliminar os perigos apontados e, por outro lado, tornar possível a pilotagem dos navios em ocasiões de mau tempo no mar, o molhe de Cascais possibilitaria à corporação dispensar o concurso dos seus dois vapores de pilotagem COMANDANTE PEDRO RODRIGUES e COMANDANTE MILHEIRO, cuja e manutenção e conservação constituem pesado encargo para as suas finanças libertando-se, assim, verbas indispensáveis à realização de uma das aspirações mais prementes dos pilotos da corporação, qual seja a melhoria das suas condições de vida, sobretudo no sector da Previdência e da Assistência Médica e Medicamentosa».
Usaram ainda da palavra o ministro da Marinha, para se congratular com inauguração das novas instalações, e o Supremo Magistrado da Nação, prestou a sua homenagem aos pilotos e pôs em relevo a sua meritória acção.
Seguiu-se, uma visita às novas instalações, por último, um almoço volante.

Apesar do dia 15/12/1969 ter sido um dia festivo para os pilotos da barra de Lisboa com a inauguração da sua nova sede e estação, também foi de grande pesar, pois nesse mesmo dia falecia o antigo piloto-mor José d'Almeida Florêncio, que ocupou esse cargo durante 25 anos, entre 1937 e 1962, e fora responsável pela modernização e aperfeiçoamento da pilotagem não só no porto de Lisboa, como em colaboração com o piloto-mor José Fernandes Tato, dos portos do Douro e Leixões, na de outros portos da costa de Portugal, além de ter sido o principal impulsionador da construção da nova estação de pilotos, então inaugurada.
Fonte e imagem do Jornal de Noticias.
Rui Amaro

domingo, 13 de novembro de 2011

RECORDANDO O AFUNDAMENTO DO VAPOR "COSTEIRO SEGUNDO" EM 1952

 o vapor COSTEIRO SEGUNDO demandando o porto de Leixões em finais da década de 40 / (c) Foto Mar, Leixões /.

COSTEIRO SEGUNDO – Imo 5607607/ 52m/ 486tb/ 9 nós; 11/1933 entregue pelo estaleiro da Companhia União Fabril, Barreiro, à Sociedade Geral de Comércio, Indústria e Transportes., Lda., Lisboa; 14/09/1952 afundou-se ao largo do Cabo Sardão, devido a colisão com o vapor Francês PENTHIEVRE. A tripulação constituída por 17 homens, foi salva e recolhida a bordo daquele navio Francês que seguia de rumo ao norte da Europa, e ao seu encontro largara do Tejo o salvadego PRAIA DA ADRAGA, do mesmo armador do vapor afundado, para onde embarcaram os náufragos que vieram para Lisboa, onde chegaram de madrugada.
O COSTEIRO SEGUNDO procedia do Pomarão, rio Guadiana, com minério das minas de Aljustrel para o Barreiro.

 O vapor COSTEIRO em operações comerciais no cais de Alcoutim / Diário de Lisboa /.

O pequeno vapor COSTEIRO SEGUNDO era um visitante do porto do Douro, em cuja barra estivera encalhado na década de 40, sem consequências de maior, onde vinha, regularmente com carregamentos completos de enxofre para a CUF, de Vila Nova de Gaia, carregados em cais fluviais do rio Guadiana.
PENTHIEVRE – imo 1165893/ 82,4m/ 1.599tb/ 9 nós; 02/1920 entregue por Grangemouth Dockyard, Grangemouth, como CASSARD à Compagnie Nantaise des Chargeurs de L'Ouest, Nantes; 1948 PENTHIEVRE, Compagnie Nantaise des Chargeurs de L'Ouest, Nantes; 07/09/1959 chegava a Savona para desmantelamento em sucata.
Fontes: Imprensa diária; Miramar Ship Index.
Rui Amaro

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sábado, 5 de novembro de 2011

REBOCADOR "LIBERAL" DA PRAÇA DO PORTO

 o LIBERAL conduzindo de saída da barra do Douro um palhabote / Colecção F. Cabral /.

Rebocador LIBERAL, 19m/ 35tb/ 200hp; 1889 entregue por um dos estaleiros navais sediados em Vila Nova de Gaia, à Parceria de Reboques Liberal Lda, do Porto; 1916 LIBERAL, Empresa de Pescarias e Reboques Lda, do Porto; 1917 ALENTEJANO, interesses na praça de Lisboa; Subsequente história ainda não encontrada.
O LIBERAL junto da Ribeira participando num festival náutico ou em alguma excursão fluvial / postal ilustrado da cidade - colecção F. Cabral, Porto /.

O vapor LIBERAL além do serviço de apoio às fainas fluviais no porto do Douro, e idas a Leixões e outros portos conduzindo fragatas, era empregue em excursões fluviais de curta distancia e como transbordador no transporte de passageiros entre a Ribeira e a Cantareira, nomeadamente em ocasiões de greves nos transportes, e também ia ao porto de Leixões, levando romeiros que iam passar o dia a Matosinhos, a fim de assistirem à romaria e às solenidades religiosas em honra do Nosso Senhor de Matosinhos.
O "link" abaixo mostra-o diante da praia da Ribeira d'Abade, Valbom, em serviço de excursão ou transporte de passageiros, e a seu bombordo distingue-se um vapor, que parece um iate de recreio ou mesmo uma pequena unidade naval.
Fontes: Memórias; F. Cabral, Porto.  
Rui Amaro
  
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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

OS BARCOS DA CARREIRA DO RIO DOURO

Barcos de ribadouro em operações comerciais nas escadas da Padeira, do lugar do cais da Ribeira, na cidade do Porto / postal ilustrado da cidade /.

Continuam as viagens, saindo das escadas da Padeira, do lugar do cais da Ribeira, na cidade do Porto, para a Régua no dia 06/03/1839, impreterivelmente se o as condições de tempo o permitir e sucessivamente todas as quartas-feiras; e da Régua para o Porto no dia 11 e todas as segundas-feiras; sendo o preço dos passageiros 1$920 dentro da tolda e 960 fora da mesma. As encomendas a 80 reis, aquelas que forem de pouco peso e as mercadorias de grande volume será por ajuste.
Todas as encomendas e mercadorias poderão ser recebidas nos seguintes portos: Caldas de Moledo, Bernardo, Porto de Rei, Aregos, Entre-os-Rios e Espadaneda. Quem quiser carregar ou ir de passagem deve dirigir-se ao escritório da Administração da firma, nos Guindais, nº 57, à Ribeira, do Porto.
Como é sabido a navegação de passageiros e carga já de há muitos anos sulcava o rio Douro, contudo com grandes dificuldades e muito acidentada, dando origem a enormes prejuízos materiais e humanos.

Titulo de propriedade da encomenda/mercadoria (B/L) próprio para transportes fluviais relativo a um embarque realizado em 11/1861 pelo barco nº 811 da Navegação do Douro, do Porto para a Régua / colecção F. Cabral /.

Barco rabelo carregado larga do Porto de rumo à Régua / postal ilustrado da cidade /.

Fonte: Jornal "Periódico dos Pobres do Porto" – 05/03/1839.
Rui Amaro

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